Queria um cara que de fato me desafiasse, que me intimidasse, um que pra se destacar, não fizesse tudo o que eu quero, na hora que eu quero. Um com quem eu pudesse ter aquelas discussões com as quais sonhei a vida inteira, um que resistisse aos meus ataques, mas somente porque os dele eram superiores aos meus. Um que ficasse puto com esse bando de amigos que eu tenho, e que demonstrasse, disfarçado, o que pensa. Um que odiasse todos eles. Que não entendesse os meus atrasos, que não perdoasse a ligação que eu não retornei, as saídas que eu esqueci, e marquei programa por cima. Um que feroz, me tocasse.
Queria que me beijasse como se pela última vez. Que nossas conversas ardessem em saudades e desejos urgentes, como se despedidas. Que tão somente aproveitasse e quem sabe até, diria o pouco que Thomas More imprimiu em mim, correspondesse. Que fosse brega, com declarações súbitas de três palavras entre um assunto e outro, que me atingiriam feito flecha.
Ele devia saber a influência que tinha sobre mim. Todo aquele poder que exercia sob os meus desejos mais insanos. Claro que sabia. Impossível não saber.
Ah querido, só queria que agora você soubesse que se assim continuar, vais me perder.
... amanhã é 2009 !!!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Merry Chistmas !
Terminei meu natal da mesma forma que o comecei, sozinha.
O dia começou já não começou bem, fui acordada pela minha irmã e namorado com sua felicidade irritante, de risadas e brincadeiras cansativas, que sempre resultam em um dos dois emburrado em um canto. Mas foi eu abrir a porta do quarto, e ver o sol que já brilhava lá fora. Coloquei um biquíni, meu melhor sorriso, e desci, determinada a não deixar que nada mais fizesse infeliz uma parcela minha sequer.
O sol ardia na pele, enquanto a Zélia cantava suas melhores canções pra eu ser feliz. Fiz pela milésima vez uma retrospectiva do que passou nesse ano e meus planos pra 2009. Queimei até o sol dizer chega, e resolver se esconder atrás das nuvens. Fiz pose pro surfista bonitão que tava sentado logo ali, mas até isso me cansou. Arrumei minhas coisas da forma menos charmosa possível, e subi. Almocei nem lembro o que, tomei um banho, me arrumei toda riquinha, e fui andar de bicicleta. Logo meu pai me chamou, falou que era hora de entrar em contado com a civilização. Guardei a bonitinha e subi faceira, ninguém tava pronto, deu tempo de dar uma dormidinha. Finalmente, fomos. Conversei com uns amigos, recebi noticias de quem eu mais ansiava receber... e voltamos.
Tava chovendo, desde a hora em que saímos, mas eu não me deixei abater por aquela chuvinha idiota, peguei a bonitinha, e fui andar nela novamente. Dessa vez, na orla. Não tinha mais ninguém na praia, com exceção de uma família de gordinhos por quem passei umas três vezes, enquanto ia de uma extremidade da praia à outra. Li um pouco, escutei música outro. E logo minha mãe chamou pra irmos comer. Decidimos por abolir a ceia do nosso natal desse ano. O que foi esquisitíssimo, mas o esquisito tem me soado normal ultimamente. Comi apressada, e recebi a pior noticia do dia, a louça era minha. Cacete! Odeio lavar louça. Mas ta, fui de bom grado. Limpei tudo, e quando eu terminei todos já estavam devidamente em suas camas, os casaizinhos de namorados davam seus boas-noites que sempre duravam até quase de manhã.
Eu fui escovar meus dentes, esqueci de acender a luz, aí senti uma lágrima cair, e escorrer, devagar, por todo o meu rosto, e ir descendo, até eu perceber o que estava acontecendo, e limpá-la. Depois veio outra, e outra, e mais outra. Pensei que eu nunca fosse parar de chorar. Chorei pelas lembranças do passado, e por aquelas que eu queria lembrar mas minha péssima memória me impedia. Eu queria ter alguma coisa doce pela qual chorar, alguma lembrança de quando todos nos dávamos bem. Pra consolar esse presente assolador. Não achei nenhuma, chorei mais ainda. Chorei por cada pedacinho de felicidade que me foi arrancado das mãos, cada sorriso que tiraram do rosto. E foi assim, até que eu decidi parar. Não ia me levar a lugar algum mesmo.
Acendi a luz, escovei meus dentes, e deitei.
Sozinha.
E ansiosa por outro dia.
O dia começou já não começou bem, fui acordada pela minha irmã e namorado com sua felicidade irritante, de risadas e brincadeiras cansativas, que sempre resultam em um dos dois emburrado em um canto. Mas foi eu abrir a porta do quarto, e ver o sol que já brilhava lá fora. Coloquei um biquíni, meu melhor sorriso, e desci, determinada a não deixar que nada mais fizesse infeliz uma parcela minha sequer.
O sol ardia na pele, enquanto a Zélia cantava suas melhores canções pra eu ser feliz. Fiz pela milésima vez uma retrospectiva do que passou nesse ano e meus planos pra 2009. Queimei até o sol dizer chega, e resolver se esconder atrás das nuvens. Fiz pose pro surfista bonitão que tava sentado logo ali, mas até isso me cansou. Arrumei minhas coisas da forma menos charmosa possível, e subi. Almocei nem lembro o que, tomei um banho, me arrumei toda riquinha, e fui andar de bicicleta. Logo meu pai me chamou, falou que era hora de entrar em contado com a civilização. Guardei a bonitinha e subi faceira, ninguém tava pronto, deu tempo de dar uma dormidinha. Finalmente, fomos. Conversei com uns amigos, recebi noticias de quem eu mais ansiava receber... e voltamos.
Tava chovendo, desde a hora em que saímos, mas eu não me deixei abater por aquela chuvinha idiota, peguei a bonitinha, e fui andar nela novamente. Dessa vez, na orla. Não tinha mais ninguém na praia, com exceção de uma família de gordinhos por quem passei umas três vezes, enquanto ia de uma extremidade da praia à outra. Li um pouco, escutei música outro. E logo minha mãe chamou pra irmos comer. Decidimos por abolir a ceia do nosso natal desse ano. O que foi esquisitíssimo, mas o esquisito tem me soado normal ultimamente. Comi apressada, e recebi a pior noticia do dia, a louça era minha. Cacete! Odeio lavar louça. Mas ta, fui de bom grado. Limpei tudo, e quando eu terminei todos já estavam devidamente em suas camas, os casaizinhos de namorados davam seus boas-noites que sempre duravam até quase de manhã.
Eu fui escovar meus dentes, esqueci de acender a luz, aí senti uma lágrima cair, e escorrer, devagar, por todo o meu rosto, e ir descendo, até eu perceber o que estava acontecendo, e limpá-la. Depois veio outra, e outra, e mais outra. Pensei que eu nunca fosse parar de chorar. Chorei pelas lembranças do passado, e por aquelas que eu queria lembrar mas minha péssima memória me impedia. Eu queria ter alguma coisa doce pela qual chorar, alguma lembrança de quando todos nos dávamos bem. Pra consolar esse presente assolador. Não achei nenhuma, chorei mais ainda. Chorei por cada pedacinho de felicidade que me foi arrancado das mãos, cada sorriso que tiraram do rosto. E foi assim, até que eu decidi parar. Não ia me levar a lugar algum mesmo.
Acendi a luz, escovei meus dentes, e deitei.
Sozinha.
E ansiosa por outro dia.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Exposta ...
Minha espontaneidade em palavras e atos, é algo meu que apesar de sempre ter me acompanhado, ainda me encanta. Nunca tive vocação pra declarações pensadas, dizeres e gestos ensaiados. Graças a Deus.
Já quis muito, e do fundo do meu coração, ser mais contida. O desejo nunca durava o bastante pra que eu tentasse mudar. Sabe, acho que é até admirável, eu, a despeito de tudo o que já aconteceu comigo, ser assim, aberta.
Óbvio que essa minha doce mania de ser escrachada já me causou grandes problemas. A maioria não entende. Mas é essa é uma dor que eu suporto com certo prazer até. Querer ser compreendida seria esperar muito das pessoas. A mente de algumas é limitada até demais.
Prefiro o arrependimento de ter dito, e por vezes até ter ferido por fazê-lo, a ter na garganta aquele emaranhado de pêlos, terrível, me fazendo engasgar todas as vezes em que eu decidisse por me expressar.
Gosto de falar as coisas no calor do momento, mesmo que não saiam bonitas e doces como sairiam se ensaiadas, ou que machuquem as pessoas, tamanha é a sinceridade que coloquei nelas.
Me nego a rascunhar cada passo que eu for dar, pode não dar tempo de passar a limpo.
Já quis muito, e do fundo do meu coração, ser mais contida. O desejo nunca durava o bastante pra que eu tentasse mudar. Sabe, acho que é até admirável, eu, a despeito de tudo o que já aconteceu comigo, ser assim, aberta.
Óbvio que essa minha doce mania de ser escrachada já me causou grandes problemas. A maioria não entende. Mas é essa é uma dor que eu suporto com certo prazer até. Querer ser compreendida seria esperar muito das pessoas. A mente de algumas é limitada até demais.
Prefiro o arrependimento de ter dito, e por vezes até ter ferido por fazê-lo, a ter na garganta aquele emaranhado de pêlos, terrível, me fazendo engasgar todas as vezes em que eu decidisse por me expressar.
Gosto de falar as coisas no calor do momento, mesmo que não saiam bonitas e doces como sairiam se ensaiadas, ou que machuquem as pessoas, tamanha é a sinceridade que coloquei nelas.
Me nego a rascunhar cada passo que eu for dar, pode não dar tempo de passar a limpo.
sábado, 20 de dezembro de 2008
(in)decisão
A carro ia avançando, e conforme ia, eu deixava junto com a estrada, um pedaço do meu passado. Não me doeu. Não é o fim. É apenas um marco, de uma nova fase, um recomeço. Um novo ano. Quem sabe até novos amores, novos amigos.
Esse ano vou ter que decidir o que eu quero ser. E nada me assusta mais que isso. Me lembro de ver meu irmão, 6 anos mais velho que eu, passando por essa mesma fase. Só que ele, ao contrário de mim, com todo seu brilhantismo intelectual e maturidade que parece ter desde o dia em que nasceu, não teve problemas. Queria medicina, mas isso não durou nem seis meses. Seis anos se passaram desde então, e ele tá formado, carteirinha da OAB na mão.
O advogado mais novo do estado.
Me disseram que antes era mais fácil decidir, menos opções. Eu oscilo entre a medicina, o direito, e agora, o jornalismo. A idéia de ajudar os menos favorecidos, partir em aventuras no meio da mata me instiga, mas meus desejados quatro filhos me repelem.
Minha família toda no direito inspira meus sonhos capitalistas, a casa na praia que eu quero ter, e a fazenda não muito longe da cidade. Alguém me disse que a escolha da profissão é como a escolha de um marido. Claro, você pode, se arrependido, se divorciar, e se apaixonar de novo, por outra. Mas todo mundo sabe que por dinheiro, não se casa. Ou pelo menos não deveria.
Escrever é vício recém-descoberto. Mas eu tenho plena consciência que a minha capacidade literária não é das melhores. E meu pai sempre disse que de livros não se vive o amor.
Amor, conveniência, e tesão. Respectivamente.
Não sei o que eu vou fazer, não mesmo.
Pensei nisso o bastante. Fiz a minha cabeça.
Decidi deixar a decisão pra depois.
Mais uma vez.
Esse ano vou ter que decidir o que eu quero ser. E nada me assusta mais que isso. Me lembro de ver meu irmão, 6 anos mais velho que eu, passando por essa mesma fase. Só que ele, ao contrário de mim, com todo seu brilhantismo intelectual e maturidade que parece ter desde o dia em que nasceu, não teve problemas. Queria medicina, mas isso não durou nem seis meses. Seis anos se passaram desde então, e ele tá formado, carteirinha da OAB na mão.
O advogado mais novo do estado.
Me disseram que antes era mais fácil decidir, menos opções. Eu oscilo entre a medicina, o direito, e agora, o jornalismo. A idéia de ajudar os menos favorecidos, partir em aventuras no meio da mata me instiga, mas meus desejados quatro filhos me repelem.
Minha família toda no direito inspira meus sonhos capitalistas, a casa na praia que eu quero ter, e a fazenda não muito longe da cidade. Alguém me disse que a escolha da profissão é como a escolha de um marido. Claro, você pode, se arrependido, se divorciar, e se apaixonar de novo, por outra. Mas todo mundo sabe que por dinheiro, não se casa. Ou pelo menos não deveria.
Escrever é vício recém-descoberto. Mas eu tenho plena consciência que a minha capacidade literária não é das melhores. E meu pai sempre disse que de livros não se vive o amor.
Amor, conveniência, e tesão. Respectivamente.
Não sei o que eu vou fazer, não mesmo.
Pensei nisso o bastante. Fiz a minha cabeça.
Decidi deixar a decisão pra depois.
Mais uma vez.
Retrospectiva, como não?
Esqueci meus óculos em casa, subi pra buscar, sozinha. Todos já estavam lá embaixo. A casa trancada, como a haviam deixado minutos antes. Entrei pela porta de serviço, e como se pela última vez, olhei tudo aquilo, a lavanderia, a dispensa, os potinhos de comer e beber do Luigi, depois a cozinha; a mesa bagunçada, a pia cheia de louça suja.
Mais uma porta, e estava na sala, tudo escuro. Acendi, pra contemplar a solidão. Vi o sofá preto, a tela do índio, a sacada, e por ela, o céu ainda escuro, sem lua, me saudava. A sala de jantar. Mais uma porta, os quartos, entrei em cada um deles, mesmo sem haver necessidade disso. Cada um me trouxe uma lembrança, despertou em mim o resto de afeto que ainda me resta.
Lembrei das conversas de madrugada com o Neto, tendo aula, ou não no outro dia, a afinidade que tínhamos. Os raros momentos em que eu e a Anna fomos de fato, irmãs. Os tantos colinhos que minha mãe já me deu, a cada término de namoro, a cada briga com as amigas da escola. Lembrei do único abraço emocionado que meu pai já me deu, que foi o melhor da minha vida, as três palavras que eu nunca tinha o visto dizendo, enquanto desabava em lágrimas, outra primeira visão.
Decidi que do passado não se vive, não se deve viver. Apaguei as luzes que fui acendendo conforme me envolvia em lembranças, e fechei as portas que abri com o coração aberto. Não ia deixar que tudo aquilo mexesse comigo, nem poderia.
Desci, e em poucos minutos já estávamos em nossos carros. Eu com meus pais, em um, e os meus irmãos com seus respectivos, em outro. O dia já dava seus primeiros sinais. E enquanto a manhã apenas começava a clarear, eu cheguei realmente a me perguntar, se aquela seria a ultima vez que veria o dia amanhecendo na frente do prédio. Sempre levei algo de mórbido comigo, algo que espera pelo pior.
Com o céu já bem mais claro, decidi por lembrar de todo o muito que se passou em mim, comigo, e para mim, nesse pouco menos de um ano. Lembrei dos amigos da praia, a maioria namorando, a Bárbara com suas novidades do México, e os Conte com aquele mesmo sorriso e abraço acolhedor de sempre. Logo depois, o carnaval mais apaixonado da minha vida. Com a melhor companhia pro momento. Um reavivamento espiritual do caramba, que me levou até a pensar que seria sempre daquele jeito, aquele mar de rosas, aquele conto de fadas.
O tempo passou, e trouxe consigo as coisas mais inimagináveis possíveis. Uma bobinha ficando com meu melhor ex-namorado, o aperto que eu senti no coração quando descobri, e for fim decidi que sentir algo, não era normal. O término traumático com o atual, me deixando a beira da depressão. A partida da Giu, deixando um vazio gigante em mim e nos meus melhores fins de semana.
A amizade construída com a mesma bobinha que ficava com meu melhor ex-namorado, por puro interesse, pra descobrir como ele era com ela. Em pouco tempo, soube o suficiente: mesmo cafageste, comigo é que ele havia se portado melhor. O odiei por isso. O esqueci, finalmente, graças a isso.
O tempo em que fiquei só, por escolha, depois de ter terminado com o bonitinho. A reaproximação com uma amiga de tempos, que hoje, é a melhor que tenho. Conhecer o meu anjinho, e redescobrir o amor, tudo isso em menos de quatro meses. Conquistar, amando, a felicidade plena que sempre almejei. O mundo podia estar desabando, que eu deixava pregado no meu rosto, um sorriso esticado, que tinha dono.
O término patético, e a minha tristeza, que não permiti que durasse mais de uma hora. O coração apertado, as saudades. Seguida das ligações, tentativas minhas de resgatar o que aos olhos de qualquer outro, estava perdido.
Conhecer a Rafa, o planejar do aniversário da Érika. Readquirir a confiança dos velhos, pra logo em seguida, na pior festa do ano, perdê-la novamente. Acordar pra vida com aquela balada estúpida, e todos aqueles caras idiotas, e mudar. Absolutamente tudo.
A notícia da mudança dos Saraiva. As despedidas. A partida. E uma tristeza até então, inédita.
O conhecer pessoas novas. O resgatar constante dos sentimentos jamais adormecidos pelo meu trouxinha, nossas idas e vindas. Fazer as pazes com a melhor mãe do universo, revê-la.
No mais, sei que 2009 promete. E eu não vou deixar que ele me decepcione.
Mais uma porta, e estava na sala, tudo escuro. Acendi, pra contemplar a solidão. Vi o sofá preto, a tela do índio, a sacada, e por ela, o céu ainda escuro, sem lua, me saudava. A sala de jantar. Mais uma porta, os quartos, entrei em cada um deles, mesmo sem haver necessidade disso. Cada um me trouxe uma lembrança, despertou em mim o resto de afeto que ainda me resta.
Lembrei das conversas de madrugada com o Neto, tendo aula, ou não no outro dia, a afinidade que tínhamos. Os raros momentos em que eu e a Anna fomos de fato, irmãs. Os tantos colinhos que minha mãe já me deu, a cada término de namoro, a cada briga com as amigas da escola. Lembrei do único abraço emocionado que meu pai já me deu, que foi o melhor da minha vida, as três palavras que eu nunca tinha o visto dizendo, enquanto desabava em lágrimas, outra primeira visão.
Decidi que do passado não se vive, não se deve viver. Apaguei as luzes que fui acendendo conforme me envolvia em lembranças, e fechei as portas que abri com o coração aberto. Não ia deixar que tudo aquilo mexesse comigo, nem poderia.
Desci, e em poucos minutos já estávamos em nossos carros. Eu com meus pais, em um, e os meus irmãos com seus respectivos, em outro. O dia já dava seus primeiros sinais. E enquanto a manhã apenas começava a clarear, eu cheguei realmente a me perguntar, se aquela seria a ultima vez que veria o dia amanhecendo na frente do prédio. Sempre levei algo de mórbido comigo, algo que espera pelo pior.
Com o céu já bem mais claro, decidi por lembrar de todo o muito que se passou em mim, comigo, e para mim, nesse pouco menos de um ano. Lembrei dos amigos da praia, a maioria namorando, a Bárbara com suas novidades do México, e os Conte com aquele mesmo sorriso e abraço acolhedor de sempre. Logo depois, o carnaval mais apaixonado da minha vida. Com a melhor companhia pro momento. Um reavivamento espiritual do caramba, que me levou até a pensar que seria sempre daquele jeito, aquele mar de rosas, aquele conto de fadas.
O tempo passou, e trouxe consigo as coisas mais inimagináveis possíveis. Uma bobinha ficando com meu melhor ex-namorado, o aperto que eu senti no coração quando descobri, e for fim decidi que sentir algo, não era normal. O término traumático com o atual, me deixando a beira da depressão. A partida da Giu, deixando um vazio gigante em mim e nos meus melhores fins de semana.
A amizade construída com a mesma bobinha que ficava com meu melhor ex-namorado, por puro interesse, pra descobrir como ele era com ela. Em pouco tempo, soube o suficiente: mesmo cafageste, comigo é que ele havia se portado melhor. O odiei por isso. O esqueci, finalmente, graças a isso.
O tempo em que fiquei só, por escolha, depois de ter terminado com o bonitinho. A reaproximação com uma amiga de tempos, que hoje, é a melhor que tenho. Conhecer o meu anjinho, e redescobrir o amor, tudo isso em menos de quatro meses. Conquistar, amando, a felicidade plena que sempre almejei. O mundo podia estar desabando, que eu deixava pregado no meu rosto, um sorriso esticado, que tinha dono.
O término patético, e a minha tristeza, que não permiti que durasse mais de uma hora. O coração apertado, as saudades. Seguida das ligações, tentativas minhas de resgatar o que aos olhos de qualquer outro, estava perdido.
Conhecer a Rafa, o planejar do aniversário da Érika. Readquirir a confiança dos velhos, pra logo em seguida, na pior festa do ano, perdê-la novamente. Acordar pra vida com aquela balada estúpida, e todos aqueles caras idiotas, e mudar. Absolutamente tudo.
A notícia da mudança dos Saraiva. As despedidas. A partida. E uma tristeza até então, inédita.
O conhecer pessoas novas. O resgatar constante dos sentimentos jamais adormecidos pelo meu trouxinha, nossas idas e vindas. Fazer as pazes com a melhor mãe do universo, revê-la.
No mais, sei que 2009 promete. E eu não vou deixar que ele me decepcione.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Hello, stranger !
Desconheço todos eles . Suas vozes, seus traços, seus gostos, seus amores .
Nada mudou . A sala recém redecorada já me é familiar, a cozinha, os quartos, a sacada ... Continua tudo igual . Sei disso . Há quatro anos moramos aqui, e eu pouco me lembro da casa em que moramos anteriormente . Não é o ambiente que me assusta, que me é diferente .
São as pessoas, os sentimentos, as falas, os gestos, as conversas . Ou ainda, a ausência dos quatro últimos .
Como se eu morasse em meio a estranhos, como se eu residisse com eles, partilhasse alguns poucos minutos do dia, por vezes na hora do almoço, sem mais .
( Até ele eu tenho evitado . )
Tenho me incomodado com tudo, tudo mesmo . Até com coisas que sempre aconteceram . Como se só agora eu tivesse acordado, realizado que com o pouco, eu não preciso me contentar .
Não me contento então, me tranco, me isolo, fico só, na minha .
Mas mesmo quando o faço, as pequenas desgraças me atingem . Muito mais o silêncio deles, à gritarias infundadas, à grosserias que eu também já aguentei um dia, calada . Agora não mais assim, que nem venham falar comigo, se esperam o mesmo silêncio de tantas outras vezes .
Cresci aqui, devo a minha vida a eles . E entregar-lhes-ei caso se faça necessário .
Mas por enquanto, eu não vou aceitar a convivência, a amizade interessada, a falta de carinho, ou ele planejado .
Saio amanhã pra praia ... Contrariada . Mil vezes a Campo Grande do meu quarto, meu laptop, e meus livros, à praia de outros, com uma família que eu nem sei se é minha mais .
Nada mudou . A sala recém redecorada já me é familiar, a cozinha, os quartos, a sacada ... Continua tudo igual . Sei disso . Há quatro anos moramos aqui, e eu pouco me lembro da casa em que moramos anteriormente . Não é o ambiente que me assusta, que me é diferente .
São as pessoas, os sentimentos, as falas, os gestos, as conversas . Ou ainda, a ausência dos quatro últimos .
Como se eu morasse em meio a estranhos, como se eu residisse com eles, partilhasse alguns poucos minutos do dia, por vezes na hora do almoço, sem mais .
( Até ele eu tenho evitado . )
Tenho me incomodado com tudo, tudo mesmo . Até com coisas que sempre aconteceram . Como se só agora eu tivesse acordado, realizado que com o pouco, eu não preciso me contentar .
Não me contento então, me tranco, me isolo, fico só, na minha .
Mas mesmo quando o faço, as pequenas desgraças me atingem . Muito mais o silêncio deles, à gritarias infundadas, à grosserias que eu também já aguentei um dia, calada . Agora não mais assim, que nem venham falar comigo, se esperam o mesmo silêncio de tantas outras vezes .
Cresci aqui, devo a minha vida a eles . E entregar-lhes-ei caso se faça necessário .
Mas por enquanto, eu não vou aceitar a convivência, a amizade interessada, a falta de carinho, ou ele planejado .
Saio amanhã pra praia ... Contrariada . Mil vezes a Campo Grande do meu quarto, meu laptop, e meus livros, à praia de outros, com uma família que eu nem sei se é minha mais .
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
... e pro meu diabinho !
Faz tudo errado, do seu jeito, que eu gosto, amor . Enrosco ! Cada vez mais .
Já não te vejo como um barbado de vinte e poucos, explosivo, e por vezes, mais inconstante e infantil que eu .
Já não importa o que você faça, o que você diga, sua boca vicia .
Continua assim, não se mexa . Só me mova, me conduza, ao êxtase que tudo o que é teu me traz .
Briga sim, me cobre o que eu não te dou, e que nem tampouco você está disposto a oferecer . Apareça nos momentos mais impróprios, me ligue quando eu menos estiver esperando . Me deixe zonza com teus beijos '' entre portas '', entre pernas, e abraços . Acelerado !
Me traz aquele ardor carente e suplicante, das suas mãos nas minhas, naquele segundo dia .
No resto deles eu vou ser só sua magrela . Agora, aprendi a dividir, cacete . Adoro essa sua pretensão, de achar que eu vou mesmo, cancelar meus amigos de anos, e meus planos de horas, porque você me ligou, simplesmente .
Ninguém me desperta emoções como você . Desgraçado ! Só não o amor, óbvio . Também porque seria demais, né não ? Passo do ódio sufocante à desejo fatal em segundos, com todos essas brigas que você tem sozinho .
Minha cabeça gira, pira, com o fato de não termos compromisso algum, além da ausência do mesmo .
Amo poder ser desenfreada, ser bicho, escrachada e flor, delicada . Ser mulher, pra fazer-me frágil, quebrável . Amo poder ser tudo, e em absoluto, não precisar ser nada .
Me provoca assim, que eu gosto . Me torce, me aperta .
Idiota, você tem tudo o que eu sempre quis: NADA !
Não tem aquela beleza óbvia que eu odeio, tem é aquele charme, aquela mão lisa, e todas aquelas suas vestimentas que eu abominava .
Não me mima, não me mela, não me cobre de mensagens e o diabo que os demais encontraram - e encontram até hoje - pra me pentelhar . Tem é o equilíbrio, não se ausenta, mas nunca fica o suficiente pra que eu enjoe .
Agora, se quer ir, que vá .
Delícia .
E fim . ''
Já não te vejo como um barbado de vinte e poucos, explosivo, e por vezes, mais inconstante e infantil que eu .
Já não importa o que você faça, o que você diga, sua boca vicia .
Continua assim, não se mexa . Só me mova, me conduza, ao êxtase que tudo o que é teu me traz .
Briga sim, me cobre o que eu não te dou, e que nem tampouco você está disposto a oferecer . Apareça nos momentos mais impróprios, me ligue quando eu menos estiver esperando . Me deixe zonza com teus beijos '' entre portas '', entre pernas, e abraços . Acelerado !
Me traz aquele ardor carente e suplicante, das suas mãos nas minhas, naquele segundo dia .
No resto deles eu vou ser só sua magrela . Agora, aprendi a dividir, cacete . Adoro essa sua pretensão, de achar que eu vou mesmo, cancelar meus amigos de anos, e meus planos de horas, porque você me ligou, simplesmente .
Ninguém me desperta emoções como você . Desgraçado ! Só não o amor, óbvio . Também porque seria demais, né não ? Passo do ódio sufocante à desejo fatal em segundos, com todos essas brigas que você tem sozinho .
Minha cabeça gira, pira, com o fato de não termos compromisso algum, além da ausência do mesmo .
Amo poder ser desenfreada, ser bicho, escrachada e flor, delicada . Ser mulher, pra fazer-me frágil, quebrável . Amo poder ser tudo, e em absoluto, não precisar ser nada .
Me provoca assim, que eu gosto . Me torce, me aperta .
Idiota, você tem tudo o que eu sempre quis: NADA !
Não tem aquela beleza óbvia que eu odeio, tem é aquele charme, aquela mão lisa, e todas aquelas suas vestimentas que eu abominava .
Não me mima, não me mela, não me cobre de mensagens e o diabo que os demais encontraram - e encontram até hoje - pra me pentelhar . Tem é o equilíbrio, não se ausenta, mas nunca fica o suficiente pra que eu enjoe .
Agora, se quer ir, que vá .
Delícia .
E fim . ''
Realidade Inventada
Uma amiga minha, recente, porém não menos importante por isso, em meio à suas reflexões me disse que era isso que ela queria . Uma realidade inventada .
Quem não quer ? Agir com a inconsequência e com todo o ardor de um momento, viver de acordo com os desejos do coração, sem respeitar código moral nenhum . Sem ter que se preocupar, com coisa alguma, a não ser consigo . Sem buscar nada, além da própria felicidade . E no fim, o que é melhor, alcansá-la . Plena .
Sem consequências pros erros, pras palavras mal ditas ... Sem pensar em um amanhã, mas ter a certeza de possui-lo . Sem morte, sem fim . Sem tempos, interrupções, nem términos . Uma vida plena, de alegria transbordante, berrada . Vida que foge do tédio, do que cansa, enjoa, e, principalmente, do que fere . De emoções constantes, intermináveis . Boas emoções .
É desejável . O próprio desejo em si, é invejável . Queria eu ter essa simplicidade, essa pureza, de mente, de coração . Ser menos realista . Desejar o inalcansável, mesmo sabendo que assim o é .
Queria não ter essa minha lucidez perigosa .
Quem não quer ? Agir com a inconsequência e com todo o ardor de um momento, viver de acordo com os desejos do coração, sem respeitar código moral nenhum . Sem ter que se preocupar, com coisa alguma, a não ser consigo . Sem buscar nada, além da própria felicidade . E no fim, o que é melhor, alcansá-la . Plena .
Sem consequências pros erros, pras palavras mal ditas ... Sem pensar em um amanhã, mas ter a certeza de possui-lo . Sem morte, sem fim . Sem tempos, interrupções, nem términos . Uma vida plena, de alegria transbordante, berrada . Vida que foge do tédio, do que cansa, enjoa, e, principalmente, do que fere . De emoções constantes, intermináveis . Boas emoções .
É desejável . O próprio desejo em si, é invejável . Queria eu ter essa simplicidade, essa pureza, de mente, de coração . Ser menos realista . Desejar o inalcansável, mesmo sabendo que assim o é .
Queria não ter essa minha lucidez perigosa .
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Pro meu anjinho ...
Tenho tirado quinze minutos antes de dormir, pra contemplar o céu, as estrelas, e se estiver com sorte, a lua . Descobri então, o fascínio dos apaixonados pela mesma .
Afinal, o que sou eu, senão uma deles ? Certo que oscilo feito mestre, que vira e mexe troco de paixão . Mas nunca, nunca, me descobri sem ela . Faz parte de mim . Sou eu ! Irremediavelmente, apaixonada .
Compreendi não só o encanto pela lua em si, que ilumina meu céu de noites solitárias . O céu qeu me inspira agora, está só . Como eu, como nós . O que não dimunui sua beleza, pelo menos não à meus olhos .
Sei que nosso amor perdeu o brilho, que não temos mais aqueles sorrisos fixados e incansáveis, que não nos falamos como antes . Que já não somos como antes . E nada me dói mais, acredite .
Mas assim como no meu céu, eu ainda enxergo beleza em nós . No que sentimos . Eu bem sei que você também não nos esqueceu, trouxinha .
Impossível ter esquecido, Se tiveres sentido um décimo do que eu sentia por você, então não, então você não me esqueceu . Pode não mais me querer com todo aquele ardor que eu via nos seus olhos, ou que eu sentia todas as vezes em que você me tocava . Manso, ou trêmulo, em desespero, envolto nas sensações que eu premeditadamente, te causava . Mas me ama .
Sou ciente da confusão que eu causo com essas minhas idas e vindas, e com todas essas minhas declarações . É o jeitinho que encontrei pra te prender em mim . Você diria, com a mesma paciência de sempre:
- Mas não tá funcionando, Chlô .
Mas e se eu duvidar ? Bem sei que esse não pode ser nosso fim . Não é !
E te ligando de vez em sempre, com minhas frases ensaiadas, te exigindo um olhar pra lua, te desejando boa noite, eu sei que você não me esquece . Sei sim !
É como com a lua, eu não preciso ver todos os dias para estar constantemente apaixonada por ela .
Algo em você me domina, maldito .
Cacete, eu posso beijar quantos amores do passado eu quiser, não importa . A porcaria do destino pode me impedir de te ver, e facilitar para que eu veja todos os outros, não importa . Não se passa um dia sem que a lembrança de você exploda na minha mente, me impedindo de pensar em outra coisa, me fazendo esquecer todo o resto .
Te amo, assim você entende e acredita ?
Afinal, o que sou eu, senão uma deles ? Certo que oscilo feito mestre, que vira e mexe troco de paixão . Mas nunca, nunca, me descobri sem ela . Faz parte de mim . Sou eu ! Irremediavelmente, apaixonada .
Compreendi não só o encanto pela lua em si, que ilumina meu céu de noites solitárias . O céu qeu me inspira agora, está só . Como eu, como nós . O que não dimunui sua beleza, pelo menos não à meus olhos .
Sei que nosso amor perdeu o brilho, que não temos mais aqueles sorrisos fixados e incansáveis, que não nos falamos como antes . Que já não somos como antes . E nada me dói mais, acredite .
Mas assim como no meu céu, eu ainda enxergo beleza em nós . No que sentimos . Eu bem sei que você também não nos esqueceu, trouxinha .
Impossível ter esquecido, Se tiveres sentido um décimo do que eu sentia por você, então não, então você não me esqueceu . Pode não mais me querer com todo aquele ardor que eu via nos seus olhos, ou que eu sentia todas as vezes em que você me tocava . Manso, ou trêmulo, em desespero, envolto nas sensações que eu premeditadamente, te causava . Mas me ama .
Sou ciente da confusão que eu causo com essas minhas idas e vindas, e com todas essas minhas declarações . É o jeitinho que encontrei pra te prender em mim . Você diria, com a mesma paciência de sempre:
- Mas não tá funcionando, Chlô .
Mas e se eu duvidar ? Bem sei que esse não pode ser nosso fim . Não é !
E te ligando de vez em sempre, com minhas frases ensaiadas, te exigindo um olhar pra lua, te desejando boa noite, eu sei que você não me esquece . Sei sim !
É como com a lua, eu não preciso ver todos os dias para estar constantemente apaixonada por ela .
Algo em você me domina, maldito .
Cacete, eu posso beijar quantos amores do passado eu quiser, não importa . A porcaria do destino pode me impedir de te ver, e facilitar para que eu veja todos os outros, não importa . Não se passa um dia sem que a lembrança de você exploda na minha mente, me impedindo de pensar em outra coisa, me fazendo esquecer todo o resto .
Te amo, assim você entende e acredita ?
Sobre uma Aninha - Just Like A Star
Me arrisco a escrever o muito que inspira, e tudo o que representa, que é ela .
Já ouvi tantas versões que já me vi por vez ou outra perguntando-me o que era verdade, e o que não era em tudo aquilo . Até mesmo conhecendo-a o bastante (in)felizmente ( como me disse em uma das nossas reconciliações ), me surpreendo às vezes . Não sei como é possível, mas apesar de perfeitamente prevísivel, ela ainda é, uma das poucas coisas da vida que ainda me surpreendem .
De segurança, e autoconfiança inabaláveis, dona de si . De independência e peculariedade ímpares ( já me peguei copiando-a quinze mil vezes, o jeito de escrever assim, espaçando a pontuação do último caracter ? aprendi com ela ), e completamente admiráveis . Têm algo no jeito de falar - carregado de sotaque paulista - que sei lá, te encoraja à contar seus segredos mais profundos, inspira conversas animadas .
Algo no jeito tímido de demonstrar carinho, através de um abraço na hora de tirar uma foto ( é, eu reparei ), um scrap emocionado depois de cinco putos testimonials surpresa, um álbum exclusivo, ou até mesmo de uma lembrancinha; '' um santo luxo '' .
Algo de maravilhosidade da amizade, que me fez perdoar, por mais de uma vez algumas faltas, quem em qualquer outra pessoa, eu julgaria imperdoáveis . Meus julgamentos quase sempre são falhos, até por isso os evito com todas as forças que tenho, mas ela, só ela, eu, mesmo depois de condená-la, absolvo . Lá sei eu porque ! Não tem razão lógica, não mesmo . É amor, sincero, de amiga ! Prometo ! Eterno !
Algo na devoção com que se entregou ao '' farmer mais lindo do mundo '' que me deixa querendo algo parecido pra mim . Mas não conseguiria, ninguém é igual a ninguém . Ninguém é igual a ela .
Recordo-me como se hoje, como se foto, perfeitamente resgatável na memória, das conversas, as sessões de fotos, as idiotices amorosas que me obrigavam a escutar, o zelo materno . O carinho, a atenção dispensados à meus problemas e relacionamentos juvenis !
O jeito que anda, que fala, que age, passa segurança . A simplicidade de seus atos, de ser, gera admiração . Confiança ? Uma vez perdida, requer tempo.
Mas quem não o tem ?
Sei lá, vai entender, tudo inspira respeito, confiança, admiração .
Por essas, e milhares de outras, que eu digo e repito quantas vezes se fizer necessário : mesmo longe, perto demais !
Princesa, fazia um tempinho que eu não te via, e foi maravilhoso ter-lhe visto, ainda que por poucos minutinhos . Você continua linda, cada dia mais eu diria ! Sinto sua falta, a ausência da sua presença constante nas minhas tardes e madrugadas solitárias já me incomodou menos . Se comporta direitinho, e nunca mais, deixe que qualquer coisinha, gigante ou pequenininha, entre no nosso caminho .
Te amo !
E fim .
Já ouvi tantas versões que já me vi por vez ou outra perguntando-me o que era verdade, e o que não era em tudo aquilo . Até mesmo conhecendo-a o bastante (in)felizmente ( como me disse em uma das nossas reconciliações ), me surpreendo às vezes . Não sei como é possível, mas apesar de perfeitamente prevísivel, ela ainda é, uma das poucas coisas da vida que ainda me surpreendem .
De segurança, e autoconfiança inabaláveis, dona de si . De independência e peculariedade ímpares ( já me peguei copiando-a quinze mil vezes, o jeito de escrever assim, espaçando a pontuação do último caracter ? aprendi com ela ), e completamente admiráveis . Têm algo no jeito de falar - carregado de sotaque paulista - que sei lá, te encoraja à contar seus segredos mais profundos, inspira conversas animadas .
Algo no jeito tímido de demonstrar carinho, através de um abraço na hora de tirar uma foto ( é, eu reparei ), um scrap emocionado depois de cinco putos testimonials surpresa, um álbum exclusivo, ou até mesmo de uma lembrancinha; '' um santo luxo '' .
Algo de maravilhosidade da amizade, que me fez perdoar, por mais de uma vez algumas faltas, quem em qualquer outra pessoa, eu julgaria imperdoáveis . Meus julgamentos quase sempre são falhos, até por isso os evito com todas as forças que tenho, mas ela, só ela, eu, mesmo depois de condená-la, absolvo . Lá sei eu porque ! Não tem razão lógica, não mesmo . É amor, sincero, de amiga ! Prometo ! Eterno !
Algo na devoção com que se entregou ao '' farmer mais lindo do mundo '' que me deixa querendo algo parecido pra mim . Mas não conseguiria, ninguém é igual a ninguém . Ninguém é igual a ela .
Recordo-me como se hoje, como se foto, perfeitamente resgatável na memória, das conversas, as sessões de fotos, as idiotices amorosas que me obrigavam a escutar, o zelo materno . O carinho, a atenção dispensados à meus problemas e relacionamentos juvenis !
O jeito que anda, que fala, que age, passa segurança . A simplicidade de seus atos, de ser, gera admiração . Confiança ? Uma vez perdida, requer tempo.
Mas quem não o tem ?
Sei lá, vai entender, tudo inspira respeito, confiança, admiração .
Por essas, e milhares de outras, que eu digo e repito quantas vezes se fizer necessário : mesmo longe, perto demais !
Princesa, fazia um tempinho que eu não te via, e foi maravilhoso ter-lhe visto, ainda que por poucos minutinhos . Você continua linda, cada dia mais eu diria ! Sinto sua falta, a ausência da sua presença constante nas minhas tardes e madrugadas solitárias já me incomodou menos . Se comporta direitinho, e nunca mais, deixe que qualquer coisinha, gigante ou pequenininha, entre no nosso caminho .
Te amo !
E fim .
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Dos tipos; tive todos . E sempre tudo . Sempre a mais até .
Mas essa liberdade concedida me desagrada, desorienta . É novidade !
Gosto de ter que lutar pela bendita, fazer minhas merdas e guardar pra mim, pra quem sabe um dia, fazer com que o coitado seja motivo de piadinhas das meninas .
Tô per-di-da .
E cacete, faz-me bem !
Mas essa liberdade concedida me desagrada, desorienta . É novidade !
Gosto de ter que lutar pela bendita, fazer minhas merdas e guardar pra mim, pra quem sabe um dia, fazer com que o coitado seja motivo de piadinhas das meninas .
Tô per-di-da .
E cacete, faz-me bem !
domingo, 14 de dezembro de 2008
Mergulhada em rancor
O que me move é essa minha busca permanente pela felicidade . Não que eu não me encante com todo o resto que me é acrescido quando passo por situações ruins . Ao contrário, nada melhor que as pequenas, e grandes, desventuras do cotidiano para me fazerem crescer . Pena que eu só fui me dar conta disso esses dias, antes, enxergava em cada tristeza, silenciosa, ou anunciada, algo de arrogante, até lutava, me obrigava a não sentir, me achava melhor que aquilo, superior a ela . Mas não ! Superior, é ela . Que ensina, amadurece .
Aquela minha idéia de maquear as tristezas com um sorriso esticado, e posição firme, de quem tem a alegria intacta, só me machucava . Enquanto eu as escondia, elas me consumiam, absorviam tudo o que era bom em mim, de mim, assim, aos pouquinhos . E eu ? Ah ! Eu nem percebia, me dava conta que ela é quem me manipulava, somente quando ela, brincalhona, me assaltava, assim, do nada .
Podia ser durante um filme, algum trecho de um livro qualquer, uma briga com o namoradinho da vez, uma discussão com os pais ou qualquer outra coisa que em dias normais ( se assim eu o fosse ) não me atingiriam, passariam despercebidos, diminuídos, como se nada fossem . Como eram ! Era como se ela precisasse apenas de uma brechinha pra berrar em mim,
- Ei ? Eu tô aqui ! Vê ?
Aí eu me desidratava em lágrimas, meu coração se apertava, contorcia, doía . Faltava-me o fôlego, as palavras, tudo . Eu sequer conseguia explicar o que me levara ao pranto . Desabava . Mas sempre, sempre, sozinha . Nunca tomei outra pessoa por companhia nesses meus momentos, sempre achei que as pessoas tivessem problemas demais, porque diabos eu lhes daria um pouquinho dos meus também ? Eu penso assim, ainda . Mas hoje em dia, isso não me impede de me abrir, me expor, abrir o coração, e deixar que a boca apenas anuncie o que nele abunda .
Se for amor, que seja . Se for dor, que transpareça !
Mostrando-me fraca, é que me faço forte . Só exibindo, como em vitrines, assim mesmo, bem exposta, o que eu sinto, se ruim, é que eu posso transformar a maldita em alegria, em aprendizado . Se me calo, elas apenas me consomem, e quando saem de mim, em lágrimas, ou em desabafos de palavras mal pensadas e indizíveis, saem vazias, perdem o sentido . Tudo isso, por essa minha diabólica capacidade de acabar com pessoas com poucas palavras . Ao invés de sarar-me, machucava .
Ai daquele que cruzasse meu caminho nesses dias em que ela, ardilosa, escapava-me por entre os dedos . Feria até aqueles que menos mereciam, e deixava a pessoa assim, atônita, sem entender o porque de tantas críticas, de tanto rancor . Vai ver é porque nem eu entendia .
Com tudo o que eu tenho aprendido com esses pedaços de infelicidades que pulam na minha frente de vez em sempre, é que eu crio minha coragem pra lidar com todos os causadores dela . Coitados . Se acham tão dignos, tão importantes, são tão certos de si . O efeito deles em mim é imediato, certeiro .
Não nego, adoro pessoas com auto estima maior que a minha, ou aqueles que a possuem somente um pouco mais elevada que o normal, adoro-os porque me desafiam . Ousam brincar com o que eu sinto, ousam brincar comigo . Às vezes, sem querer, por inocência, ou por insanidade temporária, eu permito que eles o façam . Permito que brinquem .
Mas nunca por muito tempo, e não sem devolver, em igual, ou maior escala, a desgraça que me causaram .
Aquela minha idéia de maquear as tristezas com um sorriso esticado, e posição firme, de quem tem a alegria intacta, só me machucava . Enquanto eu as escondia, elas me consumiam, absorviam tudo o que era bom em mim, de mim, assim, aos pouquinhos . E eu ? Ah ! Eu nem percebia, me dava conta que ela é quem me manipulava, somente quando ela, brincalhona, me assaltava, assim, do nada .
Podia ser durante um filme, algum trecho de um livro qualquer, uma briga com o namoradinho da vez, uma discussão com os pais ou qualquer outra coisa que em dias normais ( se assim eu o fosse ) não me atingiriam, passariam despercebidos, diminuídos, como se nada fossem . Como eram ! Era como se ela precisasse apenas de uma brechinha pra berrar em mim,
- Ei ? Eu tô aqui ! Vê ?
Aí eu me desidratava em lágrimas, meu coração se apertava, contorcia, doía . Faltava-me o fôlego, as palavras, tudo . Eu sequer conseguia explicar o que me levara ao pranto . Desabava . Mas sempre, sempre, sozinha . Nunca tomei outra pessoa por companhia nesses meus momentos, sempre achei que as pessoas tivessem problemas demais, porque diabos eu lhes daria um pouquinho dos meus também ? Eu penso assim, ainda . Mas hoje em dia, isso não me impede de me abrir, me expor, abrir o coração, e deixar que a boca apenas anuncie o que nele abunda .
Se for amor, que seja . Se for dor, que transpareça !
Mostrando-me fraca, é que me faço forte . Só exibindo, como em vitrines, assim mesmo, bem exposta, o que eu sinto, se ruim, é que eu posso transformar a maldita em alegria, em aprendizado . Se me calo, elas apenas me consomem, e quando saem de mim, em lágrimas, ou em desabafos de palavras mal pensadas e indizíveis, saem vazias, perdem o sentido . Tudo isso, por essa minha diabólica capacidade de acabar com pessoas com poucas palavras . Ao invés de sarar-me, machucava .
Ai daquele que cruzasse meu caminho nesses dias em que ela, ardilosa, escapava-me por entre os dedos . Feria até aqueles que menos mereciam, e deixava a pessoa assim, atônita, sem entender o porque de tantas críticas, de tanto rancor . Vai ver é porque nem eu entendia .
Com tudo o que eu tenho aprendido com esses pedaços de infelicidades que pulam na minha frente de vez em sempre, é que eu crio minha coragem pra lidar com todos os causadores dela . Coitados . Se acham tão dignos, tão importantes, são tão certos de si . O efeito deles em mim é imediato, certeiro .
Não nego, adoro pessoas com auto estima maior que a minha, ou aqueles que a possuem somente um pouco mais elevada que o normal, adoro-os porque me desafiam . Ousam brincar com o que eu sinto, ousam brincar comigo . Às vezes, sem querer, por inocência, ou por insanidade temporária, eu permito que eles o façam . Permito que brinquem .
Mas nunca por muito tempo, e não sem devolver, em igual, ou maior escala, a desgraça que me causaram .
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
( ir ) recusável
Engraçado como a ausência do amor, da dor, e da minha sempre presente instabilidade e inconstância, me tira todas as palavras . Como se o pouco de mim que é inspirado, só fosse despertado mediante grandes feitos, tragédias, ou qualquer coisinha que tire meu fôlego .
Vai ver eu virei dependente de amor, vai ver eu tô carente de dor !
Engraçado como eu conquistei independência, auto-suficiência, nesse pouco menos de meio ano que passou desde meu último namorinho . Algumas coisas que nunca imaginei ser capaz de vencer, eu tenho vencido . Algumas coisas que eu sempre quis, eu já não tô mais querendo .
Engraçado como a vida tem se encaminhado, me guiado até o inesperado, me levando a sentir o inexplicável, me levando a não sentir . Não que eu tenha me tornado imune à todas as muitas tentações que companhias masculinas representam, nem de longe .
Vai ver só me tornei imune à uma única .
A tentação me apareceu ontem, e muito bem representada .
A tendência seria à minha pendência,
( se bem que não havia nada mais à pender, estávamos um nojo )
consequente da minha antiga dependência .
Seria normal, claro que seria . Mas não foi . E nada melhor que para um dominguinho pacato, algumas das minhas anormalidades . Adorei nossos contornos unidos, vistos por cima da água, adorei as contorções que suas ondas produziam nos nossos corpos . Recordei de mim, nostalgicamente, há uns três anos atrás ... e o que eu não daria por uma oportunidade como aquela . E lá estava . Lá estava ela . Aparentemente à minha disposição .
Impecavelmente visível, desejável .
Gosto disso . De me sentir imbatível . Indiferente à ele ( s ) .
Gosto porque sei que é tudo o que eu não sou .
Meus sonhos reproduziram o que provavelmente se sucederia, e não se sucedeu .
O que estava destinado a acontecer, e não aconteceu .
Ótimo assim !
( pelo menos pra mim .. )
Vai ver eu virei dependente de amor, vai ver eu tô carente de dor !
Engraçado como eu conquistei independência, auto-suficiência, nesse pouco menos de meio ano que passou desde meu último namorinho . Algumas coisas que nunca imaginei ser capaz de vencer, eu tenho vencido . Algumas coisas que eu sempre quis, eu já não tô mais querendo .
Engraçado como a vida tem se encaminhado, me guiado até o inesperado, me levando a sentir o inexplicável, me levando a não sentir . Não que eu tenha me tornado imune à todas as muitas tentações que companhias masculinas representam, nem de longe .
Vai ver só me tornei imune à uma única .
A tentação me apareceu ontem, e muito bem representada .
A tendência seria à minha pendência,
( se bem que não havia nada mais à pender, estávamos um nojo )
consequente da minha antiga dependência .
Seria normal, claro que seria . Mas não foi . E nada melhor que para um dominguinho pacato, algumas das minhas anormalidades . Adorei nossos contornos unidos, vistos por cima da água, adorei as contorções que suas ondas produziam nos nossos corpos . Recordei de mim, nostalgicamente, há uns três anos atrás ... e o que eu não daria por uma oportunidade como aquela . E lá estava . Lá estava ela . Aparentemente à minha disposição .
Impecavelmente visível, desejável .
Gosto disso . De me sentir imbatível . Indiferente à ele ( s ) .
Gosto porque sei que é tudo o que eu não sou .
Meus sonhos reproduziram o que provavelmente se sucederia, e não se sucedeu .
O que estava destinado a acontecer, e não aconteceu .
Ótimo assim !
( pelo menos pra mim .. )
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Até mais, Ricardito
Cogitei um abandono . Cogitei a solidão . Cogitei o amor, o prazer .
Amei a dor . O sabor . Amei aquele cheiro, todo nosso ardor .
Adorei ver . Rever . Resgatar . Adorei ter .
Detestei ir . Detestei amar . Sentir .
Odiei o desgraçado do amor, imutável . Inquieto . Ardente .
Julguei o olhar . O querer . O toque, e o encaixe .
Decorei . O sorriso, o olhar . Um beijo .
O beijo, o da despedida . Um último, o de despedida .
Silenciei os meus anseios . Meus planos .
Silenciei que aquela teria sido a nossa possível última vez .
Carreguei o cheiro . Pra mais tarde . Pra ficar junto .
Jurei esquecer . Abandonar . O amor . Me expor .
Prezei pelo novo . Pelo inusitado . Por esquecer o passado .
Você sabe que eu não mudo , ou que eu só mudo .
Sem mim você vai ficar melhor, se dar melhor !
Amei a dor . O sabor . Amei aquele cheiro, todo nosso ardor .
Adorei ver . Rever . Resgatar . Adorei ter .
Detestei ir . Detestei amar . Sentir .
Odiei o desgraçado do amor, imutável . Inquieto . Ardente .
Julguei o olhar . O querer . O toque, e o encaixe .
Decorei . O sorriso, o olhar . Um beijo .
O beijo, o da despedida . Um último, o de despedida .
Silenciei os meus anseios . Meus planos .
Silenciei que aquela teria sido a nossa possível última vez .
Carreguei o cheiro . Pra mais tarde . Pra ficar junto .
Jurei esquecer . Abandonar . O amor . Me expor .
Prezei pelo novo . Pelo inusitado . Por esquecer o passado .
Você sabe que eu não mudo , ou que eu só mudo .
Sem mim você vai ficar melhor, se dar melhor !
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Warning : TPM IV
Há um tempinho, eu tenho conseguido manter-me firme em alguns príncipios que meus pais exigem, e que a minha igreja prega . Não por ninguém, não por eles . Por mim ! E eu tô bem assim .
Fazem uns dois meses desde a minha última balada, meu último apaixonado copo de uísque, e do último beijo inconsequente . Sendo o terceiro o mais difícil de todos . Vai por mim, não é fácil . Não mesmo !
Fui assediada ontem . E recuei . Alegando fidelidade, compromisso .
- Com quem ?
- Com meus sentimentos .
Me peguei pensando nisso horas depois, quando voltei pra casa . A fidelidade não é à porcaria de sentimento nenhum , é à mim . Os caras só querem por uma noite, uma menina com quem se consiga conversar por pouco mais de duas horas, com quem se possa rir . Ou nem isso . Só querem por uma noite . Só querem . Sem mais !
E eu não quero um desses, não quero isso . Me quero demais pra me submeter a esse tipo de idiota ...
Mas diabos, a minha carência ainda vai tomar conta de mim . Haaa, se vai ...
Fazem uns dois meses desde a minha última balada, meu último apaixonado copo de uísque, e do último beijo inconsequente . Sendo o terceiro o mais difícil de todos . Vai por mim, não é fácil . Não mesmo !
Fui assediada ontem . E recuei . Alegando fidelidade, compromisso .
- Com quem ?
- Com meus sentimentos .
Me peguei pensando nisso horas depois, quando voltei pra casa . A fidelidade não é à porcaria de sentimento nenhum , é à mim . Os caras só querem por uma noite, uma menina com quem se consiga conversar por pouco mais de duas horas, com quem se possa rir . Ou nem isso . Só querem por uma noite . Só querem . Sem mais !
E eu não quero um desses, não quero isso . Me quero demais pra me submeter a esse tipo de idiota ...
Mas diabos, a minha carência ainda vai tomar conta de mim . Haaa, se vai ...
domingo, 30 de novembro de 2008
Mais uma vez amor ...
Voltando da casa de um amigo ontem, no carro, meus olhos se depararam com uns 5 casaizinhos, que apaixonados, trocavam beijos, assim, no meio da rua, no meio da noite ...
Me encanta a espontaneidade dos apaixonados, é algo exclusivo deles ( nosso ? ) . Não adianta, nada sequer se compara !
O esperar paciente por uma ligação, o sorriso incansável no rosto, o brilho constante nos olhos, o coração acelerado no peito antes de um encontro ... Tá, isso é coisa de começo, é coisa de início . Mas e se isso tudo continua acontecendo, mesmo depois do fim ?
Aí quer dizer que é amor mesmo ?
Me encanta a espontaneidade dos apaixonados, é algo exclusivo deles ( nosso ? ) . Não adianta, nada sequer se compara !
O esperar paciente por uma ligação, o sorriso incansável no rosto, o brilho constante nos olhos, o coração acelerado no peito antes de um encontro ... Tá, isso é coisa de começo, é coisa de início . Mas e se isso tudo continua acontecendo, mesmo depois do fim ?
Aí quer dizer que é amor mesmo ?
sábado, 29 de novembro de 2008
Warning : TPM III
Inconsequência é algo que eu odeio nas pessoas . Sou completamente submissa à minha, à paixão com que levo, e vivo a vida . Mas a minha nunca fere ninguém, no máximo me fere . E mesmo quando isso acontece, quem lida com o sofrimento sou eu .
Da minha maneira torta e nada eficaz, mas lido .
Porque sou inconsequente com a minha vida, procuro evitar ao máximo, envolver terceiros nela . E sempre quando inevitavelmente outros serão envolvidos, eu procuro me colocar no lugar da pessoa, e no fim, acabo não falando, ou fazendo nada . Por algo que se aproxima do amor, da consideração . Ou ainda, como na maioria das vezes, por bom senso .
Posso postar aqui com certa frequência, expôr situações do meu cotidiano, dizer o que penso, e o que não penso, o que sinto e o que não sinto, sobre determinados assuntos, coisas e pessoas ... Mas muito do que eu penso, muito do que eu sou, eu não saio gritando por aí . Tem muita coisa que eu já escrevi, que eu não mostro pra ninguém, quanto menos posto aqui .
Muito de mim são poucos os ( des )privilegiados que tem acesso . Meus sentimentos, pensamentos e idéias, eu só abro à uns pouquíssimos, a maioria, no máximo pra minha mãe, ou pra Neguinha .
E até mesmo pra elas, eu encontro certa dificuldade em me abrir .
Agora, me diz, o que diabos eu deveria fazer, quando a única pessoa com quem eu fui 100% sincera o tempo todo, sobre tudo, simplesmente me expõe ?
Não por maldade, nem por falta de consideração . Lá sei eu porque .
Por desatenção ?
É justificável ?
Da minha maneira torta e nada eficaz, mas lido .
Porque sou inconsequente com a minha vida, procuro evitar ao máximo, envolver terceiros nela . E sempre quando inevitavelmente outros serão envolvidos, eu procuro me colocar no lugar da pessoa, e no fim, acabo não falando, ou fazendo nada . Por algo que se aproxima do amor, da consideração . Ou ainda, como na maioria das vezes, por bom senso .
Posso postar aqui com certa frequência, expôr situações do meu cotidiano, dizer o que penso, e o que não penso, o que sinto e o que não sinto, sobre determinados assuntos, coisas e pessoas ... Mas muito do que eu penso, muito do que eu sou, eu não saio gritando por aí . Tem muita coisa que eu já escrevi, que eu não mostro pra ninguém, quanto menos posto aqui .
Muito de mim são poucos os ( des )privilegiados que tem acesso . Meus sentimentos, pensamentos e idéias, eu só abro à uns pouquíssimos, a maioria, no máximo pra minha mãe, ou pra Neguinha .
E até mesmo pra elas, eu encontro certa dificuldade em me abrir .
Agora, me diz, o que diabos eu deveria fazer, quando a única pessoa com quem eu fui 100% sincera o tempo todo, sobre tudo, simplesmente me expõe ?
Não por maldade, nem por falta de consideração . Lá sei eu porque .
Por desatenção ?
É justificável ?
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Sentimentos recrimináveis ..
Certas coisas não deveriam ser ditas . Ainda mais em algo como um blog, que o mundo inteiro tem acesso . Mas a transparência é apenas um, dos meus muitos opostos . Consigo fingir o que quiser, o quanto quiser, pra quem eu quiser . Mas quando escrevo algo de mim só revela minhas verdades . As mentiras são silenciadas .
Em uma festa improvável, que eu nunca me imaginei indo, o conheci . Não dei moral ! Conheci outros caras aparentemente mais interessantes na mesma noite . Meia hora depois nem do seu nome me lembrava ... Tá, ele era bonitinho . Alto, com um sorriso lindo ... Mas e daí ?
No sábado seguinte, ele veio aqui em casa . Silencioso, como se com vergonha, não falou quase nada no tempo em que esteve lá . Eu ria, sabia das intenções dele . Sua confidente era ( é ) minha melhor amiga . Por motivos que a memória apagou, começamos a conversar . Cada vez mais e mais e mais . A vontade de falar com ele aumentava ... Até que um dia, depois de mudar de idéia mil vezes, decidi por dar uma chance . Dei ! Isso se deu em uma quinta, alguns encontrinhos furtivos depois ... Ficamos, em uma terça, no cinema . Jogo De Amor Em Las Vegas .
Eu sentia pressa em falar com ele, em ver como tinha sido seu dia, em descobrir como ele tava ... E passei a sentir prazer com coisinhas pequenas, ligações, mensagens .. Era o celular vibrar e meu coraçao palpitava, pulava inconsolável dentro do peito . Nada tinha graça se não era dele . Ninguém tinha graça se não era ele . Mudei, por um cara . Pela primeira vez !
Levava comigo um sorriso esticado, um brilho nos olhos perceptível até a quem não me conhecia .
Tava experimentando o amor, pô !
Sabia que ele não era um qualquer, que tinha alguma coisa diferente, nele, na gente . Nunca experimentei nada sequer parecido ... Poderia passar um dia inteiro com ele, sem dizer nada, sem fazer nada, sem enjoar, só querendo mais . Poderia brigar com todos os meus amigos, enfrentar verdadeiras guerras com a minha família, me afastar de todo mundo .. Por ele ! Por nós !
Andei sentindo falta disso . E diabos, não tô acostumada com isso . Nunca sinto falta de relacionamentos, sempre acho alguém pra substituir . Sempre funciona ! Não quis, vai ver ele é mesmo, insubstituível . Tenho resgatado meus sentimentos por ele . E é tudo como antes . Não tudo, algo de mim é racional ainda .
Que me julguem, que me derrubem com palavras . Se não com ele, se não ele, quem ?
Pela segunda vez, é amor .
Em uma festa improvável, que eu nunca me imaginei indo, o conheci . Não dei moral ! Conheci outros caras aparentemente mais interessantes na mesma noite . Meia hora depois nem do seu nome me lembrava ... Tá, ele era bonitinho . Alto, com um sorriso lindo ... Mas e daí ?
No sábado seguinte, ele veio aqui em casa . Silencioso, como se com vergonha, não falou quase nada no tempo em que esteve lá . Eu ria, sabia das intenções dele . Sua confidente era ( é ) minha melhor amiga . Por motivos que a memória apagou, começamos a conversar . Cada vez mais e mais e mais . A vontade de falar com ele aumentava ... Até que um dia, depois de mudar de idéia mil vezes, decidi por dar uma chance . Dei ! Isso se deu em uma quinta, alguns encontrinhos furtivos depois ... Ficamos, em uma terça, no cinema . Jogo De Amor Em Las Vegas .
Eu sentia pressa em falar com ele, em ver como tinha sido seu dia, em descobrir como ele tava ... E passei a sentir prazer com coisinhas pequenas, ligações, mensagens .. Era o celular vibrar e meu coraçao palpitava, pulava inconsolável dentro do peito . Nada tinha graça se não era dele . Ninguém tinha graça se não era ele . Mudei, por um cara . Pela primeira vez !
Levava comigo um sorriso esticado, um brilho nos olhos perceptível até a quem não me conhecia .
Tava experimentando o amor, pô !
Sabia que ele não era um qualquer, que tinha alguma coisa diferente, nele, na gente . Nunca experimentei nada sequer parecido ... Poderia passar um dia inteiro com ele, sem dizer nada, sem fazer nada, sem enjoar, só querendo mais . Poderia brigar com todos os meus amigos, enfrentar verdadeiras guerras com a minha família, me afastar de todo mundo .. Por ele ! Por nós !
Andei sentindo falta disso . E diabos, não tô acostumada com isso . Nunca sinto falta de relacionamentos, sempre acho alguém pra substituir . Sempre funciona ! Não quis, vai ver ele é mesmo, insubstituível . Tenho resgatado meus sentimentos por ele . E é tudo como antes . Não tudo, algo de mim é racional ainda .
Que me julguem, que me derrubem com palavras . Se não com ele, se não ele, quem ?
Pela segunda vez, é amor .
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Em exposição : clichês indubitáveis
Odeio que até mesmo suas fotos me são tentadoras .
Odeio a forma como você mexe comigo .
Odeio o jeito que eu fico toda vez que você me liga .
Odiei o jeito idiota, e o sorriso esticado que eu fiquei depois que te vi na sexta .
Odeio imaginar que você anda doando um pouco da minha boca pra qualquer uma . Ou pra uma em especial .
Odeio pensar que você não é mais '' todo meu '' . E que talvez nem volte mais a ser .
Odeio meu pai por ser abominável ao ponto de me impedir de viver a minha vida, exercer minha felicidade, minha inconsequência, meus amores .
Odeio essa distância que separa a gente, que me impede de ver-te todos os dias, todas as horas .
Odeio o seu rosto perfeitamente arquitetado pra me tentar .
Odeio a forma como nossas bocas se encaixam, o que torna tudo mais impossível de ser esquecido .
Odeio o sorriso que você me deu aquele dia dentro do carro, odeio que ele não sai da minha cabeça, por mais que eu tente .
Odeio o jeito como a sua voz muda no telefone quando é a minha qu está no outro lado da linha .
Odeio suas imitações, e como todas elas me levam até a exaustão de tanto rir .
Odeio as coisas que você me fala .
Odeio o jeito como você sussurrava no meu ouvido que me amava .
Odeio o jeito como isso me arrepiava . Como tudo me arrepiava .
Odeio as minúscias do seu corpo que eu decorei, que vem me assombrar de vez em sempre .
Odeio a lembrança da sua voz embriagada em prazeres que me dizia '' não dá pra parar, não dá '' .
Odeio as vezes que meu telefone toca, e não é a sua foto que aparece na tela .
Odeio quando não é você .
Odeio quem não é você .
Odeio estar sentindo frio na barriga, só em escrever essas coisas .
Odeio não ter pra quem escrever besteirinhas todos os dias .
Odeio não querer ter mais ninguém, a não ser você .
Odeio quando eu sinto seu cheiro nas pessoas, odeio a vontade de você que me dá toda vez que isso acontece .
Odeio lembrar das vezes em que o mesmo cheiro impregnou em mim, e o quanto eu amava aquilo .
Odeio lembrar que não somos o que um dia fomos . E que talvez nunca mais voltemos a ser .
Odeio ter que dividir sua atenção no msn .
Odeio esse bando de amigas que você tem, esse bando de fotos com elas .
Odeio imaginar coisas .
Odeio sonhar com você, acordar pensando, passar o dia lembrando .
Odeio a vontade sufocada de falar todas aquelas breguices que eu aprendi a gostar de dizer .
Odeio imaginar minhas mãos percorrendo suas costas e te dando cosquinhas .
Odeio imaginar-nos . E não poder realizar .
Odeio me pegar mordendo o lábio inferior toda vez que penso em você, em nós .
Odeio imaginar nos sábados a noite, que você tá em algum outro lugar, se entregando pra qualquer outra, qualquer uma .
Odeio lembrar da alegria incansável que só você me proporcionava .
Odeio sentir saudades .
Odeio ter que senti-la .
Odeio-a !
Acima de todos os acima .
Odeio te amar . Ainda !
Não me esquece, com ISSO eu não saberia lidar .
Odeio a forma como você mexe comigo .
Odeio o jeito que eu fico toda vez que você me liga .
Odiei o jeito idiota, e o sorriso esticado que eu fiquei depois que te vi na sexta .
Odeio imaginar que você anda doando um pouco da minha boca pra qualquer uma . Ou pra uma em especial .
Odeio pensar que você não é mais '' todo meu '' . E que talvez nem volte mais a ser .
Odeio meu pai por ser abominável ao ponto de me impedir de viver a minha vida, exercer minha felicidade, minha inconsequência, meus amores .
Odeio essa distância que separa a gente, que me impede de ver-te todos os dias, todas as horas .
Odeio o seu rosto perfeitamente arquitetado pra me tentar .
Odeio a forma como nossas bocas se encaixam, o que torna tudo mais impossível de ser esquecido .
Odeio o sorriso que você me deu aquele dia dentro do carro, odeio que ele não sai da minha cabeça, por mais que eu tente .
Odeio o jeito como a sua voz muda no telefone quando é a minha qu está no outro lado da linha .
Odeio suas imitações, e como todas elas me levam até a exaustão de tanto rir .
Odeio as coisas que você me fala .
Odeio o jeito como você sussurrava no meu ouvido que me amava .
Odeio o jeito como isso me arrepiava . Como tudo me arrepiava .
Odeio as minúscias do seu corpo que eu decorei, que vem me assombrar de vez em sempre .
Odeio a lembrança da sua voz embriagada em prazeres que me dizia '' não dá pra parar, não dá '' .
Odeio as vezes que meu telefone toca, e não é a sua foto que aparece na tela .
Odeio quando não é você .
Odeio quem não é você .
Odeio estar sentindo frio na barriga, só em escrever essas coisas .
Odeio não ter pra quem escrever besteirinhas todos os dias .
Odeio não querer ter mais ninguém, a não ser você .
Odeio quando eu sinto seu cheiro nas pessoas, odeio a vontade de você que me dá toda vez que isso acontece .
Odeio lembrar das vezes em que o mesmo cheiro impregnou em mim, e o quanto eu amava aquilo .
Odeio lembrar que não somos o que um dia fomos . E que talvez nunca mais voltemos a ser .
Odeio ter que dividir sua atenção no msn .
Odeio esse bando de amigas que você tem, esse bando de fotos com elas .
Odeio imaginar coisas .
Odeio sonhar com você, acordar pensando, passar o dia lembrando .
Odeio a vontade sufocada de falar todas aquelas breguices que eu aprendi a gostar de dizer .
Odeio imaginar minhas mãos percorrendo suas costas e te dando cosquinhas .
Odeio imaginar-nos . E não poder realizar .
Odeio me pegar mordendo o lábio inferior toda vez que penso em você, em nós .
Odeio imaginar nos sábados a noite, que você tá em algum outro lugar, se entregando pra qualquer outra, qualquer uma .
Odeio lembrar da alegria incansável que só você me proporcionava .
Odeio sentir saudades .
Odeio ter que senti-la .
Odeio-a !
Acima de todos os acima .
Odeio te amar . Ainda !
Não me esquece, com ISSO eu não saberia lidar .
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Como sempre, gerando reflexão né gato ?
Fiquei absorta em pensamentos quase a noite inteira, os desgraçados me tiraram o sono !
Têm sempre um lado meu que eu desconheço, uma característica minha que eu não tinha nem sequer tomado conhecimento ... e se tinha, de um jeitinho, ou de outro, o bastardo tem a putíssima capacidade de me tirar do meu conformismo .
Não que mudanças não sejam necessárias . Sempre são !
E eu vivo delas . Afinal, quem diabos muda mais que eu ?
Essa, talvez a mais necessária de todas, me assuta demais . Sério !
Sabe, é como se minhas tristezas fossem um machucadinho incômodo e doído, que eu, achando que assim posso curá-lo, coloco um band aid aqui e ali . Por pressa, e até, ou principalmente, por medo dos curativos corretos . No fundo, eu sei que não dá . Que não cura ! Que por mais que a proteção esteja ali, só faz abafar o machucado . O que de maneira alguma significa que ele possa ser curado daquela forma !
Eu sempre soube que esse meu mecanismo era falho .
Falho nada, fracassado .
Mas tem coisas, que a gente vai carregando consigo no decorrer da vida, coisas que por mais que saibamos que estão erradas, por medo das consequências, ou da própria mudança em si, deixamos ali, paradas . Meu caso não é diferente .
Pode ser por covardia, mas diabos, ninguém sabe, talvez nem eu, de tudo o que eu passei . Ninguém ! Ninguém sabe porque eu me tornei esse ser incapaz de demonstrar sentimentos ...
Se eu conto minhas mentiras, é porque grande parte, maioria, ou até todas, as minhas verdades são indizíveis .
É porque eu, mais que ninguém, as temo ! Como nunca . Como nada !
Se rio desesperadamente toda vez quando tudo o que quero é desidratar-me em lágrimas, é porque temo um choro eterno .
Mas vá lá, vejamos se com a minha transparência você lida . Vejamos . Veremos !
Têm sempre um lado meu que eu desconheço, uma característica minha que eu não tinha nem sequer tomado conhecimento ... e se tinha, de um jeitinho, ou de outro, o bastardo tem a putíssima capacidade de me tirar do meu conformismo .
Não que mudanças não sejam necessárias . Sempre são !
E eu vivo delas . Afinal, quem diabos muda mais que eu ?
Essa, talvez a mais necessária de todas, me assuta demais . Sério !
Sabe, é como se minhas tristezas fossem um machucadinho incômodo e doído, que eu, achando que assim posso curá-lo, coloco um band aid aqui e ali . Por pressa, e até, ou principalmente, por medo dos curativos corretos . No fundo, eu sei que não dá . Que não cura ! Que por mais que a proteção esteja ali, só faz abafar o machucado . O que de maneira alguma significa que ele possa ser curado daquela forma !
Eu sempre soube que esse meu mecanismo era falho .
Falho nada, fracassado .
Mas tem coisas, que a gente vai carregando consigo no decorrer da vida, coisas que por mais que saibamos que estão erradas, por medo das consequências, ou da própria mudança em si, deixamos ali, paradas . Meu caso não é diferente .
Pode ser por covardia, mas diabos, ninguém sabe, talvez nem eu, de tudo o que eu passei . Ninguém ! Ninguém sabe porque eu me tornei esse ser incapaz de demonstrar sentimentos ...
Se eu conto minhas mentiras, é porque grande parte, maioria, ou até todas, as minhas verdades são indizíveis .
É porque eu, mais que ninguém, as temo ! Como nunca . Como nada !
Se rio desesperadamente toda vez quando tudo o que quero é desidratar-me em lágrimas, é porque temo um choro eterno .
Mas vá lá, vejamos se com a minha transparência você lida . Vejamos . Veremos !
domingo, 23 de novembro de 2008
(in)descriçao
Há tempos não encontro algo útil o bastante pra escrever . Nada me inspira .
Descrever-me-ei . Isso sim, inspira !
Não tenho medo de me jogar na vida, viver minha idade, lidar com as ( in )consequências, com as minhas, alheias ... Não tenho medo de me apaixonar, do amor, de relacionamentos, amizades, segredos ... Não tenho dificuldade alguma em perdoar, confiar, amar, e esquecer . Taí . Nenhuma ! Estranho, porque eu não pedi pra ser assim, já quis muito morrer de amores por alguém . Nunca consegui . Vai ver é porque nunca me apaixonei de verdade . Mas duvido que seja isso !
Se amor puder ser identificado com aquele friozinho na barriga, a falta de ar, as mãos trêmulas . Então eu já me apaixonei . Apaixonada estou .
Não entendo absolutamente nada sobre constância, sou a pessoa mais inconstante que conheço . E acho que sem essa minha instabilidade não saberia viver ! Não me imagino sem, nada poderia me traduzir melhor . Na-da ! Não gosto de monotonia, de namoro sem discussões calorosas sobre as coisas mais idiotas imagináveis .
Não imagino minha vida sem minha mãezinha, sem algumas poucas amizades maravilhosas que construí ao longo da mesma .
Não guardo segredos, os meus especialmente . Os alheios pra minha desgraça ou salvação esqueço em questão de horas ... Minha vida sempre foi livro aberto . De livre acesso ! Não que as pessoas precisassem de uma autorização minha . Ao contrário, algumas até gostam de escrever minhas histórias como melhor lhes parece . Mas nem isso me incomoda .
Não gosto de preconceito . De verdade ! Adoro pessoas, suas intimidades, seus segredos, passados e presente obscuros . Adoro as escolhas que fazem .
Não sei o que é passar um dia inteiro com o mesmo humor . Mudo de alegria transparente, pra tristeza sufocada em questão de minutos ! Mudo de gostos, de estilo, de amores quando melhor me parece ! E adoro o quanto me surpreendo comigo mesma no caminho .
Sinto saudades de tudo . Mas nunca falta . NUNCA ! De uma forma ou outra, eu me completo . Ninguém sai da minha vida levando pedaços de mim . Sou terrivelmente independente !
Terrivelmente inconsequente .
Terrivelmente apaixonada .
Terrivelmente indescritível !
Descrever-me-ei . Isso sim, inspira !
Não tenho medo de me jogar na vida, viver minha idade, lidar com as ( in )consequências, com as minhas, alheias ... Não tenho medo de me apaixonar, do amor, de relacionamentos, amizades, segredos ... Não tenho dificuldade alguma em perdoar, confiar, amar, e esquecer . Taí . Nenhuma ! Estranho, porque eu não pedi pra ser assim, já quis muito morrer de amores por alguém . Nunca consegui . Vai ver é porque nunca me apaixonei de verdade . Mas duvido que seja isso !
Se amor puder ser identificado com aquele friozinho na barriga, a falta de ar, as mãos trêmulas . Então eu já me apaixonei . Apaixonada estou .
Não entendo absolutamente nada sobre constância, sou a pessoa mais inconstante que conheço . E acho que sem essa minha instabilidade não saberia viver ! Não me imagino sem, nada poderia me traduzir melhor . Na-da ! Não gosto de monotonia, de namoro sem discussões calorosas sobre as coisas mais idiotas imagináveis .
Não imagino minha vida sem minha mãezinha, sem algumas poucas amizades maravilhosas que construí ao longo da mesma .
Não guardo segredos, os meus especialmente . Os alheios pra minha desgraça ou salvação esqueço em questão de horas ... Minha vida sempre foi livro aberto . De livre acesso ! Não que as pessoas precisassem de uma autorização minha . Ao contrário, algumas até gostam de escrever minhas histórias como melhor lhes parece . Mas nem isso me incomoda .
Não gosto de preconceito . De verdade ! Adoro pessoas, suas intimidades, seus segredos, passados e presente obscuros . Adoro as escolhas que fazem .
Não sei o que é passar um dia inteiro com o mesmo humor . Mudo de alegria transparente, pra tristeza sufocada em questão de minutos ! Mudo de gostos, de estilo, de amores quando melhor me parece ! E adoro o quanto me surpreendo comigo mesma no caminho .
Sinto saudades de tudo . Mas nunca falta . NUNCA ! De uma forma ou outra, eu me completo . Ninguém sai da minha vida levando pedaços de mim . Sou terrivelmente independente !
Terrivelmente inconsequente .
Terrivelmente apaixonada .
Terrivelmente indescritível !
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
( ! )
Sentada, com o laptop a minha frente há algumas horas, cansada de não fazer absolutamente nada, fechei os olhos, e tentei imaginar como serei eu, daqui uns anos . Como sou eu, hoje . O que sou e o que não, e porque ... O tema gera discussões calorosas, porque nem eu mesma consigo me definir por completo, e isso é algo que eu adoro em mim .
Ao mesmo tempo, desgosto .
Seria ótimo conhecer-me por completo, para ter minhas reações calculadas, respostas pra todas as perguntas ... Adoro meu espírito livre, minha autêntica inconsequência, gosto de dizer que sou movida pelo meu coração .
Ao mesmo tempo, desgosto .
Invejo aquelas pessoas frias, ou que pelo menos aparentam ser . Imunes a tudo e qualquer coisa . Sério . Eu não sei ser assim, não mesmo ! Posso até parecer '' seguríssima '' com minhas palavras, com um olhar indiferente e às vezes até com meu jeito de andar . Mas algo em mim sempre me denuncia .
Ficar em casa, sozinha, com o caso mais mal resolvido da sua vida, e não sentir nada, seria anormal . O normal seria demonstrar indiferença, ou não ? Com meus atos eu me esquivava, minha boca repetia '' não, não e não '' . Mas minhas mãos tremiam . Isso aí ! Tremiam ( !!! ) . E não era como se meu coraçao palpitasse dentro do peito, como se minhas mãos soassem, e o coração implorasse pelo que provavelmente se sucederia . Não mesmo !
Mas eu tremia, patética . Tremia ! Sorte a minha, é que tenho uma habilidade indesejadíssima de sobre assuntos sérios, fazer piadinhas, dar risada . Tava perdida . Me acabei de rir depois, mais tarde, sozinha . De mim mesma !
Para minha própria surpresa, resisti . É ! E olha que tava tudo escuro, e estávamos completamente sozinhos - e eu adoro os desejos e contornos contorcidos produzidos pela escuridão solitária quando tenho companhia .
Tô feliz ! Tô mesmo ! Adoro reviver o passado, revirar ( reviver ? ) sentimentos revirados e apagados pelo esquecimento .
Mas prefiro muito mais viver o dia, como se a noite trouxesse o apocalipse da minha existência .
Ao mesmo tempo, desgosto .
Seria ótimo conhecer-me por completo, para ter minhas reações calculadas, respostas pra todas as perguntas ... Adoro meu espírito livre, minha autêntica inconsequência, gosto de dizer que sou movida pelo meu coração .
Ao mesmo tempo, desgosto .
Invejo aquelas pessoas frias, ou que pelo menos aparentam ser . Imunes a tudo e qualquer coisa . Sério . Eu não sei ser assim, não mesmo ! Posso até parecer '' seguríssima '' com minhas palavras, com um olhar indiferente e às vezes até com meu jeito de andar . Mas algo em mim sempre me denuncia .
Ficar em casa, sozinha, com o caso mais mal resolvido da sua vida, e não sentir nada, seria anormal . O normal seria demonstrar indiferença, ou não ? Com meus atos eu me esquivava, minha boca repetia '' não, não e não '' . Mas minhas mãos tremiam . Isso aí ! Tremiam ( !!! ) . E não era como se meu coraçao palpitasse dentro do peito, como se minhas mãos soassem, e o coração implorasse pelo que provavelmente se sucederia . Não mesmo !
Mas eu tremia, patética . Tremia ! Sorte a minha, é que tenho uma habilidade indesejadíssima de sobre assuntos sérios, fazer piadinhas, dar risada . Tava perdida . Me acabei de rir depois, mais tarde, sozinha . De mim mesma !
Para minha própria surpresa, resisti . É ! E olha que tava tudo escuro, e estávamos completamente sozinhos - e eu adoro os desejos e contornos contorcidos produzidos pela escuridão solitária quando tenho companhia .
Tô feliz ! Tô mesmo ! Adoro reviver o passado, revirar ( reviver ? ) sentimentos revirados e apagados pelo esquecimento .
Mas prefiro muito mais viver o dia, como se a noite trouxesse o apocalipse da minha existência .
domingo, 16 de novembro de 2008
Falando em segundas chances ...
Ninguém, ninguém mesmo nunca brigou com nenhum amigo, com nenhum namorado . A vida é disso também, de atritos . Mas é também de segundas chances . Quantas vezes, depois de uma resposta mal pensada, depois de uma briguinha inútil, nosso coração não nos implorou por um pedido de desculpas à pessoa ofendida ? Quantas vezes em um namoro, é preciso reavaliar tudo, dar uma nova chance a ambos ? Quantos melhores amizades não são construídas assim, em altos e baixos ?
Quando eu fiz esse blog, prometi pra mim que não ia abordar temas que não devem ser discutidos, como religião e futebol . Mas como não ? O objetivo disso tudo não é me expor ? Pôr em palavras o que me corrói por dentro ? O que implora por sair ? Pois bem ..
Eu tenho um amigo, não é meu melhor, por mais que ele queira, e que eu muito tente . Não é .
Sabe, tem um outro cara, que faz de tudo pra atrapalhar, e o que é pior, ele quase sempre é bem sucedido em suas tentativas . O que é patético, porque eu sei que ele não quer meu bem, ao contrário, ele quer minha ruína . Mas esse meu amigo, esse que tanto me quer, luta por mim, TODOS os dias . Ele sussura no meu ouvido o que eu devo fazer, nas situações mais simples, e nas mais complexas . E no fim eu acabo percebendo, que se eu tivesse escutado o sussuro, tudo teria dado certo .
E não importa o quanto eu o magoe, quantas promessas eu faça, e não cumpra . Não importa em quantas tentativas eu tenha falhado . Não importa quão cabeça dura, ou quão inconsequente eu seja, ele sempre me dá uma segunda chance ! Sem-pre !
O que deixa tudo mais incompreensível ainda, porque ele sabe, simplesmente sabe, que eu VOU errar de novo . De um jeitinho diferente . Ou cometendo o mesmo erro pelo qual pedi perdão horas antes . Agora, me expliquem, que amizade, que amor é esse ? Incondicional assim ? Agora, me expliquem, como tem gente que prefere acreditar em explosões criadoras, que preferem acreditar no acaso . Quem é idiota o bastante, pra depositar sua própria vida, nas mãos de ninguém ... nas mãos do destino ?
Tá, eu posso sim estar enganada, não sou conhecedora exemplar desses assuntos, não discutiria meia hora com argumentos convincentes . Eu posso estar enganada - duvido ! - mas prefiro viver minha suposta mentira ( quão doce é !!! ), acreditando que tem sim, alguém que luta por mim todos os dias, e que tem lutado, antes mesmo de eu nascer, à acreditar em sei lá . No nada !
Prefiro ter aonde depositar minhas esperanças de um mundo melhor . Um mundo eterna e infinitamente melhor .
Quando eu fiz esse blog, prometi pra mim que não ia abordar temas que não devem ser discutidos, como religião e futebol . Mas como não ? O objetivo disso tudo não é me expor ? Pôr em palavras o que me corrói por dentro ? O que implora por sair ? Pois bem ..
Eu tenho um amigo, não é meu melhor, por mais que ele queira, e que eu muito tente . Não é .
Sabe, tem um outro cara, que faz de tudo pra atrapalhar, e o que é pior, ele quase sempre é bem sucedido em suas tentativas . O que é patético, porque eu sei que ele não quer meu bem, ao contrário, ele quer minha ruína . Mas esse meu amigo, esse que tanto me quer, luta por mim, TODOS os dias . Ele sussura no meu ouvido o que eu devo fazer, nas situações mais simples, e nas mais complexas . E no fim eu acabo percebendo, que se eu tivesse escutado o sussuro, tudo teria dado certo .
E não importa o quanto eu o magoe, quantas promessas eu faça, e não cumpra . Não importa em quantas tentativas eu tenha falhado . Não importa quão cabeça dura, ou quão inconsequente eu seja, ele sempre me dá uma segunda chance ! Sem-pre !
O que deixa tudo mais incompreensível ainda, porque ele sabe, simplesmente sabe, que eu VOU errar de novo . De um jeitinho diferente . Ou cometendo o mesmo erro pelo qual pedi perdão horas antes . Agora, me expliquem, que amizade, que amor é esse ? Incondicional assim ? Agora, me expliquem, como tem gente que prefere acreditar em explosões criadoras, que preferem acreditar no acaso . Quem é idiota o bastante, pra depositar sua própria vida, nas mãos de ninguém ... nas mãos do destino ?
Tá, eu posso sim estar enganada, não sou conhecedora exemplar desses assuntos, não discutiria meia hora com argumentos convincentes . Eu posso estar enganada - duvido ! - mas prefiro viver minha suposta mentira ( quão doce é !!! ), acreditando que tem sim, alguém que luta por mim todos os dias, e que tem lutado, antes mesmo de eu nascer, à acreditar em sei lá . No nada !
Prefiro ter aonde depositar minhas esperanças de um mundo melhor . Um mundo eterna e infinitamente melhor .
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Compositores
Aprendi, que ninguém, absolutamente ninguém, passa na nossa vida sem deixar um pouquinho de si, nem que seja uma ínfima parcela, deixa !
Levando esse pensamento adiante, descobri que nada do que eu sou, é mérito meu . Na-da . Tá, me virei sozinha, superei as dificuldades, venci os problemas, sozinha . Pelo menos a maioria deles . Posso me dizer auto-suficiente, mas a forma que aprendi a lidar com a vida, com as pessoas, com tudo, e até mesmo a minha auto-suficiência, aprendi com gente que passou e com alguns que ainda passam pela minha vida !
Com meu primeiro namoradinho eu aprendi a importância da fidelidade nos relacionamentos, aprendizado que só fui colocar em prática com meu último . Com esse aprendi que demonstrar carinho, não é ruim . Ao contrário, é bom, e bastante, pra ambos !
Com um determinado grupo de amigos da escola, aprendi que preconceito nunca acrescenta nada . Nunca . Ao contrário, limita ! Aprendi que as pessoas devem fazer o que julgam ser certo pra alcançar a própria felicidade . Que ninguém, é alguém o bastante pra julgar outrém . Se o único que tem direito de fazê-lo, perdoa, e aceita, porque eu deveria agir de maneira diferente ?
Com alguns amigos da igreja, aprendi que por mais que pra mim não mude nada, não me atrapalhe em nada, certos tipos de atitude, pode - e vão - servir como pedra de tropeço pra outros . Com um específico aprendi que eu sou uma princesa, e que não devo permitir que me tratem como se eu fosse qualquer outra coisa senão uma .
Com a minha mãe - pra minha ruína ou benefício - aprendi que devemos oferecer perdão quantas milhares de vezes se fizer necessário . Com meu pai aprendi a ser perseverante, a lutar até a última gota por aquilo que realmente se quer !
Com uma amiga da minha mãe, a Lélis, aprendi que meus maiores problemas, não são nada pra Deus, e que devo entregá-los nas mãos dEle, esquecer, e esperar . Com uma outra aprendi a ser simples, desprendida de coisas materiais, humilde .
( não consegui praticar )
Com um bonitinho aprendi a importância de conversar olhando no olho da pessoa .
( idem )
Com um namoradinho de escola inconstante, percebi quão destrutivo pode ser o maldito ciúmes, dentro, e fora de um relacionamento .
Com a minha irmã aprendi que mudanças radicalíssimas são extremamente possíveis, se você tem a pessoa certa, e sua confiança depositada no lugar correto .
( ... )
A todos, todos mesmo . Obrigado !
Levando esse pensamento adiante, descobri que nada do que eu sou, é mérito meu . Na-da . Tá, me virei sozinha, superei as dificuldades, venci os problemas, sozinha . Pelo menos a maioria deles . Posso me dizer auto-suficiente, mas a forma que aprendi a lidar com a vida, com as pessoas, com tudo, e até mesmo a minha auto-suficiência, aprendi com gente que passou e com alguns que ainda passam pela minha vida !
Com meu primeiro namoradinho eu aprendi a importância da fidelidade nos relacionamentos, aprendizado que só fui colocar em prática com meu último . Com esse aprendi que demonstrar carinho, não é ruim . Ao contrário, é bom, e bastante, pra ambos !
Com um determinado grupo de amigos da escola, aprendi que preconceito nunca acrescenta nada . Nunca . Ao contrário, limita ! Aprendi que as pessoas devem fazer o que julgam ser certo pra alcançar a própria felicidade . Que ninguém, é alguém o bastante pra julgar outrém . Se o único que tem direito de fazê-lo, perdoa, e aceita, porque eu deveria agir de maneira diferente ?
Com alguns amigos da igreja, aprendi que por mais que pra mim não mude nada, não me atrapalhe em nada, certos tipos de atitude, pode - e vão - servir como pedra de tropeço pra outros . Com um específico aprendi que eu sou uma princesa, e que não devo permitir que me tratem como se eu fosse qualquer outra coisa senão uma .
Com a minha mãe - pra minha ruína ou benefício - aprendi que devemos oferecer perdão quantas milhares de vezes se fizer necessário . Com meu pai aprendi a ser perseverante, a lutar até a última gota por aquilo que realmente se quer !
Com uma amiga da minha mãe, a Lélis, aprendi que meus maiores problemas, não são nada pra Deus, e que devo entregá-los nas mãos dEle, esquecer, e esperar . Com uma outra aprendi a ser simples, desprendida de coisas materiais, humilde .
( não consegui praticar )
Com um bonitinho aprendi a importância de conversar olhando no olho da pessoa .
( idem )
Com um namoradinho de escola inconstante, percebi quão destrutivo pode ser o maldito ciúmes, dentro, e fora de um relacionamento .
Com a minha irmã aprendi que mudanças radicalíssimas são extremamente possíveis, se você tem a pessoa certa, e sua confiança depositada no lugar correto .
( ... )
A todos, todos mesmo . Obrigado !
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Dedicado ..
O dia ontem foi intenso, cansativo, mas muito bem aproveitado .
Como se cada momento da tarde de ontem tivesse sido fotografado pela memória . Posso lembrar de nós 4 ( o quinto elemento ainda não nos compreende ) nos acabando em risos, enquanto devorávamos nosso último frapuccino, o jeitinho tímido com que voltou para o carro, depois de TRINTA minutos de espera, nossa . Lembro das dobrinhas da Sofia, cada uma delas me despertou mínimas dez lágrimas depois que eles se foram . Lembro do Babiel aproveitando a banheira . Do Ivan na sacada com o meu pai, que pra evitar a melancolia da despedida, sugeria os assuntos mais estranhos ...
Dei por mim da situação toda, somente quando os vi sumindo com a porta do elevador fechando . Como se fosse a última vez que aquela cena tão frequentemente vista, aconteceria . Espero que não ! De verdade !
Não é como se nunca mais fossemos nos ver, mas ninguém compreende a intensidade dos laços que formamos ! Foram cinco anos de idas ao shopping, acampamentos de carnaval, festinhas de aniversário, noites do pijama, almoços, aniversários em pizzarias, em casas, churrascos, massas, batatadas, jantares, comemorações ...
E agora, todos os lugares que passo, carregam um pouquinho deles, todos ! Passando de carro pela Afonso, uma lembrança de um dos milhares de passeios explodiu na minha mente . Impregnou ! E só saiu de mim, quando as espergi em forma de lágrimas, dezenas delas .
São os tipos de amigos, que com o passar do tempo, te fazem ansear ainda mais as coisas boas, só pra ter motivo pra comemorar . Os melhores companheiros, para as mais diversas situações ...
Entraram pra minha história, definitivamente . E eu não tenho ninguém mais a agradecer, senão a Deus, que os dirigiu até aqui, até aquele primeiro almoço, há cinco anos atrás . Almoço que nos uniu até hoje !
Minha ficha ainda não caiu, não mesmo . Parece que eles foram viajar, que daqui uns dias vão voltar !
Sem mais, antes que eu me desidrate .
( À Ivan, Luciana, Gabriel e Sofia Saraiva )
Como se cada momento da tarde de ontem tivesse sido fotografado pela memória . Posso lembrar de nós 4 ( o quinto elemento ainda não nos compreende ) nos acabando em risos, enquanto devorávamos nosso último frapuccino, o jeitinho tímido com que voltou para o carro, depois de TRINTA minutos de espera, nossa . Lembro das dobrinhas da Sofia, cada uma delas me despertou mínimas dez lágrimas depois que eles se foram . Lembro do Babiel aproveitando a banheira . Do Ivan na sacada com o meu pai, que pra evitar a melancolia da despedida, sugeria os assuntos mais estranhos ...
Dei por mim da situação toda, somente quando os vi sumindo com a porta do elevador fechando . Como se fosse a última vez que aquela cena tão frequentemente vista, aconteceria . Espero que não ! De verdade !
Não é como se nunca mais fossemos nos ver, mas ninguém compreende a intensidade dos laços que formamos ! Foram cinco anos de idas ao shopping, acampamentos de carnaval, festinhas de aniversário, noites do pijama, almoços, aniversários em pizzarias, em casas, churrascos, massas, batatadas, jantares, comemorações ...
E agora, todos os lugares que passo, carregam um pouquinho deles, todos ! Passando de carro pela Afonso, uma lembrança de um dos milhares de passeios explodiu na minha mente . Impregnou ! E só saiu de mim, quando as espergi em forma de lágrimas, dezenas delas .
São os tipos de amigos, que com o passar do tempo, te fazem ansear ainda mais as coisas boas, só pra ter motivo pra comemorar . Os melhores companheiros, para as mais diversas situações ...
Entraram pra minha história, definitivamente . E eu não tenho ninguém mais a agradecer, senão a Deus, que os dirigiu até aqui, até aquele primeiro almoço, há cinco anos atrás . Almoço que nos uniu até hoje !
Minha ficha ainda não caiu, não mesmo . Parece que eles foram viajar, que daqui uns dias vão voltar !
Sem mais, antes que eu me desidrate .
( À Ivan, Luciana, Gabriel e Sofia Saraiva )
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Warning : TPM II
Tá, não fazem cinco minutos desde a última postagem, e cá estou eu escrevendo uma segunda .
Indignei-me . Fui dar uma checada nos meus visitantes recentes do orkut, e uma garota cuja origem eu desconheço completamente, cometeu uma falta abominável .
O plágio .
Sério . Não sei se isso só ME indigna, mas meo, quem escreve sabe, você muitas vezes se esmera pra escrever alguma coisa - não foi o caso do texto copiado pela guria -, pra ver lá, exposto na vitrine do imbecil orkut, como se fosse de outra pessoa . Como se fosse dela .
Como se não tivesse sido eu quem escreveu aquelas palavras .
Como se eu tivesse copiado !
Diabos, isso já tinha me ocorrido antes, mas eram meus amigos, e esses a gente perdoa fácil fácil .
Mas caramba, nem entre aspas ? Nem uma citaçãozinha entre parênteses ?
Nada !
Não sei se eu fico feliz, ou mais irritada - do que já estou ! Vai ver são os primeiros reconhecimentos dos meus textinhos pitorescos . Vai ver eu tô mandando bem ( duvido ! ), ao ponto de ela querer as honras pra si . Mas mesmo assim ... Cara, que raiva !
É imprescindível você dar créditos a quem escreveu . Se não fosse, qualquer idiota poderia dizer que foi escritor de uma obra de autores filhos da putíssima como sei lá, García Marquez .
Tô fazendo muito caso de um textinho escrito em meia hora né ? Mas ele é meu . E ninguém deveria tirar esse direito de mim .
É como se te roubassem um filho .
Juro !
Indignei-me . Fui dar uma checada nos meus visitantes recentes do orkut, e uma garota cuja origem eu desconheço completamente, cometeu uma falta abominável .
O plágio .
Sério . Não sei se isso só ME indigna, mas meo, quem escreve sabe, você muitas vezes se esmera pra escrever alguma coisa - não foi o caso do texto copiado pela guria -, pra ver lá, exposto na vitrine do imbecil orkut, como se fosse de outra pessoa . Como se fosse dela .
Como se não tivesse sido eu quem escreveu aquelas palavras .
Como se eu tivesse copiado !
Diabos, isso já tinha me ocorrido antes, mas eram meus amigos, e esses a gente perdoa fácil fácil .
Mas caramba, nem entre aspas ? Nem uma citaçãozinha entre parênteses ?
Nada !
Não sei se eu fico feliz, ou mais irritada - do que já estou ! Vai ver são os primeiros reconhecimentos dos meus textinhos pitorescos . Vai ver eu tô mandando bem ( duvido ! ), ao ponto de ela querer as honras pra si . Mas mesmo assim ... Cara, que raiva !
É imprescindível você dar créditos a quem escreveu . Se não fosse, qualquer idiota poderia dizer que foi escritor de uma obra de autores filhos da putíssima como sei lá, García Marquez .
Tô fazendo muito caso de um textinho escrito em meia hora né ? Mas ele é meu . E ninguém deveria tirar esse direito de mim .
É como se te roubassem um filho .
Juro !
Warning : TPM
Ando estranha, introspectiva, absorta em pensamentos demais . Todo mundo tem me falado isso .
Isso me irritou hoje, sério . Pô, eu tenho que ser a preocupada com os problemas alheios, a que sempre oferece a mão, a que disponibiliza os conselhos . A menina liberal da sala, com quem os meninos podem conversar sobre tudo, pedir conselhos sobre tudo ...
Só queria meus cinco minutos de paz sozinha, e não tive ! Compreendo que as pessoas por gostarem de mim se preocupam . Mas eu não preciso de babá . Todas - ou quase todas - as vezes em que precisei de colo, pedi . Não tô mal, sério . Só não posso dar nenhum passo em falso, não pisando no território alheio . Território esse, extremamente delicado .
Não aguentei, ficar calada estava me matando ! Manifestei meus mais profundos desejos e intenções hoje, pela primeira vez .
Escutar-me confessando pesou, e muito, na minha mente, e claro, no coração .
Será ?
Tudo é novo ( como sempre ), mas dessa vez não posso agir da forma como estou acostumada, impulsivamente . Cada movimento deve ser cuidadosamente calculado - ou não ? . Tenho que ter certeza absoluta de tudo e qualquer coisa !
( Essa é minha única certeza )
Sei lá, criar expectativas as vezes é bom, por mais que sejam mal fundamentadas, como '' castelo construído em areia '' . Posso muito bem cair do cavalo, mas não seria a primeira vez, e me faria bem .
Sentir na pele o que o fiz sentir .
Me odeio ! Sério . Tá, tava vivendo minha fase, toda a inconsequência da minha idade, mas e aí ? Errar com os outros é justificável ? E quando nem se tenta acertar, pelo menos não o suficiente ? O arrependimento nesses casos é válido ?
To-ma-ra !
Os que me conhecem devem estar esperando algum post emocionado de despedida . Ainda não me despedi por completo, graças a Deus, tenho mais algumas horas .
Tô aguentando o máximo que posso, pra não explodir em lágrimas .
E temo que isso vá acontecer a qualquer momento .
Isso me irritou hoje, sério . Pô, eu tenho que ser a preocupada com os problemas alheios, a que sempre oferece a mão, a que disponibiliza os conselhos . A menina liberal da sala, com quem os meninos podem conversar sobre tudo, pedir conselhos sobre tudo ...
Só queria meus cinco minutos de paz sozinha, e não tive ! Compreendo que as pessoas por gostarem de mim se preocupam . Mas eu não preciso de babá . Todas - ou quase todas - as vezes em que precisei de colo, pedi . Não tô mal, sério . Só não posso dar nenhum passo em falso, não pisando no território alheio . Território esse, extremamente delicado .
Não aguentei, ficar calada estava me matando ! Manifestei meus mais profundos desejos e intenções hoje, pela primeira vez .
Escutar-me confessando pesou, e muito, na minha mente, e claro, no coração .
Será ?
Tudo é novo ( como sempre ), mas dessa vez não posso agir da forma como estou acostumada, impulsivamente . Cada movimento deve ser cuidadosamente calculado - ou não ? . Tenho que ter certeza absoluta de tudo e qualquer coisa !
( Essa é minha única certeza )
Sei lá, criar expectativas as vezes é bom, por mais que sejam mal fundamentadas, como '' castelo construído em areia '' . Posso muito bem cair do cavalo, mas não seria a primeira vez, e me faria bem .
Sentir na pele o que o fiz sentir .
Me odeio ! Sério . Tá, tava vivendo minha fase, toda a inconsequência da minha idade, mas e aí ? Errar com os outros é justificável ? E quando nem se tenta acertar, pelo menos não o suficiente ? O arrependimento nesses casos é válido ?
To-ma-ra !
Os que me conhecem devem estar esperando algum post emocionado de despedida . Ainda não me despedi por completo, graças a Deus, tenho mais algumas horas .
Tô aguentando o máximo que posso, pra não explodir em lágrimas .
E temo que isso vá acontecer a qualquer momento .
domingo, 9 de novembro de 2008
E o medo ?
Sabe, tenho medo de amar, do amor .
Graças a Deus, tal medo nunca me impediu de fazer nada, idealizar nada . Viver nada . Mas mesmo assim, o medo está lá . E se um dia ele atacar ? Pô, eu tenho todos os motivos do universo pra não querer mais saber de nada, de ninguém . Já passei por muitas, muitas mesmo, apesar da pouca idade . Algumas delas - quase todas - foram péssimas . Viver sozinha seria a escolha mais segura - para todos ( ! ) . Mas quem aqui quer segurança ? O legal dos relacionamentos em geral, não são os altos e baixos ? Fazer as pazes, travar guerras por meia hora de atraso, por causa de uma saFADINHA que insistentemente dá em cima do seu namorado ... Sempre gostei de brigar, de argumentar até a exaustão, ir até o fim de uma discussão e ainda assim não resolver nada . Bom ou ruim, tenho vocação pra isso !
Nunca passei semanas, sequer dias, chorando por alguém . Hoje não sei se isso é bom . E se pra superar de fato, eu precisasse ter derramado aqueles litros de lágrimas que todas as minhas amigas estão acostumadas a derramar ? E se todos aqueles sentimentos existissem ainda ? E se eles só estiverem adormecidos, esperando o primeiro momento de fragilidade ( não são muitos ), pra ressurgir ?
E se ressurgirem todos de uma vez ?
E se no ressurgimento, eu descobrir que eu nem mesmo queria aquele fim ?
Me lembro de causos e romances do passado só quando já estou frágil sabe ? Porque minhas tristezas geralmente não tem motivo lógico . Eu fico triste, só . Me irrito, me indigno, brigo, sou grossa, arrogante, só . Sem motivo ! As vezes acho que vivo em constante tpm ou uma gravidez que não vai gerar um filho .
Nessas últimas duas semanas, eu tenho lembrado muito de um ex namorado, em como tudo estaria sendo se eu estivesse com ele até hoje . Completaríamos um ano em fevereiro . Nunca me envolvi com ninguém por mais de um mês . Com ele eu provavelmente teria conseguido, senão fosse pela minha imaturidade, inconsequência . Não acho que tenha feito errado . Estava magoando-o demais, e ficando magoada com isso . Mas não teria sido mais fácil simplesmente não magoá-lo ?
O foda nisso tudo, é que eu não posso voltar atrás . Nem sei se posso começar do zero . Nem sei se quero . Tenho quinze mil dúvidas . Nenhuma certeza .
E se for carência ?
E se for medo ?
E o medo ?
Qual seria ?
De ficar sozinha ?
Graças a Deus, tal medo nunca me impediu de fazer nada, idealizar nada . Viver nada . Mas mesmo assim, o medo está lá . E se um dia ele atacar ? Pô, eu tenho todos os motivos do universo pra não querer mais saber de nada, de ninguém . Já passei por muitas, muitas mesmo, apesar da pouca idade . Algumas delas - quase todas - foram péssimas . Viver sozinha seria a escolha mais segura - para todos ( ! ) . Mas quem aqui quer segurança ? O legal dos relacionamentos em geral, não são os altos e baixos ? Fazer as pazes, travar guerras por meia hora de atraso, por causa de uma saFADINHA que insistentemente dá em cima do seu namorado ... Sempre gostei de brigar, de argumentar até a exaustão, ir até o fim de uma discussão e ainda assim não resolver nada . Bom ou ruim, tenho vocação pra isso !
Nunca passei semanas, sequer dias, chorando por alguém . Hoje não sei se isso é bom . E se pra superar de fato, eu precisasse ter derramado aqueles litros de lágrimas que todas as minhas amigas estão acostumadas a derramar ? E se todos aqueles sentimentos existissem ainda ? E se eles só estiverem adormecidos, esperando o primeiro momento de fragilidade ( não são muitos ), pra ressurgir ?
E se ressurgirem todos de uma vez ?
E se no ressurgimento, eu descobrir que eu nem mesmo queria aquele fim ?
Me lembro de causos e romances do passado só quando já estou frágil sabe ? Porque minhas tristezas geralmente não tem motivo lógico . Eu fico triste, só . Me irrito, me indigno, brigo, sou grossa, arrogante, só . Sem motivo ! As vezes acho que vivo em constante tpm ou uma gravidez que não vai gerar um filho .
Nessas últimas duas semanas, eu tenho lembrado muito de um ex namorado, em como tudo estaria sendo se eu estivesse com ele até hoje . Completaríamos um ano em fevereiro . Nunca me envolvi com ninguém por mais de um mês . Com ele eu provavelmente teria conseguido, senão fosse pela minha imaturidade, inconsequência . Não acho que tenha feito errado . Estava magoando-o demais, e ficando magoada com isso . Mas não teria sido mais fácil simplesmente não magoá-lo ?
O foda nisso tudo, é que eu não posso voltar atrás . Nem sei se posso começar do zero . Nem sei se quero . Tenho quinze mil dúvidas . Nenhuma certeza .
E se for carência ?
E se for medo ?
E o medo ?
Qual seria ?
De ficar sozinha ?
Nada melhor que para um começo, uma despedida
O despertador tocou, uma tecla e eu desliguei . Dormi mais duas horas . Acho que eu queria escapar do almoço que viria a seguir . Não tive escapatória .
Há cinco anos, um casalzinho de recém casados se mudou pra Campo Grande, o marido veio ser pastor, a esposa veio acompanhá-lo . No primeiro sábado deles na cidade, foram almoçar na minha casa, um apêzinho simples numa ruazinha sem saída . Lembro-me como se fosse ontem ( não sei como, minha memória é péssima ) do sorriso que a novinha tinha . As aspirações do '' pastorzinho '', a simplicidade dos dois .
Juro ter sentido algo parecido com saudade quando vi o Palio branco partindo da frente do prédio e seguindo em direção a Curitiba, voltaria depois de alguns dias, pra ficar .
Duas gravidezes, dois filhinhos fofos, incontáveis noites do pijama, almoços de domingo, os de sábado, temporadas juntos na praia durante parte do verão, sentar junto na igreja com o intuito de cuidar da Sosô enquanto a Lu cuida do Babiel e vice-versa, eles estão indo embora .
Sabe, não sinto saudades . Pelo menos não como todas as outras pessoas sentem . Não que eu seja imune a ela, só não fico olhando fotos e chorando, nunca me sentei e recordei com nostalgia e lágrimas de nada, lá sei eu porque . Esqueço do que se foi, de imediato, evito lembrar de pessoas que passaram na minha vida e há tempos não passam mais, de que adiantaria lembrar ?
Mas é só imaginar que a companhia deles nas mais diversas situações, eu não vou mais ter, pelo menos não com tamanha constância, meus olhos lacrimejam . O coração aperta . A saudade dói .
Enquanto escrevo, vejo o baixinho mais inteligente que já conheci se divertindo com o apontador elétrico do meu pai . A nenenzinha dos olhinhos de oceano em cólicas já chora há algumas horas . Eu sei que ao invés de estar aqui, escrevendo, eu deveria é estar aproveitando-os . Mas eu simplesmente não consigo, preciso tirar isso de dentro de mim, de uma forma, ou de outra . A escrita sempre foi minha válvula de escape . Sem-pre .
A amizade que construímos, os momentos memoráveis, as risadas incontáveis, as lágrimas derramadas e o conforto que sentia com um abraço, um colinho ... Acompanharam todas as minhas transições, viram os dois lados da minha turbulenta adolescência, o meu, e dos meus pais . Sempre com um sigilo inquebrável com os segredos de ambos os lados, disponibilizando sempre um conselho sábio .
Como vai ser daqui pra frente ? Vai ser ?
Eu sei, a vida continua, outros virão . Mas virão melhores ?
Amigos não são como os bens, você não pode, quando perder, comprar um outro pra suprir as necessidades do anterior . Simplesmente não pode . Infelizmente . Ninguém suprirá as necessidades como eles . Acredito na individualidade das pessoas, e a deles, eu amo . Assim, amor .
Há cinco anos, um casalzinho de recém casados se mudou pra Campo Grande, o marido veio ser pastor, a esposa veio acompanhá-lo . No primeiro sábado deles na cidade, foram almoçar na minha casa, um apêzinho simples numa ruazinha sem saída . Lembro-me como se fosse ontem ( não sei como, minha memória é péssima ) do sorriso que a novinha tinha . As aspirações do '' pastorzinho '', a simplicidade dos dois .
Juro ter sentido algo parecido com saudade quando vi o Palio branco partindo da frente do prédio e seguindo em direção a Curitiba, voltaria depois de alguns dias, pra ficar .
Duas gravidezes, dois filhinhos fofos, incontáveis noites do pijama, almoços de domingo, os de sábado, temporadas juntos na praia durante parte do verão, sentar junto na igreja com o intuito de cuidar da Sosô enquanto a Lu cuida do Babiel e vice-versa, eles estão indo embora .
Sabe, não sinto saudades . Pelo menos não como todas as outras pessoas sentem . Não que eu seja imune a ela, só não fico olhando fotos e chorando, nunca me sentei e recordei com nostalgia e lágrimas de nada, lá sei eu porque . Esqueço do que se foi, de imediato, evito lembrar de pessoas que passaram na minha vida e há tempos não passam mais, de que adiantaria lembrar ?
Mas é só imaginar que a companhia deles nas mais diversas situações, eu não vou mais ter, pelo menos não com tamanha constância, meus olhos lacrimejam . O coração aperta . A saudade dói .
Enquanto escrevo, vejo o baixinho mais inteligente que já conheci se divertindo com o apontador elétrico do meu pai . A nenenzinha dos olhinhos de oceano em cólicas já chora há algumas horas . Eu sei que ao invés de estar aqui, escrevendo, eu deveria é estar aproveitando-os . Mas eu simplesmente não consigo, preciso tirar isso de dentro de mim, de uma forma, ou de outra . A escrita sempre foi minha válvula de escape . Sem-pre .
A amizade que construímos, os momentos memoráveis, as risadas incontáveis, as lágrimas derramadas e o conforto que sentia com um abraço, um colinho ... Acompanharam todas as minhas transições, viram os dois lados da minha turbulenta adolescência, o meu, e dos meus pais . Sempre com um sigilo inquebrável com os segredos de ambos os lados, disponibilizando sempre um conselho sábio .
Como vai ser daqui pra frente ? Vai ser ?
Eu sei, a vida continua, outros virão . Mas virão melhores ?
Amigos não são como os bens, você não pode, quando perder, comprar um outro pra suprir as necessidades do anterior . Simplesmente não pode . Infelizmente . Ninguém suprirá as necessidades como eles . Acredito na individualidade das pessoas, e a deles, eu amo . Assim, amor .
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