Voltando da casa de um amigo ontem, no carro, meus olhos se depararam com uns 5 casaizinhos, que apaixonados, trocavam beijos, assim, no meio da rua, no meio da noite ...
Me encanta a espontaneidade dos apaixonados, é algo exclusivo deles ( nosso ? ) . Não adianta, nada sequer se compara !
O esperar paciente por uma ligação, o sorriso incansável no rosto, o brilho constante nos olhos, o coração acelerado no peito antes de um encontro ... Tá, isso é coisa de começo, é coisa de início . Mas e se isso tudo continua acontecendo, mesmo depois do fim ?
Aí quer dizer que é amor mesmo ?
domingo, 30 de novembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
Warning : TPM III
Inconsequência é algo que eu odeio nas pessoas . Sou completamente submissa à minha, à paixão com que levo, e vivo a vida . Mas a minha nunca fere ninguém, no máximo me fere . E mesmo quando isso acontece, quem lida com o sofrimento sou eu .
Da minha maneira torta e nada eficaz, mas lido .
Porque sou inconsequente com a minha vida, procuro evitar ao máximo, envolver terceiros nela . E sempre quando inevitavelmente outros serão envolvidos, eu procuro me colocar no lugar da pessoa, e no fim, acabo não falando, ou fazendo nada . Por algo que se aproxima do amor, da consideração . Ou ainda, como na maioria das vezes, por bom senso .
Posso postar aqui com certa frequência, expôr situações do meu cotidiano, dizer o que penso, e o que não penso, o que sinto e o que não sinto, sobre determinados assuntos, coisas e pessoas ... Mas muito do que eu penso, muito do que eu sou, eu não saio gritando por aí . Tem muita coisa que eu já escrevi, que eu não mostro pra ninguém, quanto menos posto aqui .
Muito de mim são poucos os ( des )privilegiados que tem acesso . Meus sentimentos, pensamentos e idéias, eu só abro à uns pouquíssimos, a maioria, no máximo pra minha mãe, ou pra Neguinha .
E até mesmo pra elas, eu encontro certa dificuldade em me abrir .
Agora, me diz, o que diabos eu deveria fazer, quando a única pessoa com quem eu fui 100% sincera o tempo todo, sobre tudo, simplesmente me expõe ?
Não por maldade, nem por falta de consideração . Lá sei eu porque .
Por desatenção ?
É justificável ?
Da minha maneira torta e nada eficaz, mas lido .
Porque sou inconsequente com a minha vida, procuro evitar ao máximo, envolver terceiros nela . E sempre quando inevitavelmente outros serão envolvidos, eu procuro me colocar no lugar da pessoa, e no fim, acabo não falando, ou fazendo nada . Por algo que se aproxima do amor, da consideração . Ou ainda, como na maioria das vezes, por bom senso .
Posso postar aqui com certa frequência, expôr situações do meu cotidiano, dizer o que penso, e o que não penso, o que sinto e o que não sinto, sobre determinados assuntos, coisas e pessoas ... Mas muito do que eu penso, muito do que eu sou, eu não saio gritando por aí . Tem muita coisa que eu já escrevi, que eu não mostro pra ninguém, quanto menos posto aqui .
Muito de mim são poucos os ( des )privilegiados que tem acesso . Meus sentimentos, pensamentos e idéias, eu só abro à uns pouquíssimos, a maioria, no máximo pra minha mãe, ou pra Neguinha .
E até mesmo pra elas, eu encontro certa dificuldade em me abrir .
Agora, me diz, o que diabos eu deveria fazer, quando a única pessoa com quem eu fui 100% sincera o tempo todo, sobre tudo, simplesmente me expõe ?
Não por maldade, nem por falta de consideração . Lá sei eu porque .
Por desatenção ?
É justificável ?
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Sentimentos recrimináveis ..
Certas coisas não deveriam ser ditas . Ainda mais em algo como um blog, que o mundo inteiro tem acesso . Mas a transparência é apenas um, dos meus muitos opostos . Consigo fingir o que quiser, o quanto quiser, pra quem eu quiser . Mas quando escrevo algo de mim só revela minhas verdades . As mentiras são silenciadas .
Em uma festa improvável, que eu nunca me imaginei indo, o conheci . Não dei moral ! Conheci outros caras aparentemente mais interessantes na mesma noite . Meia hora depois nem do seu nome me lembrava ... Tá, ele era bonitinho . Alto, com um sorriso lindo ... Mas e daí ?
No sábado seguinte, ele veio aqui em casa . Silencioso, como se com vergonha, não falou quase nada no tempo em que esteve lá . Eu ria, sabia das intenções dele . Sua confidente era ( é ) minha melhor amiga . Por motivos que a memória apagou, começamos a conversar . Cada vez mais e mais e mais . A vontade de falar com ele aumentava ... Até que um dia, depois de mudar de idéia mil vezes, decidi por dar uma chance . Dei ! Isso se deu em uma quinta, alguns encontrinhos furtivos depois ... Ficamos, em uma terça, no cinema . Jogo De Amor Em Las Vegas .
Eu sentia pressa em falar com ele, em ver como tinha sido seu dia, em descobrir como ele tava ... E passei a sentir prazer com coisinhas pequenas, ligações, mensagens .. Era o celular vibrar e meu coraçao palpitava, pulava inconsolável dentro do peito . Nada tinha graça se não era dele . Ninguém tinha graça se não era ele . Mudei, por um cara . Pela primeira vez !
Levava comigo um sorriso esticado, um brilho nos olhos perceptível até a quem não me conhecia .
Tava experimentando o amor, pô !
Sabia que ele não era um qualquer, que tinha alguma coisa diferente, nele, na gente . Nunca experimentei nada sequer parecido ... Poderia passar um dia inteiro com ele, sem dizer nada, sem fazer nada, sem enjoar, só querendo mais . Poderia brigar com todos os meus amigos, enfrentar verdadeiras guerras com a minha família, me afastar de todo mundo .. Por ele ! Por nós !
Andei sentindo falta disso . E diabos, não tô acostumada com isso . Nunca sinto falta de relacionamentos, sempre acho alguém pra substituir . Sempre funciona ! Não quis, vai ver ele é mesmo, insubstituível . Tenho resgatado meus sentimentos por ele . E é tudo como antes . Não tudo, algo de mim é racional ainda .
Que me julguem, que me derrubem com palavras . Se não com ele, se não ele, quem ?
Pela segunda vez, é amor .
Em uma festa improvável, que eu nunca me imaginei indo, o conheci . Não dei moral ! Conheci outros caras aparentemente mais interessantes na mesma noite . Meia hora depois nem do seu nome me lembrava ... Tá, ele era bonitinho . Alto, com um sorriso lindo ... Mas e daí ?
No sábado seguinte, ele veio aqui em casa . Silencioso, como se com vergonha, não falou quase nada no tempo em que esteve lá . Eu ria, sabia das intenções dele . Sua confidente era ( é ) minha melhor amiga . Por motivos que a memória apagou, começamos a conversar . Cada vez mais e mais e mais . A vontade de falar com ele aumentava ... Até que um dia, depois de mudar de idéia mil vezes, decidi por dar uma chance . Dei ! Isso se deu em uma quinta, alguns encontrinhos furtivos depois ... Ficamos, em uma terça, no cinema . Jogo De Amor Em Las Vegas .
Eu sentia pressa em falar com ele, em ver como tinha sido seu dia, em descobrir como ele tava ... E passei a sentir prazer com coisinhas pequenas, ligações, mensagens .. Era o celular vibrar e meu coraçao palpitava, pulava inconsolável dentro do peito . Nada tinha graça se não era dele . Ninguém tinha graça se não era ele . Mudei, por um cara . Pela primeira vez !
Levava comigo um sorriso esticado, um brilho nos olhos perceptível até a quem não me conhecia .
Tava experimentando o amor, pô !
Sabia que ele não era um qualquer, que tinha alguma coisa diferente, nele, na gente . Nunca experimentei nada sequer parecido ... Poderia passar um dia inteiro com ele, sem dizer nada, sem fazer nada, sem enjoar, só querendo mais . Poderia brigar com todos os meus amigos, enfrentar verdadeiras guerras com a minha família, me afastar de todo mundo .. Por ele ! Por nós !
Andei sentindo falta disso . E diabos, não tô acostumada com isso . Nunca sinto falta de relacionamentos, sempre acho alguém pra substituir . Sempre funciona ! Não quis, vai ver ele é mesmo, insubstituível . Tenho resgatado meus sentimentos por ele . E é tudo como antes . Não tudo, algo de mim é racional ainda .
Que me julguem, que me derrubem com palavras . Se não com ele, se não ele, quem ?
Pela segunda vez, é amor .
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Em exposição : clichês indubitáveis
Odeio que até mesmo suas fotos me são tentadoras .
Odeio a forma como você mexe comigo .
Odeio o jeito que eu fico toda vez que você me liga .
Odiei o jeito idiota, e o sorriso esticado que eu fiquei depois que te vi na sexta .
Odeio imaginar que você anda doando um pouco da minha boca pra qualquer uma . Ou pra uma em especial .
Odeio pensar que você não é mais '' todo meu '' . E que talvez nem volte mais a ser .
Odeio meu pai por ser abominável ao ponto de me impedir de viver a minha vida, exercer minha felicidade, minha inconsequência, meus amores .
Odeio essa distância que separa a gente, que me impede de ver-te todos os dias, todas as horas .
Odeio o seu rosto perfeitamente arquitetado pra me tentar .
Odeio a forma como nossas bocas se encaixam, o que torna tudo mais impossível de ser esquecido .
Odeio o sorriso que você me deu aquele dia dentro do carro, odeio que ele não sai da minha cabeça, por mais que eu tente .
Odeio o jeito como a sua voz muda no telefone quando é a minha qu está no outro lado da linha .
Odeio suas imitações, e como todas elas me levam até a exaustão de tanto rir .
Odeio as coisas que você me fala .
Odeio o jeito como você sussurrava no meu ouvido que me amava .
Odeio o jeito como isso me arrepiava . Como tudo me arrepiava .
Odeio as minúscias do seu corpo que eu decorei, que vem me assombrar de vez em sempre .
Odeio a lembrança da sua voz embriagada em prazeres que me dizia '' não dá pra parar, não dá '' .
Odeio as vezes que meu telefone toca, e não é a sua foto que aparece na tela .
Odeio quando não é você .
Odeio quem não é você .
Odeio estar sentindo frio na barriga, só em escrever essas coisas .
Odeio não ter pra quem escrever besteirinhas todos os dias .
Odeio não querer ter mais ninguém, a não ser você .
Odeio quando eu sinto seu cheiro nas pessoas, odeio a vontade de você que me dá toda vez que isso acontece .
Odeio lembrar das vezes em que o mesmo cheiro impregnou em mim, e o quanto eu amava aquilo .
Odeio lembrar que não somos o que um dia fomos . E que talvez nunca mais voltemos a ser .
Odeio ter que dividir sua atenção no msn .
Odeio esse bando de amigas que você tem, esse bando de fotos com elas .
Odeio imaginar coisas .
Odeio sonhar com você, acordar pensando, passar o dia lembrando .
Odeio a vontade sufocada de falar todas aquelas breguices que eu aprendi a gostar de dizer .
Odeio imaginar minhas mãos percorrendo suas costas e te dando cosquinhas .
Odeio imaginar-nos . E não poder realizar .
Odeio me pegar mordendo o lábio inferior toda vez que penso em você, em nós .
Odeio imaginar nos sábados a noite, que você tá em algum outro lugar, se entregando pra qualquer outra, qualquer uma .
Odeio lembrar da alegria incansável que só você me proporcionava .
Odeio sentir saudades .
Odeio ter que senti-la .
Odeio-a !
Acima de todos os acima .
Odeio te amar . Ainda !
Não me esquece, com ISSO eu não saberia lidar .
Odeio a forma como você mexe comigo .
Odeio o jeito que eu fico toda vez que você me liga .
Odiei o jeito idiota, e o sorriso esticado que eu fiquei depois que te vi na sexta .
Odeio imaginar que você anda doando um pouco da minha boca pra qualquer uma . Ou pra uma em especial .
Odeio pensar que você não é mais '' todo meu '' . E que talvez nem volte mais a ser .
Odeio meu pai por ser abominável ao ponto de me impedir de viver a minha vida, exercer minha felicidade, minha inconsequência, meus amores .
Odeio essa distância que separa a gente, que me impede de ver-te todos os dias, todas as horas .
Odeio o seu rosto perfeitamente arquitetado pra me tentar .
Odeio a forma como nossas bocas se encaixam, o que torna tudo mais impossível de ser esquecido .
Odeio o sorriso que você me deu aquele dia dentro do carro, odeio que ele não sai da minha cabeça, por mais que eu tente .
Odeio o jeito como a sua voz muda no telefone quando é a minha qu está no outro lado da linha .
Odeio suas imitações, e como todas elas me levam até a exaustão de tanto rir .
Odeio as coisas que você me fala .
Odeio o jeito como você sussurrava no meu ouvido que me amava .
Odeio o jeito como isso me arrepiava . Como tudo me arrepiava .
Odeio as minúscias do seu corpo que eu decorei, que vem me assombrar de vez em sempre .
Odeio a lembrança da sua voz embriagada em prazeres que me dizia '' não dá pra parar, não dá '' .
Odeio as vezes que meu telefone toca, e não é a sua foto que aparece na tela .
Odeio quando não é você .
Odeio quem não é você .
Odeio estar sentindo frio na barriga, só em escrever essas coisas .
Odeio não ter pra quem escrever besteirinhas todos os dias .
Odeio não querer ter mais ninguém, a não ser você .
Odeio quando eu sinto seu cheiro nas pessoas, odeio a vontade de você que me dá toda vez que isso acontece .
Odeio lembrar das vezes em que o mesmo cheiro impregnou em mim, e o quanto eu amava aquilo .
Odeio lembrar que não somos o que um dia fomos . E que talvez nunca mais voltemos a ser .
Odeio ter que dividir sua atenção no msn .
Odeio esse bando de amigas que você tem, esse bando de fotos com elas .
Odeio imaginar coisas .
Odeio sonhar com você, acordar pensando, passar o dia lembrando .
Odeio a vontade sufocada de falar todas aquelas breguices que eu aprendi a gostar de dizer .
Odeio imaginar minhas mãos percorrendo suas costas e te dando cosquinhas .
Odeio imaginar-nos . E não poder realizar .
Odeio me pegar mordendo o lábio inferior toda vez que penso em você, em nós .
Odeio imaginar nos sábados a noite, que você tá em algum outro lugar, se entregando pra qualquer outra, qualquer uma .
Odeio lembrar da alegria incansável que só você me proporcionava .
Odeio sentir saudades .
Odeio ter que senti-la .
Odeio-a !
Acima de todos os acima .
Odeio te amar . Ainda !
Não me esquece, com ISSO eu não saberia lidar .
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Como sempre, gerando reflexão né gato ?
Fiquei absorta em pensamentos quase a noite inteira, os desgraçados me tiraram o sono !
Têm sempre um lado meu que eu desconheço, uma característica minha que eu não tinha nem sequer tomado conhecimento ... e se tinha, de um jeitinho, ou de outro, o bastardo tem a putíssima capacidade de me tirar do meu conformismo .
Não que mudanças não sejam necessárias . Sempre são !
E eu vivo delas . Afinal, quem diabos muda mais que eu ?
Essa, talvez a mais necessária de todas, me assuta demais . Sério !
Sabe, é como se minhas tristezas fossem um machucadinho incômodo e doído, que eu, achando que assim posso curá-lo, coloco um band aid aqui e ali . Por pressa, e até, ou principalmente, por medo dos curativos corretos . No fundo, eu sei que não dá . Que não cura ! Que por mais que a proteção esteja ali, só faz abafar o machucado . O que de maneira alguma significa que ele possa ser curado daquela forma !
Eu sempre soube que esse meu mecanismo era falho .
Falho nada, fracassado .
Mas tem coisas, que a gente vai carregando consigo no decorrer da vida, coisas que por mais que saibamos que estão erradas, por medo das consequências, ou da própria mudança em si, deixamos ali, paradas . Meu caso não é diferente .
Pode ser por covardia, mas diabos, ninguém sabe, talvez nem eu, de tudo o que eu passei . Ninguém ! Ninguém sabe porque eu me tornei esse ser incapaz de demonstrar sentimentos ...
Se eu conto minhas mentiras, é porque grande parte, maioria, ou até todas, as minhas verdades são indizíveis .
É porque eu, mais que ninguém, as temo ! Como nunca . Como nada !
Se rio desesperadamente toda vez quando tudo o que quero é desidratar-me em lágrimas, é porque temo um choro eterno .
Mas vá lá, vejamos se com a minha transparência você lida . Vejamos . Veremos !
Têm sempre um lado meu que eu desconheço, uma característica minha que eu não tinha nem sequer tomado conhecimento ... e se tinha, de um jeitinho, ou de outro, o bastardo tem a putíssima capacidade de me tirar do meu conformismo .
Não que mudanças não sejam necessárias . Sempre são !
E eu vivo delas . Afinal, quem diabos muda mais que eu ?
Essa, talvez a mais necessária de todas, me assuta demais . Sério !
Sabe, é como se minhas tristezas fossem um machucadinho incômodo e doído, que eu, achando que assim posso curá-lo, coloco um band aid aqui e ali . Por pressa, e até, ou principalmente, por medo dos curativos corretos . No fundo, eu sei que não dá . Que não cura ! Que por mais que a proteção esteja ali, só faz abafar o machucado . O que de maneira alguma significa que ele possa ser curado daquela forma !
Eu sempre soube que esse meu mecanismo era falho .
Falho nada, fracassado .
Mas tem coisas, que a gente vai carregando consigo no decorrer da vida, coisas que por mais que saibamos que estão erradas, por medo das consequências, ou da própria mudança em si, deixamos ali, paradas . Meu caso não é diferente .
Pode ser por covardia, mas diabos, ninguém sabe, talvez nem eu, de tudo o que eu passei . Ninguém ! Ninguém sabe porque eu me tornei esse ser incapaz de demonstrar sentimentos ...
Se eu conto minhas mentiras, é porque grande parte, maioria, ou até todas, as minhas verdades são indizíveis .
É porque eu, mais que ninguém, as temo ! Como nunca . Como nada !
Se rio desesperadamente toda vez quando tudo o que quero é desidratar-me em lágrimas, é porque temo um choro eterno .
Mas vá lá, vejamos se com a minha transparência você lida . Vejamos . Veremos !
domingo, 23 de novembro de 2008
(in)descriçao
Há tempos não encontro algo útil o bastante pra escrever . Nada me inspira .
Descrever-me-ei . Isso sim, inspira !
Não tenho medo de me jogar na vida, viver minha idade, lidar com as ( in )consequências, com as minhas, alheias ... Não tenho medo de me apaixonar, do amor, de relacionamentos, amizades, segredos ... Não tenho dificuldade alguma em perdoar, confiar, amar, e esquecer . Taí . Nenhuma ! Estranho, porque eu não pedi pra ser assim, já quis muito morrer de amores por alguém . Nunca consegui . Vai ver é porque nunca me apaixonei de verdade . Mas duvido que seja isso !
Se amor puder ser identificado com aquele friozinho na barriga, a falta de ar, as mãos trêmulas . Então eu já me apaixonei . Apaixonada estou .
Não entendo absolutamente nada sobre constância, sou a pessoa mais inconstante que conheço . E acho que sem essa minha instabilidade não saberia viver ! Não me imagino sem, nada poderia me traduzir melhor . Na-da ! Não gosto de monotonia, de namoro sem discussões calorosas sobre as coisas mais idiotas imagináveis .
Não imagino minha vida sem minha mãezinha, sem algumas poucas amizades maravilhosas que construí ao longo da mesma .
Não guardo segredos, os meus especialmente . Os alheios pra minha desgraça ou salvação esqueço em questão de horas ... Minha vida sempre foi livro aberto . De livre acesso ! Não que as pessoas precisassem de uma autorização minha . Ao contrário, algumas até gostam de escrever minhas histórias como melhor lhes parece . Mas nem isso me incomoda .
Não gosto de preconceito . De verdade ! Adoro pessoas, suas intimidades, seus segredos, passados e presente obscuros . Adoro as escolhas que fazem .
Não sei o que é passar um dia inteiro com o mesmo humor . Mudo de alegria transparente, pra tristeza sufocada em questão de minutos ! Mudo de gostos, de estilo, de amores quando melhor me parece ! E adoro o quanto me surpreendo comigo mesma no caminho .
Sinto saudades de tudo . Mas nunca falta . NUNCA ! De uma forma ou outra, eu me completo . Ninguém sai da minha vida levando pedaços de mim . Sou terrivelmente independente !
Terrivelmente inconsequente .
Terrivelmente apaixonada .
Terrivelmente indescritível !
Descrever-me-ei . Isso sim, inspira !
Não tenho medo de me jogar na vida, viver minha idade, lidar com as ( in )consequências, com as minhas, alheias ... Não tenho medo de me apaixonar, do amor, de relacionamentos, amizades, segredos ... Não tenho dificuldade alguma em perdoar, confiar, amar, e esquecer . Taí . Nenhuma ! Estranho, porque eu não pedi pra ser assim, já quis muito morrer de amores por alguém . Nunca consegui . Vai ver é porque nunca me apaixonei de verdade . Mas duvido que seja isso !
Se amor puder ser identificado com aquele friozinho na barriga, a falta de ar, as mãos trêmulas . Então eu já me apaixonei . Apaixonada estou .
Não entendo absolutamente nada sobre constância, sou a pessoa mais inconstante que conheço . E acho que sem essa minha instabilidade não saberia viver ! Não me imagino sem, nada poderia me traduzir melhor . Na-da ! Não gosto de monotonia, de namoro sem discussões calorosas sobre as coisas mais idiotas imagináveis .
Não imagino minha vida sem minha mãezinha, sem algumas poucas amizades maravilhosas que construí ao longo da mesma .
Não guardo segredos, os meus especialmente . Os alheios pra minha desgraça ou salvação esqueço em questão de horas ... Minha vida sempre foi livro aberto . De livre acesso ! Não que as pessoas precisassem de uma autorização minha . Ao contrário, algumas até gostam de escrever minhas histórias como melhor lhes parece . Mas nem isso me incomoda .
Não gosto de preconceito . De verdade ! Adoro pessoas, suas intimidades, seus segredos, passados e presente obscuros . Adoro as escolhas que fazem .
Não sei o que é passar um dia inteiro com o mesmo humor . Mudo de alegria transparente, pra tristeza sufocada em questão de minutos ! Mudo de gostos, de estilo, de amores quando melhor me parece ! E adoro o quanto me surpreendo comigo mesma no caminho .
Sinto saudades de tudo . Mas nunca falta . NUNCA ! De uma forma ou outra, eu me completo . Ninguém sai da minha vida levando pedaços de mim . Sou terrivelmente independente !
Terrivelmente inconsequente .
Terrivelmente apaixonada .
Terrivelmente indescritível !
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
( ! )
Sentada, com o laptop a minha frente há algumas horas, cansada de não fazer absolutamente nada, fechei os olhos, e tentei imaginar como serei eu, daqui uns anos . Como sou eu, hoje . O que sou e o que não, e porque ... O tema gera discussões calorosas, porque nem eu mesma consigo me definir por completo, e isso é algo que eu adoro em mim .
Ao mesmo tempo, desgosto .
Seria ótimo conhecer-me por completo, para ter minhas reações calculadas, respostas pra todas as perguntas ... Adoro meu espírito livre, minha autêntica inconsequência, gosto de dizer que sou movida pelo meu coração .
Ao mesmo tempo, desgosto .
Invejo aquelas pessoas frias, ou que pelo menos aparentam ser . Imunes a tudo e qualquer coisa . Sério . Eu não sei ser assim, não mesmo ! Posso até parecer '' seguríssima '' com minhas palavras, com um olhar indiferente e às vezes até com meu jeito de andar . Mas algo em mim sempre me denuncia .
Ficar em casa, sozinha, com o caso mais mal resolvido da sua vida, e não sentir nada, seria anormal . O normal seria demonstrar indiferença, ou não ? Com meus atos eu me esquivava, minha boca repetia '' não, não e não '' . Mas minhas mãos tremiam . Isso aí ! Tremiam ( !!! ) . E não era como se meu coraçao palpitasse dentro do peito, como se minhas mãos soassem, e o coração implorasse pelo que provavelmente se sucederia . Não mesmo !
Mas eu tremia, patética . Tremia ! Sorte a minha, é que tenho uma habilidade indesejadíssima de sobre assuntos sérios, fazer piadinhas, dar risada . Tava perdida . Me acabei de rir depois, mais tarde, sozinha . De mim mesma !
Para minha própria surpresa, resisti . É ! E olha que tava tudo escuro, e estávamos completamente sozinhos - e eu adoro os desejos e contornos contorcidos produzidos pela escuridão solitária quando tenho companhia .
Tô feliz ! Tô mesmo ! Adoro reviver o passado, revirar ( reviver ? ) sentimentos revirados e apagados pelo esquecimento .
Mas prefiro muito mais viver o dia, como se a noite trouxesse o apocalipse da minha existência .
Ao mesmo tempo, desgosto .
Seria ótimo conhecer-me por completo, para ter minhas reações calculadas, respostas pra todas as perguntas ... Adoro meu espírito livre, minha autêntica inconsequência, gosto de dizer que sou movida pelo meu coração .
Ao mesmo tempo, desgosto .
Invejo aquelas pessoas frias, ou que pelo menos aparentam ser . Imunes a tudo e qualquer coisa . Sério . Eu não sei ser assim, não mesmo ! Posso até parecer '' seguríssima '' com minhas palavras, com um olhar indiferente e às vezes até com meu jeito de andar . Mas algo em mim sempre me denuncia .
Ficar em casa, sozinha, com o caso mais mal resolvido da sua vida, e não sentir nada, seria anormal . O normal seria demonstrar indiferença, ou não ? Com meus atos eu me esquivava, minha boca repetia '' não, não e não '' . Mas minhas mãos tremiam . Isso aí ! Tremiam ( !!! ) . E não era como se meu coraçao palpitasse dentro do peito, como se minhas mãos soassem, e o coração implorasse pelo que provavelmente se sucederia . Não mesmo !
Mas eu tremia, patética . Tremia ! Sorte a minha, é que tenho uma habilidade indesejadíssima de sobre assuntos sérios, fazer piadinhas, dar risada . Tava perdida . Me acabei de rir depois, mais tarde, sozinha . De mim mesma !
Para minha própria surpresa, resisti . É ! E olha que tava tudo escuro, e estávamos completamente sozinhos - e eu adoro os desejos e contornos contorcidos produzidos pela escuridão solitária quando tenho companhia .
Tô feliz ! Tô mesmo ! Adoro reviver o passado, revirar ( reviver ? ) sentimentos revirados e apagados pelo esquecimento .
Mas prefiro muito mais viver o dia, como se a noite trouxesse o apocalipse da minha existência .
domingo, 16 de novembro de 2008
Falando em segundas chances ...
Ninguém, ninguém mesmo nunca brigou com nenhum amigo, com nenhum namorado . A vida é disso também, de atritos . Mas é também de segundas chances . Quantas vezes, depois de uma resposta mal pensada, depois de uma briguinha inútil, nosso coração não nos implorou por um pedido de desculpas à pessoa ofendida ? Quantas vezes em um namoro, é preciso reavaliar tudo, dar uma nova chance a ambos ? Quantos melhores amizades não são construídas assim, em altos e baixos ?
Quando eu fiz esse blog, prometi pra mim que não ia abordar temas que não devem ser discutidos, como religião e futebol . Mas como não ? O objetivo disso tudo não é me expor ? Pôr em palavras o que me corrói por dentro ? O que implora por sair ? Pois bem ..
Eu tenho um amigo, não é meu melhor, por mais que ele queira, e que eu muito tente . Não é .
Sabe, tem um outro cara, que faz de tudo pra atrapalhar, e o que é pior, ele quase sempre é bem sucedido em suas tentativas . O que é patético, porque eu sei que ele não quer meu bem, ao contrário, ele quer minha ruína . Mas esse meu amigo, esse que tanto me quer, luta por mim, TODOS os dias . Ele sussura no meu ouvido o que eu devo fazer, nas situações mais simples, e nas mais complexas . E no fim eu acabo percebendo, que se eu tivesse escutado o sussuro, tudo teria dado certo .
E não importa o quanto eu o magoe, quantas promessas eu faça, e não cumpra . Não importa em quantas tentativas eu tenha falhado . Não importa quão cabeça dura, ou quão inconsequente eu seja, ele sempre me dá uma segunda chance ! Sem-pre !
O que deixa tudo mais incompreensível ainda, porque ele sabe, simplesmente sabe, que eu VOU errar de novo . De um jeitinho diferente . Ou cometendo o mesmo erro pelo qual pedi perdão horas antes . Agora, me expliquem, que amizade, que amor é esse ? Incondicional assim ? Agora, me expliquem, como tem gente que prefere acreditar em explosões criadoras, que preferem acreditar no acaso . Quem é idiota o bastante, pra depositar sua própria vida, nas mãos de ninguém ... nas mãos do destino ?
Tá, eu posso sim estar enganada, não sou conhecedora exemplar desses assuntos, não discutiria meia hora com argumentos convincentes . Eu posso estar enganada - duvido ! - mas prefiro viver minha suposta mentira ( quão doce é !!! ), acreditando que tem sim, alguém que luta por mim todos os dias, e que tem lutado, antes mesmo de eu nascer, à acreditar em sei lá . No nada !
Prefiro ter aonde depositar minhas esperanças de um mundo melhor . Um mundo eterna e infinitamente melhor .
Quando eu fiz esse blog, prometi pra mim que não ia abordar temas que não devem ser discutidos, como religião e futebol . Mas como não ? O objetivo disso tudo não é me expor ? Pôr em palavras o que me corrói por dentro ? O que implora por sair ? Pois bem ..
Eu tenho um amigo, não é meu melhor, por mais que ele queira, e que eu muito tente . Não é .
Sabe, tem um outro cara, que faz de tudo pra atrapalhar, e o que é pior, ele quase sempre é bem sucedido em suas tentativas . O que é patético, porque eu sei que ele não quer meu bem, ao contrário, ele quer minha ruína . Mas esse meu amigo, esse que tanto me quer, luta por mim, TODOS os dias . Ele sussura no meu ouvido o que eu devo fazer, nas situações mais simples, e nas mais complexas . E no fim eu acabo percebendo, que se eu tivesse escutado o sussuro, tudo teria dado certo .
E não importa o quanto eu o magoe, quantas promessas eu faça, e não cumpra . Não importa em quantas tentativas eu tenha falhado . Não importa quão cabeça dura, ou quão inconsequente eu seja, ele sempre me dá uma segunda chance ! Sem-pre !
O que deixa tudo mais incompreensível ainda, porque ele sabe, simplesmente sabe, que eu VOU errar de novo . De um jeitinho diferente . Ou cometendo o mesmo erro pelo qual pedi perdão horas antes . Agora, me expliquem, que amizade, que amor é esse ? Incondicional assim ? Agora, me expliquem, como tem gente que prefere acreditar em explosões criadoras, que preferem acreditar no acaso . Quem é idiota o bastante, pra depositar sua própria vida, nas mãos de ninguém ... nas mãos do destino ?
Tá, eu posso sim estar enganada, não sou conhecedora exemplar desses assuntos, não discutiria meia hora com argumentos convincentes . Eu posso estar enganada - duvido ! - mas prefiro viver minha suposta mentira ( quão doce é !!! ), acreditando que tem sim, alguém que luta por mim todos os dias, e que tem lutado, antes mesmo de eu nascer, à acreditar em sei lá . No nada !
Prefiro ter aonde depositar minhas esperanças de um mundo melhor . Um mundo eterna e infinitamente melhor .
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Compositores
Aprendi, que ninguém, absolutamente ninguém, passa na nossa vida sem deixar um pouquinho de si, nem que seja uma ínfima parcela, deixa !
Levando esse pensamento adiante, descobri que nada do que eu sou, é mérito meu . Na-da . Tá, me virei sozinha, superei as dificuldades, venci os problemas, sozinha . Pelo menos a maioria deles . Posso me dizer auto-suficiente, mas a forma que aprendi a lidar com a vida, com as pessoas, com tudo, e até mesmo a minha auto-suficiência, aprendi com gente que passou e com alguns que ainda passam pela minha vida !
Com meu primeiro namoradinho eu aprendi a importância da fidelidade nos relacionamentos, aprendizado que só fui colocar em prática com meu último . Com esse aprendi que demonstrar carinho, não é ruim . Ao contrário, é bom, e bastante, pra ambos !
Com um determinado grupo de amigos da escola, aprendi que preconceito nunca acrescenta nada . Nunca . Ao contrário, limita ! Aprendi que as pessoas devem fazer o que julgam ser certo pra alcançar a própria felicidade . Que ninguém, é alguém o bastante pra julgar outrém . Se o único que tem direito de fazê-lo, perdoa, e aceita, porque eu deveria agir de maneira diferente ?
Com alguns amigos da igreja, aprendi que por mais que pra mim não mude nada, não me atrapalhe em nada, certos tipos de atitude, pode - e vão - servir como pedra de tropeço pra outros . Com um específico aprendi que eu sou uma princesa, e que não devo permitir que me tratem como se eu fosse qualquer outra coisa senão uma .
Com a minha mãe - pra minha ruína ou benefício - aprendi que devemos oferecer perdão quantas milhares de vezes se fizer necessário . Com meu pai aprendi a ser perseverante, a lutar até a última gota por aquilo que realmente se quer !
Com uma amiga da minha mãe, a Lélis, aprendi que meus maiores problemas, não são nada pra Deus, e que devo entregá-los nas mãos dEle, esquecer, e esperar . Com uma outra aprendi a ser simples, desprendida de coisas materiais, humilde .
( não consegui praticar )
Com um bonitinho aprendi a importância de conversar olhando no olho da pessoa .
( idem )
Com um namoradinho de escola inconstante, percebi quão destrutivo pode ser o maldito ciúmes, dentro, e fora de um relacionamento .
Com a minha irmã aprendi que mudanças radicalíssimas são extremamente possíveis, se você tem a pessoa certa, e sua confiança depositada no lugar correto .
( ... )
A todos, todos mesmo . Obrigado !
Levando esse pensamento adiante, descobri que nada do que eu sou, é mérito meu . Na-da . Tá, me virei sozinha, superei as dificuldades, venci os problemas, sozinha . Pelo menos a maioria deles . Posso me dizer auto-suficiente, mas a forma que aprendi a lidar com a vida, com as pessoas, com tudo, e até mesmo a minha auto-suficiência, aprendi com gente que passou e com alguns que ainda passam pela minha vida !
Com meu primeiro namoradinho eu aprendi a importância da fidelidade nos relacionamentos, aprendizado que só fui colocar em prática com meu último . Com esse aprendi que demonstrar carinho, não é ruim . Ao contrário, é bom, e bastante, pra ambos !
Com um determinado grupo de amigos da escola, aprendi que preconceito nunca acrescenta nada . Nunca . Ao contrário, limita ! Aprendi que as pessoas devem fazer o que julgam ser certo pra alcançar a própria felicidade . Que ninguém, é alguém o bastante pra julgar outrém . Se o único que tem direito de fazê-lo, perdoa, e aceita, porque eu deveria agir de maneira diferente ?
Com alguns amigos da igreja, aprendi que por mais que pra mim não mude nada, não me atrapalhe em nada, certos tipos de atitude, pode - e vão - servir como pedra de tropeço pra outros . Com um específico aprendi que eu sou uma princesa, e que não devo permitir que me tratem como se eu fosse qualquer outra coisa senão uma .
Com a minha mãe - pra minha ruína ou benefício - aprendi que devemos oferecer perdão quantas milhares de vezes se fizer necessário . Com meu pai aprendi a ser perseverante, a lutar até a última gota por aquilo que realmente se quer !
Com uma amiga da minha mãe, a Lélis, aprendi que meus maiores problemas, não são nada pra Deus, e que devo entregá-los nas mãos dEle, esquecer, e esperar . Com uma outra aprendi a ser simples, desprendida de coisas materiais, humilde .
( não consegui praticar )
Com um bonitinho aprendi a importância de conversar olhando no olho da pessoa .
( idem )
Com um namoradinho de escola inconstante, percebi quão destrutivo pode ser o maldito ciúmes, dentro, e fora de um relacionamento .
Com a minha irmã aprendi que mudanças radicalíssimas são extremamente possíveis, se você tem a pessoa certa, e sua confiança depositada no lugar correto .
( ... )
A todos, todos mesmo . Obrigado !
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Dedicado ..
O dia ontem foi intenso, cansativo, mas muito bem aproveitado .
Como se cada momento da tarde de ontem tivesse sido fotografado pela memória . Posso lembrar de nós 4 ( o quinto elemento ainda não nos compreende ) nos acabando em risos, enquanto devorávamos nosso último frapuccino, o jeitinho tímido com que voltou para o carro, depois de TRINTA minutos de espera, nossa . Lembro das dobrinhas da Sofia, cada uma delas me despertou mínimas dez lágrimas depois que eles se foram . Lembro do Babiel aproveitando a banheira . Do Ivan na sacada com o meu pai, que pra evitar a melancolia da despedida, sugeria os assuntos mais estranhos ...
Dei por mim da situação toda, somente quando os vi sumindo com a porta do elevador fechando . Como se fosse a última vez que aquela cena tão frequentemente vista, aconteceria . Espero que não ! De verdade !
Não é como se nunca mais fossemos nos ver, mas ninguém compreende a intensidade dos laços que formamos ! Foram cinco anos de idas ao shopping, acampamentos de carnaval, festinhas de aniversário, noites do pijama, almoços, aniversários em pizzarias, em casas, churrascos, massas, batatadas, jantares, comemorações ...
E agora, todos os lugares que passo, carregam um pouquinho deles, todos ! Passando de carro pela Afonso, uma lembrança de um dos milhares de passeios explodiu na minha mente . Impregnou ! E só saiu de mim, quando as espergi em forma de lágrimas, dezenas delas .
São os tipos de amigos, que com o passar do tempo, te fazem ansear ainda mais as coisas boas, só pra ter motivo pra comemorar . Os melhores companheiros, para as mais diversas situações ...
Entraram pra minha história, definitivamente . E eu não tenho ninguém mais a agradecer, senão a Deus, que os dirigiu até aqui, até aquele primeiro almoço, há cinco anos atrás . Almoço que nos uniu até hoje !
Minha ficha ainda não caiu, não mesmo . Parece que eles foram viajar, que daqui uns dias vão voltar !
Sem mais, antes que eu me desidrate .
( À Ivan, Luciana, Gabriel e Sofia Saraiva )
Como se cada momento da tarde de ontem tivesse sido fotografado pela memória . Posso lembrar de nós 4 ( o quinto elemento ainda não nos compreende ) nos acabando em risos, enquanto devorávamos nosso último frapuccino, o jeitinho tímido com que voltou para o carro, depois de TRINTA minutos de espera, nossa . Lembro das dobrinhas da Sofia, cada uma delas me despertou mínimas dez lágrimas depois que eles se foram . Lembro do Babiel aproveitando a banheira . Do Ivan na sacada com o meu pai, que pra evitar a melancolia da despedida, sugeria os assuntos mais estranhos ...
Dei por mim da situação toda, somente quando os vi sumindo com a porta do elevador fechando . Como se fosse a última vez que aquela cena tão frequentemente vista, aconteceria . Espero que não ! De verdade !
Não é como se nunca mais fossemos nos ver, mas ninguém compreende a intensidade dos laços que formamos ! Foram cinco anos de idas ao shopping, acampamentos de carnaval, festinhas de aniversário, noites do pijama, almoços, aniversários em pizzarias, em casas, churrascos, massas, batatadas, jantares, comemorações ...
E agora, todos os lugares que passo, carregam um pouquinho deles, todos ! Passando de carro pela Afonso, uma lembrança de um dos milhares de passeios explodiu na minha mente . Impregnou ! E só saiu de mim, quando as espergi em forma de lágrimas, dezenas delas .
São os tipos de amigos, que com o passar do tempo, te fazem ansear ainda mais as coisas boas, só pra ter motivo pra comemorar . Os melhores companheiros, para as mais diversas situações ...
Entraram pra minha história, definitivamente . E eu não tenho ninguém mais a agradecer, senão a Deus, que os dirigiu até aqui, até aquele primeiro almoço, há cinco anos atrás . Almoço que nos uniu até hoje !
Minha ficha ainda não caiu, não mesmo . Parece que eles foram viajar, que daqui uns dias vão voltar !
Sem mais, antes que eu me desidrate .
( À Ivan, Luciana, Gabriel e Sofia Saraiva )
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Warning : TPM II
Tá, não fazem cinco minutos desde a última postagem, e cá estou eu escrevendo uma segunda .
Indignei-me . Fui dar uma checada nos meus visitantes recentes do orkut, e uma garota cuja origem eu desconheço completamente, cometeu uma falta abominável .
O plágio .
Sério . Não sei se isso só ME indigna, mas meo, quem escreve sabe, você muitas vezes se esmera pra escrever alguma coisa - não foi o caso do texto copiado pela guria -, pra ver lá, exposto na vitrine do imbecil orkut, como se fosse de outra pessoa . Como se fosse dela .
Como se não tivesse sido eu quem escreveu aquelas palavras .
Como se eu tivesse copiado !
Diabos, isso já tinha me ocorrido antes, mas eram meus amigos, e esses a gente perdoa fácil fácil .
Mas caramba, nem entre aspas ? Nem uma citaçãozinha entre parênteses ?
Nada !
Não sei se eu fico feliz, ou mais irritada - do que já estou ! Vai ver são os primeiros reconhecimentos dos meus textinhos pitorescos . Vai ver eu tô mandando bem ( duvido ! ), ao ponto de ela querer as honras pra si . Mas mesmo assim ... Cara, que raiva !
É imprescindível você dar créditos a quem escreveu . Se não fosse, qualquer idiota poderia dizer que foi escritor de uma obra de autores filhos da putíssima como sei lá, García Marquez .
Tô fazendo muito caso de um textinho escrito em meia hora né ? Mas ele é meu . E ninguém deveria tirar esse direito de mim .
É como se te roubassem um filho .
Juro !
Indignei-me . Fui dar uma checada nos meus visitantes recentes do orkut, e uma garota cuja origem eu desconheço completamente, cometeu uma falta abominável .
O plágio .
Sério . Não sei se isso só ME indigna, mas meo, quem escreve sabe, você muitas vezes se esmera pra escrever alguma coisa - não foi o caso do texto copiado pela guria -, pra ver lá, exposto na vitrine do imbecil orkut, como se fosse de outra pessoa . Como se fosse dela .
Como se não tivesse sido eu quem escreveu aquelas palavras .
Como se eu tivesse copiado !
Diabos, isso já tinha me ocorrido antes, mas eram meus amigos, e esses a gente perdoa fácil fácil .
Mas caramba, nem entre aspas ? Nem uma citaçãozinha entre parênteses ?
Nada !
Não sei se eu fico feliz, ou mais irritada - do que já estou ! Vai ver são os primeiros reconhecimentos dos meus textinhos pitorescos . Vai ver eu tô mandando bem ( duvido ! ), ao ponto de ela querer as honras pra si . Mas mesmo assim ... Cara, que raiva !
É imprescindível você dar créditos a quem escreveu . Se não fosse, qualquer idiota poderia dizer que foi escritor de uma obra de autores filhos da putíssima como sei lá, García Marquez .
Tô fazendo muito caso de um textinho escrito em meia hora né ? Mas ele é meu . E ninguém deveria tirar esse direito de mim .
É como se te roubassem um filho .
Juro !
Warning : TPM
Ando estranha, introspectiva, absorta em pensamentos demais . Todo mundo tem me falado isso .
Isso me irritou hoje, sério . Pô, eu tenho que ser a preocupada com os problemas alheios, a que sempre oferece a mão, a que disponibiliza os conselhos . A menina liberal da sala, com quem os meninos podem conversar sobre tudo, pedir conselhos sobre tudo ...
Só queria meus cinco minutos de paz sozinha, e não tive ! Compreendo que as pessoas por gostarem de mim se preocupam . Mas eu não preciso de babá . Todas - ou quase todas - as vezes em que precisei de colo, pedi . Não tô mal, sério . Só não posso dar nenhum passo em falso, não pisando no território alheio . Território esse, extremamente delicado .
Não aguentei, ficar calada estava me matando ! Manifestei meus mais profundos desejos e intenções hoje, pela primeira vez .
Escutar-me confessando pesou, e muito, na minha mente, e claro, no coração .
Será ?
Tudo é novo ( como sempre ), mas dessa vez não posso agir da forma como estou acostumada, impulsivamente . Cada movimento deve ser cuidadosamente calculado - ou não ? . Tenho que ter certeza absoluta de tudo e qualquer coisa !
( Essa é minha única certeza )
Sei lá, criar expectativas as vezes é bom, por mais que sejam mal fundamentadas, como '' castelo construído em areia '' . Posso muito bem cair do cavalo, mas não seria a primeira vez, e me faria bem .
Sentir na pele o que o fiz sentir .
Me odeio ! Sério . Tá, tava vivendo minha fase, toda a inconsequência da minha idade, mas e aí ? Errar com os outros é justificável ? E quando nem se tenta acertar, pelo menos não o suficiente ? O arrependimento nesses casos é válido ?
To-ma-ra !
Os que me conhecem devem estar esperando algum post emocionado de despedida . Ainda não me despedi por completo, graças a Deus, tenho mais algumas horas .
Tô aguentando o máximo que posso, pra não explodir em lágrimas .
E temo que isso vá acontecer a qualquer momento .
Isso me irritou hoje, sério . Pô, eu tenho que ser a preocupada com os problemas alheios, a que sempre oferece a mão, a que disponibiliza os conselhos . A menina liberal da sala, com quem os meninos podem conversar sobre tudo, pedir conselhos sobre tudo ...
Só queria meus cinco minutos de paz sozinha, e não tive ! Compreendo que as pessoas por gostarem de mim se preocupam . Mas eu não preciso de babá . Todas - ou quase todas - as vezes em que precisei de colo, pedi . Não tô mal, sério . Só não posso dar nenhum passo em falso, não pisando no território alheio . Território esse, extremamente delicado .
Não aguentei, ficar calada estava me matando ! Manifestei meus mais profundos desejos e intenções hoje, pela primeira vez .
Escutar-me confessando pesou, e muito, na minha mente, e claro, no coração .
Será ?
Tudo é novo ( como sempre ), mas dessa vez não posso agir da forma como estou acostumada, impulsivamente . Cada movimento deve ser cuidadosamente calculado - ou não ? . Tenho que ter certeza absoluta de tudo e qualquer coisa !
( Essa é minha única certeza )
Sei lá, criar expectativas as vezes é bom, por mais que sejam mal fundamentadas, como '' castelo construído em areia '' . Posso muito bem cair do cavalo, mas não seria a primeira vez, e me faria bem .
Sentir na pele o que o fiz sentir .
Me odeio ! Sério . Tá, tava vivendo minha fase, toda a inconsequência da minha idade, mas e aí ? Errar com os outros é justificável ? E quando nem se tenta acertar, pelo menos não o suficiente ? O arrependimento nesses casos é válido ?
To-ma-ra !
Os que me conhecem devem estar esperando algum post emocionado de despedida . Ainda não me despedi por completo, graças a Deus, tenho mais algumas horas .
Tô aguentando o máximo que posso, pra não explodir em lágrimas .
E temo que isso vá acontecer a qualquer momento .
domingo, 9 de novembro de 2008
E o medo ?
Sabe, tenho medo de amar, do amor .
Graças a Deus, tal medo nunca me impediu de fazer nada, idealizar nada . Viver nada . Mas mesmo assim, o medo está lá . E se um dia ele atacar ? Pô, eu tenho todos os motivos do universo pra não querer mais saber de nada, de ninguém . Já passei por muitas, muitas mesmo, apesar da pouca idade . Algumas delas - quase todas - foram péssimas . Viver sozinha seria a escolha mais segura - para todos ( ! ) . Mas quem aqui quer segurança ? O legal dos relacionamentos em geral, não são os altos e baixos ? Fazer as pazes, travar guerras por meia hora de atraso, por causa de uma saFADINHA que insistentemente dá em cima do seu namorado ... Sempre gostei de brigar, de argumentar até a exaustão, ir até o fim de uma discussão e ainda assim não resolver nada . Bom ou ruim, tenho vocação pra isso !
Nunca passei semanas, sequer dias, chorando por alguém . Hoje não sei se isso é bom . E se pra superar de fato, eu precisasse ter derramado aqueles litros de lágrimas que todas as minhas amigas estão acostumadas a derramar ? E se todos aqueles sentimentos existissem ainda ? E se eles só estiverem adormecidos, esperando o primeiro momento de fragilidade ( não são muitos ), pra ressurgir ?
E se ressurgirem todos de uma vez ?
E se no ressurgimento, eu descobrir que eu nem mesmo queria aquele fim ?
Me lembro de causos e romances do passado só quando já estou frágil sabe ? Porque minhas tristezas geralmente não tem motivo lógico . Eu fico triste, só . Me irrito, me indigno, brigo, sou grossa, arrogante, só . Sem motivo ! As vezes acho que vivo em constante tpm ou uma gravidez que não vai gerar um filho .
Nessas últimas duas semanas, eu tenho lembrado muito de um ex namorado, em como tudo estaria sendo se eu estivesse com ele até hoje . Completaríamos um ano em fevereiro . Nunca me envolvi com ninguém por mais de um mês . Com ele eu provavelmente teria conseguido, senão fosse pela minha imaturidade, inconsequência . Não acho que tenha feito errado . Estava magoando-o demais, e ficando magoada com isso . Mas não teria sido mais fácil simplesmente não magoá-lo ?
O foda nisso tudo, é que eu não posso voltar atrás . Nem sei se posso começar do zero . Nem sei se quero . Tenho quinze mil dúvidas . Nenhuma certeza .
E se for carência ?
E se for medo ?
E o medo ?
Qual seria ?
De ficar sozinha ?
Graças a Deus, tal medo nunca me impediu de fazer nada, idealizar nada . Viver nada . Mas mesmo assim, o medo está lá . E se um dia ele atacar ? Pô, eu tenho todos os motivos do universo pra não querer mais saber de nada, de ninguém . Já passei por muitas, muitas mesmo, apesar da pouca idade . Algumas delas - quase todas - foram péssimas . Viver sozinha seria a escolha mais segura - para todos ( ! ) . Mas quem aqui quer segurança ? O legal dos relacionamentos em geral, não são os altos e baixos ? Fazer as pazes, travar guerras por meia hora de atraso, por causa de uma saFADINHA que insistentemente dá em cima do seu namorado ... Sempre gostei de brigar, de argumentar até a exaustão, ir até o fim de uma discussão e ainda assim não resolver nada . Bom ou ruim, tenho vocação pra isso !
Nunca passei semanas, sequer dias, chorando por alguém . Hoje não sei se isso é bom . E se pra superar de fato, eu precisasse ter derramado aqueles litros de lágrimas que todas as minhas amigas estão acostumadas a derramar ? E se todos aqueles sentimentos existissem ainda ? E se eles só estiverem adormecidos, esperando o primeiro momento de fragilidade ( não são muitos ), pra ressurgir ?
E se ressurgirem todos de uma vez ?
E se no ressurgimento, eu descobrir que eu nem mesmo queria aquele fim ?
Me lembro de causos e romances do passado só quando já estou frágil sabe ? Porque minhas tristezas geralmente não tem motivo lógico . Eu fico triste, só . Me irrito, me indigno, brigo, sou grossa, arrogante, só . Sem motivo ! As vezes acho que vivo em constante tpm ou uma gravidez que não vai gerar um filho .
Nessas últimas duas semanas, eu tenho lembrado muito de um ex namorado, em como tudo estaria sendo se eu estivesse com ele até hoje . Completaríamos um ano em fevereiro . Nunca me envolvi com ninguém por mais de um mês . Com ele eu provavelmente teria conseguido, senão fosse pela minha imaturidade, inconsequência . Não acho que tenha feito errado . Estava magoando-o demais, e ficando magoada com isso . Mas não teria sido mais fácil simplesmente não magoá-lo ?
O foda nisso tudo, é que eu não posso voltar atrás . Nem sei se posso começar do zero . Nem sei se quero . Tenho quinze mil dúvidas . Nenhuma certeza .
E se for carência ?
E se for medo ?
E o medo ?
Qual seria ?
De ficar sozinha ?
Nada melhor que para um começo, uma despedida
O despertador tocou, uma tecla e eu desliguei . Dormi mais duas horas . Acho que eu queria escapar do almoço que viria a seguir . Não tive escapatória .
Há cinco anos, um casalzinho de recém casados se mudou pra Campo Grande, o marido veio ser pastor, a esposa veio acompanhá-lo . No primeiro sábado deles na cidade, foram almoçar na minha casa, um apêzinho simples numa ruazinha sem saída . Lembro-me como se fosse ontem ( não sei como, minha memória é péssima ) do sorriso que a novinha tinha . As aspirações do '' pastorzinho '', a simplicidade dos dois .
Juro ter sentido algo parecido com saudade quando vi o Palio branco partindo da frente do prédio e seguindo em direção a Curitiba, voltaria depois de alguns dias, pra ficar .
Duas gravidezes, dois filhinhos fofos, incontáveis noites do pijama, almoços de domingo, os de sábado, temporadas juntos na praia durante parte do verão, sentar junto na igreja com o intuito de cuidar da Sosô enquanto a Lu cuida do Babiel e vice-versa, eles estão indo embora .
Sabe, não sinto saudades . Pelo menos não como todas as outras pessoas sentem . Não que eu seja imune a ela, só não fico olhando fotos e chorando, nunca me sentei e recordei com nostalgia e lágrimas de nada, lá sei eu porque . Esqueço do que se foi, de imediato, evito lembrar de pessoas que passaram na minha vida e há tempos não passam mais, de que adiantaria lembrar ?
Mas é só imaginar que a companhia deles nas mais diversas situações, eu não vou mais ter, pelo menos não com tamanha constância, meus olhos lacrimejam . O coração aperta . A saudade dói .
Enquanto escrevo, vejo o baixinho mais inteligente que já conheci se divertindo com o apontador elétrico do meu pai . A nenenzinha dos olhinhos de oceano em cólicas já chora há algumas horas . Eu sei que ao invés de estar aqui, escrevendo, eu deveria é estar aproveitando-os . Mas eu simplesmente não consigo, preciso tirar isso de dentro de mim, de uma forma, ou de outra . A escrita sempre foi minha válvula de escape . Sem-pre .
A amizade que construímos, os momentos memoráveis, as risadas incontáveis, as lágrimas derramadas e o conforto que sentia com um abraço, um colinho ... Acompanharam todas as minhas transições, viram os dois lados da minha turbulenta adolescência, o meu, e dos meus pais . Sempre com um sigilo inquebrável com os segredos de ambos os lados, disponibilizando sempre um conselho sábio .
Como vai ser daqui pra frente ? Vai ser ?
Eu sei, a vida continua, outros virão . Mas virão melhores ?
Amigos não são como os bens, você não pode, quando perder, comprar um outro pra suprir as necessidades do anterior . Simplesmente não pode . Infelizmente . Ninguém suprirá as necessidades como eles . Acredito na individualidade das pessoas, e a deles, eu amo . Assim, amor .
Há cinco anos, um casalzinho de recém casados se mudou pra Campo Grande, o marido veio ser pastor, a esposa veio acompanhá-lo . No primeiro sábado deles na cidade, foram almoçar na minha casa, um apêzinho simples numa ruazinha sem saída . Lembro-me como se fosse ontem ( não sei como, minha memória é péssima ) do sorriso que a novinha tinha . As aspirações do '' pastorzinho '', a simplicidade dos dois .
Juro ter sentido algo parecido com saudade quando vi o Palio branco partindo da frente do prédio e seguindo em direção a Curitiba, voltaria depois de alguns dias, pra ficar .
Duas gravidezes, dois filhinhos fofos, incontáveis noites do pijama, almoços de domingo, os de sábado, temporadas juntos na praia durante parte do verão, sentar junto na igreja com o intuito de cuidar da Sosô enquanto a Lu cuida do Babiel e vice-versa, eles estão indo embora .
Sabe, não sinto saudades . Pelo menos não como todas as outras pessoas sentem . Não que eu seja imune a ela, só não fico olhando fotos e chorando, nunca me sentei e recordei com nostalgia e lágrimas de nada, lá sei eu porque . Esqueço do que se foi, de imediato, evito lembrar de pessoas que passaram na minha vida e há tempos não passam mais, de que adiantaria lembrar ?
Mas é só imaginar que a companhia deles nas mais diversas situações, eu não vou mais ter, pelo menos não com tamanha constância, meus olhos lacrimejam . O coração aperta . A saudade dói .
Enquanto escrevo, vejo o baixinho mais inteligente que já conheci se divertindo com o apontador elétrico do meu pai . A nenenzinha dos olhinhos de oceano em cólicas já chora há algumas horas . Eu sei que ao invés de estar aqui, escrevendo, eu deveria é estar aproveitando-os . Mas eu simplesmente não consigo, preciso tirar isso de dentro de mim, de uma forma, ou de outra . A escrita sempre foi minha válvula de escape . Sem-pre .
A amizade que construímos, os momentos memoráveis, as risadas incontáveis, as lágrimas derramadas e o conforto que sentia com um abraço, um colinho ... Acompanharam todas as minhas transições, viram os dois lados da minha turbulenta adolescência, o meu, e dos meus pais . Sempre com um sigilo inquebrável com os segredos de ambos os lados, disponibilizando sempre um conselho sábio .
Como vai ser daqui pra frente ? Vai ser ?
Eu sei, a vida continua, outros virão . Mas virão melhores ?
Amigos não são como os bens, você não pode, quando perder, comprar um outro pra suprir as necessidades do anterior . Simplesmente não pode . Infelizmente . Ninguém suprirá as necessidades como eles . Acredito na individualidade das pessoas, e a deles, eu amo . Assim, amor .
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