sexta-feira, 31 de julho de 2009

Acabei me habituando com nossos ambientes claros, a luz no coração me permitindo enxergar bem dentro da sua alma... Acabei me esquecendo que a despeito do poder do sol, a noite viria pra mim também. Só que já não aguento esse quarto fechado, essas noites sem lua e essas manhãs sem claridade.

... A arrogância é pura babaquice, lembra?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Meu lado mulherzinha

Quando eu abro os olhos são os seus que me penetram o olhar e isso me comove. Chego a desconfiar de minha própria existência... Não posso ser tão feliz assim. Nenhum ser humano no mundo poderia comportar tanta felicidade. Impossível. Além de que, tamanha felicidade simplesmente não é entregue à uma única pessoa. Não de mão, e lábios, beijados como me foi entregue.
Mas aí você me aperta e eu sinto com a pele que de fato existo. E experimento um êxtase ainda maior e mais profundo por isso - se é que se determina tamanho e profundide pra esse tipo de sentimento. Fecho meus olhos novamente, mas não por ter adormecido, sim por não haver em mim vontade alguma de abri-los. Pra quê? Pra me chocar (mais uma vez) com a realidade que mora fora dos meus olhos fechados por seus beijos? Não quero confrontar a realidade. Eu quero é morrer com a sua boca na minha. E eu poderia. Poderia morrer exatamente naquela hora. Ali. Com a sua boca na minha. Já teria, então, experimentado a felicidade plena que o mundo inteiro anuncia mas que só o calor de seu corpo soube me proporcionar.
Quem sabe se eu abrir meus olhos um pouquinho, e me concentrar somente nos seus - fechados -, e em suas sobrancelhas grossas o mundo não me machuque tanto. E eu tento isso. E nem mesmo o mundo é capaz de me ferir a alma naquele momento.
... Meu coração acelera disparado pra me lembrar que parte dele ainda vive e suspira dentro de mim, que nem todo ele lhe pertence. E então eu mergulho mais uma vez no seu abraço e em tudo que é bom e inspirado por você.

domingo, 19 de julho de 2009

Good night, sleep tight.

Querer-te na minha vida pra agora nada me acrescentaria, senão frustração, mas meu coração repele qualquer sentimento lógico que eu tiver conseguido agregar desde que estamos separados. E é nessa falta de lógica que mora o perigo, por ser justamente ali que eu tenho encontrado abrigo. Minha mais doce ilusão.
Há tempos só sei de você o pouco que as pessoas deixam escapar, e por assim ser, às vezes me descubro te imaginando ao meu lado - lugar de onde nunca deverias ter saído - que é pra ver se tenho notícias suas... De tanto treinar, já quase posso sentir seu toque me acalmando e o seu abraço no meu corpo... Te imagino comigo nas mais diversas situações... Ontem, por exemplo, você passou a noite em claro comigo assistindo filme. E ficou me sorrindo aberto com os olhos, e torto com os lábios (como sempre fazia), a noite inteira. Me acordou com um beijo e eu vesti meu melhor sorriso por isso. Só fui tirá-lo agora pouco, quando me dei conta de minha estupidez e pateticismo. Quase começo a sentir pena de mim, tamanha é minha fragilidade, mas só até me dar conta que a responsável por tudo isso é a minha memória seletiva.
... Se eu pudesse ter alguma lembrança ruim sua, de alguma das nossas brigas, do seu ciúmes bobo, sua voz se exaltando ao telefone, ou sua cara de indignação quando eu realmente não queria aceitar meu erro. Mas não... Minha inocência é tanta que eu só me lembro de você atendendo o telefone com ''oi meu amôzinho''. Daquele chaveiro que você não me deu. Da sua cama quebrada. Seu violão pra você tocar pra mim com cara de apaixonado, e até daquela blusa que você me deu e que eu ainda não usei.

E por essas lembranças boas, talvez até acrescidas da sua falta de vontade, que você dorme comigo essa noite.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Dentro de mim

...
Esses dias eu chorei. Tinha prometido nunca mais chorar por você, mas eu chorei. E nem foi aquele ensaio de choro que é tudo que eu andava conseguindo quando tava triste demais. Chorei de verdade; de soluçar, ter que lavar o rosto e forçar sorriso pra sumir com o vermelho que se abriga ao redor dos meus olhos quando o tudo está muito insuportável.
Mas hoje eu acordei feliz, senão feliz, pelo menos um pouco menos triste. Olhei pra dentro e vi que não é falta de você que eu sinto. Que eu sinto falta é da minha felicidade que, quando em sua companhia, era constante. Mas que o mundo está cheio de boas companhias. Que o seu beijo não é meu preferido, e sim o meu que sempre se esforça (não só com você, chill) pra tornar as coisas menos desagradáveis. Que essa dor que eu sinto não é vontade de morrer, nem cansaço de outras vidas, é só saudade de devorar gente, livros, meu controle remoto e um pote de pipoca. É só vontade de engolir tudo que eu julgar como sendo medíocre, pois ultimamente eu só tenho enxergado mediocridade nas pessoas. Em suas palavras, que na tentativa de saírem sábias e sérias, saem tortas e com erros gramaticais. Seus gestos efusivos e declarações amorosas; patéticas e inesperadas, nem são acariciadas por aquele ''hum?'' que você sempre coloca ao final dos seus melhores convites, coitadas.
Me declaro pra você feito criança ao seu primeiro amor, e você ignora, simplesmente. E começo a te achar medíocre também. Porque falta de coragem, pra mim, é mediocridade. E mediocridade ativa é uma merda, Niemeyer quem disse. Aí me dá uma vontade de te engolir também. Mas isso nem é bom. Esse desejo incontrolável que sinto de mandar pra dentro tudo o que me desagrada é ruim, meu amor. É só um jeito estranho que eu arrumo de não ter mais que olhar pra aquilo. Você defecou pela boca todas as vezes em que eu te coloquei dentro de mim. Seja por não suportar mais te observar, ou por puro egoísmo e medo de perder, te coloco em mim todas as vezes em que você se aproxima, mas meu organismo, vendo que você só faz mal, criou defesa, e não adianta, é eu tentar te colocar dentro de mim que o malandrão te expele.

Te ter por perto já me causa náuseas, amorzinho. E, provavelmente, depois de te engolir, eu vou ficar com ânsia e com vontade de te colocar pra fora de novo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Maldita ciência

Tudo o que eu sei é que seus olhos são pequenos demais pros seus cílios, e que tais são lindos e irresistivelmente grandes. E que quando você sorri aberto sabe-se lá Deus como é que você consegue enxergar, porque seus olhos quase se fecham completamente, tudo porque não suportam o mundo brilhante cujas portas são abertas pelo seu sorriso. Essas suas meninas nem conhecem esse mundo.
Tudo o que eu sei é que o seu nariz angula engraçado com a sua testa quando você tá bravo. E que você tem um sorriso diferente quando morre de ciúmes mas não pode demonstrar. E as suas cutículas são todas ruídas, porém engraçadas quando em contato com a pele alheia, mas que chega a ser gostoso porque sempre introduzem o seu toque. E o seu toque é macio e rude ao mesmo tempo. Macio pelas mãos, e rude pela voracidade que nele é colocada. E elas não sabem que você gosta mesmo é de beijo no olho, mas não um babado como fez uma inexperiente quando saía com você pela primeira vez (e riu-se - mentalmente - depois).
Tudo o que eu sei é que te vi experimentando cama no primeiro encontro e sorrindo com cara de criança em loja de doce enquanto se jogava em uma delas. E meu coração sorriu contido quando você fez isso. Porque foi ali, exatamente ali, que eu soube que com você eu jamais precisaria disfarçar nada. E o seu beijo é bem melhor quando quer pegar de surpresa. E se souber achar, seu ombro tem um cantinho perfeito pra se deixar abraçar, e dá pra passar uma eternidade inteira lá. E você tem mania de colocar a mão por trás do cabelo da pessoa cuja boca vai de encontro à sua.
Tudo o que eu sei é que você conseguia ficar hard só ao ver uma foto minha, e tudo porque minha boca estava ''vermelhinha demais'' nela. E foi o único realmente capaz de prender minha atenção por mais de 6h/dia na frente de um monitor, e tudo porque você é o único realmente capaz de prender minha atenção em qualquer coisa, pq o seu papo é o melhor que eu já escutei e pessoalmente a delícia só é acrescida, porque ditada por essa sua voz gostosa de sotaque manso e calmo. Você tem uma mania irritante de rir quando não pode, e outra de fazer piada até - ou principalmente - quando não deve.
Tudo o que eu sei é que suas irmãs e mãe são as mulheres da sua vida, e objetos do seu maior amor e loucura. E a sabedoria simétrica que trazem suas sobracelhas grossas dançando de forma insuportavelmente graciosa com a sua boca, e tal é mole, e pra fazer-lhe companhia, nenhuma melhor que a minha, porque molinha também.
Tudo o que eu sei é que não me baseio em profunda convivência pra dizer que você foi o amor da minha vida. Que me baseio em horas de conversa boa, de noites mal dormidas mas devidamente preenchidas com pensamentos em você, em planos que eu ainda espero realizar.
O lugar que eu conheço, que me abriga e é bom são seus braços. E pra eles que eu planejava correr quando tudo realmente desse errado, e quando a delícia das coisas certas fosse grande e palpável demais, e eu precisasse de alguém com quem dividir tamanha alegria.

Tudo o que eu conheço é a pureza em que meu amor inocente mergulha pra gritar em silêncio que eu ainda, e muito, te amo.

''... a 2km, ou a 2000km de distância, você sempre estará no canto dos meus olhos preu sempre lembrar de você...''