A simples razão do meu sorriso todas as manhãs durante 9 anos, nem sempre foram sorrisos, pois as vezes minha boca insistia em dizer palavras grosseiras só para não demonstrar o que o coração realmente sentia; lembro sempre de quando a conheci, ela com aquele jeitinho metido, olhinhos azuis, na época janelinhas nos dentes, mas linda como permanece até hoje. Está certo que só fui descobrir que a palpitação do meu coração por ela era algo além de amizade dois anos depois, quando pela primeira vez tentei lhe dizer de forma simples que eu simplesmente ficava sem fala olhando sua forma de andar. Não preciso dizer que foi um fracasso minha forma de dizer que ela era o meu sorriso e por muitos anos me mantive calado, guardando minhas emoções atrás de um verdadeiro melhor amigo. Por muitas vezes quis chutar a barraca e tratei-a de uma forma que ela não merecia, claro é difícil tê-la, maravilhosa princesa, ao seu lado, mas não exatamente com você. A primeira vez que senti que podia perdê-la, pois ela iria mudar de escola, o maldito MSN me deu coragem para dizer as piores palavras que já lhe disse em todos os nove anos de convivência, me arrependo, pois o que ela merece são flores. Agora vejo que foi em vão, pois agora que não nos vemos todas as manhas está sendo bom, pois estamos os dois sentindo a falta que faz o tal cérebro anexo. Então numa outra vez esse mesmo maldito MSN me deu coragem para certa declaração contida, que não expressou nada do que eu realmente sinto por ela. Mantenho-me próximo a ela, quero ficar assim ao lado dela por muitos anos, mas o mais difícil é manter meus lábios que tem sede pelos dela, minhas mãos que insistem em tocar as dela, minha garganta que trava e perde a voz toda vez que penso em dizer que amo ela. Ser amigo, companheiro, dar conselhos, a ouvir dizer: “Que saudade de você Gordo!”, difícil não abraçá-la e não querer mais, não querer seu corpo. Difícil não perder os sentidos quando vejo seus cabelos ao vento, seus olhos lindos azuis como o céu, e seu jeito quase arrogante de andar, linda sempre linda, uma princesa, até mesmo de manhã com aquela cara de sono e sempre atrasada pra aula! Só queria perder o controle e dizer-lhe que ela é simplesmente minha, que eu a desejo como nunca desejei nenhuma mulher, que ela é linda em todos os seus variados modos de agir, que é perfeita no jeito espontâneo de ser! Dizer-lhe que eu a amo!
J.A.S.O.B. tem 16 anos, olhos verdes, cabelo claro, e é melhor amigo e amor da minha vida.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Pra dizer adeus...
Confesso, ameacei algumas lágrimas de dor, esbocei aquele meu sorriso de lábios e coloquei paixão no toque mesmo sem estar apaixonada. Mas não tinha como não. Ele era como meu livro preferido, aquele que eu já li umas cinco vezes, e em cada leitura, eu acabo por aprender alguma coisa, interpretando de forma diferente parágrafos que eu já tinha sublinhado e até decorado.
Vi nos olhos dele um restante de amor, e li nas brincadeiras bestas que queria me chamar a atenção. Seu cheiro, jeito e aparência já me dilataram muito o coração. Agora o enxergo diferente, como se parte de um passado longínquo, distante demais para ser resgatado. Não que ele tenha mudado. O perfume é o mesmo. O sorriso, as piadinhas, as mãos e as perninhas finas também. Quem mudou fui eu. Me desculpe por isso, Ricardito. Uma vez eu te jurei amor eterno, prometi ser pra sempre só sua menininha, sua melhor amante.
Mas seus parágrafos me cansam os olhos. Quero escrever minha própria história agora.
E já encontrei meu perfeito livro em branco pra fazê-lo.
Vi nos olhos dele um restante de amor, e li nas brincadeiras bestas que queria me chamar a atenção. Seu cheiro, jeito e aparência já me dilataram muito o coração. Agora o enxergo diferente, como se parte de um passado longínquo, distante demais para ser resgatado. Não que ele tenha mudado. O perfume é o mesmo. O sorriso, as piadinhas, as mãos e as perninhas finas também. Quem mudou fui eu. Me desculpe por isso, Ricardito. Uma vez eu te jurei amor eterno, prometi ser pra sempre só sua menininha, sua melhor amante.
Mas seus parágrafos me cansam os olhos. Quero escrever minha própria história agora.
E já encontrei meu perfeito livro em branco pra fazê-lo.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
É..
Conheci meu grande amor ontem. Finalmente. O vivi plenamente.
Não era nada como eu imaginava. Não mesmo. Se bem que eu nunca imaginei nada, consegui dessa vez não criar expectativas. Mínimas que fossem. Mas mesmo assim, me surpreendeu. O sotaque era mais carregado e mais gostoso de ouvir do que eu pensei que era. O abraço foi um dos mais confortáveis que eu já recebi. O beijo na minha bochecha durou mais do que na das meninas. As risadas eram mais constantes e mais sinceras do que eu imaginei que seriam. E eram minhas. Me surpreendi e deliciei com cada pedacinho dele.
Eu tento não querer, não mais pensar. Mas ele me persegue, em todos os lugares. Feito uma mancha chata que não quer sair da minha melhor roupa. Eu esfrego e esfrego, mas a macha não quer sair. Eu tento não pensar. Tento mesmo. Mas não dá. Não dá.
Sinto seu perfume em mim. Seu gosto na minha boca. Se eu fechar os olhos são seus braços que eu sinto me envolvendo. Me apertando. Me dando segurança. Eu gosto das conversas, das piadas idiotas, dos milhares de mensagens. Gosto do beijo, dos lábios macios dele nos meus. Amo que ele é inteligente e charmosão. O cheiro viciante dele. O fato de eu não conseguir abrir meus olhos como eu sempre faço quando eu tô beijando, quando a boca que vai de encontro à minha, é a dele.
Depois disso tudo, percebi que me via diante de um espelho.
Me via em você, em cada gesto tímido, cada suspiro, em cada olhar.
E eu me apaixonei por você, sem por, nem tirar.
Não era nada como eu imaginava. Não mesmo. Se bem que eu nunca imaginei nada, consegui dessa vez não criar expectativas. Mínimas que fossem. Mas mesmo assim, me surpreendeu. O sotaque era mais carregado e mais gostoso de ouvir do que eu pensei que era. O abraço foi um dos mais confortáveis que eu já recebi. O beijo na minha bochecha durou mais do que na das meninas. As risadas eram mais constantes e mais sinceras do que eu imaginei que seriam. E eram minhas. Me surpreendi e deliciei com cada pedacinho dele.
Eu tento não querer, não mais pensar. Mas ele me persegue, em todos os lugares. Feito uma mancha chata que não quer sair da minha melhor roupa. Eu esfrego e esfrego, mas a macha não quer sair. Eu tento não pensar. Tento mesmo. Mas não dá. Não dá.
Sinto seu perfume em mim. Seu gosto na minha boca. Se eu fechar os olhos são seus braços que eu sinto me envolvendo. Me apertando. Me dando segurança. Eu gosto das conversas, das piadas idiotas, dos milhares de mensagens. Gosto do beijo, dos lábios macios dele nos meus. Amo que ele é inteligente e charmosão. O cheiro viciante dele. O fato de eu não conseguir abrir meus olhos como eu sempre faço quando eu tô beijando, quando a boca que vai de encontro à minha, é a dele.
Depois disso tudo, percebi que me via diante de um espelho.
Me via em você, em cada gesto tímido, cada suspiro, em cada olhar.
E eu me apaixonei por você, sem por, nem tirar.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Adeus.
Posso me gabar de ter feito boníssimas amizades no decorrer da vida, de ter conhecido pessoas maravilhosas (essas sim merecedoras do título). Mas eu sempre gostei de anunciar uma amizade em especial: minha melhor amiga desde a quarta série.
Adorava ir na casa dela, porque ela tinha a melhor família do universo. Os melhores pais, os melhores avós, e os melhores tios. Eram como se meu refúgio. Corria pro colinho da mãezinha quando tinha problemas com a minha. Ela sempre me recebia com aquele sorriso gostoso, os braços abertos, os melhores conselhos, e ângulos pelos quais eu jamais olharia. Adorava poder conversar sobre tudo, sem temer nada. Sem temer que contassem pros meus pais, que fizessem piadas dos meus problemas que pareciam tão infinitamente maiores que eu sem de fato serem.
Gostava de ir lá pra poder falar sem controlar o volume da voz, poder correr, gargalhar, e até nadar pelada se me desse vontade. Não eram libertinos, eram amigos. Muito mais amigos do que pais, e eu adorava aquilo. A amizade foi escapando pelo vão dos dedos conforme o tempo foi passando. Contudo, nunca perdemos o contato. Uma vez por mês a gente se falava, se atualizava, e tudo parecia nunca ter mudado. Nem um ponto, nem uma vírgula. Éramos aquelas bobinhas da quarta série novamente. Com os tênis e cadernos iguais. Uma terminando a frase que a outra começara. Como se ela nunca tivesse mudado de escola, como se tivéssemos nos visto cinco horas antes, no pátio da escola, com a lancheira na mão.
A gente sempre se entendeu melhor que qualquer outra pessoa do universo. A gente sempre se conheceu bem demais. Sempre. Mas o tempo passa, e as coisas mudam. Mudam-se sentimentos, convicções, e (porque não?) pessoas inteiras.
(Porque?)
Não que eu fizesse dela pessoa melhor, ou pior. Fazia dela minha amiga, parecida comigo, somente.
Desses três anos que não mais nos vemos todos os dias, nossa proximidade atingiu seu ápice nesse que acabou de terminar. Não lembro exatamente porque. Devia ter terminado com um namorado qualquer, era pra ela que eu sempre ligava quando isso acontecia. Nos aproximamos, saíamos juntas, o orkut anunciava que éramos uma novamente.
Mas o destino resolveu interferir, e se mostrou mais zombeteiro que nunca. Em uma ligação, os respectivos e atuais namorado e sogra, conseguiram massacrar tudo o que eu sentia. Cuspir em tudo o que era nobre e despertado por aquela amizade de anos. Nunca encontrei explicação pra tudo o que foi dito naqueles poucos mais de dez minutos. Ainda que tenha perdido horas nisso. Aquele amontoado de insultos, palavrões, e ameaças. Podia imaginar meus olhos nos deles, em lágrimas. As risadas que a mais nova amiga devia estar dando. O quanto deviam todos estar achando tudo aquilo proveitoso.
Duvidei do caráter que eu sempre defendi, pela primeira vez na vida. Me senti uma idiota completa, enquanto chorava feito bebê em cólicas depois que desligaram. Me odiei por ser capaz de derramar uma lágrima que fosse por pessoas tão indignas.
Em uma semana, erroneamente pensaram-se perdoados, julgaram o acontecimento já esquecido. A '' mãezinha '' voltou a me deixar aqueles scraps com aquelas frases sem aspas que nem dela são.
Como se não fosse nada.
Mas foi.
Foi muito.
Foi tudo.
Gota d'água.
Pra sempre, e nunca mais, né?
NÃO! Tenho mania de perdoar todo mundo, mesmo que não me peçam desculpas. Mesmo que não mereçam. Hoje à tarde, envolta em um sentimento bom, fui falar com a minha grande amiga, desejar feliz ano novo, que fosse feliz nessa vida nova que não mais me inclui. E quem sabe... quem sabe voltaríamos a ser o que éramos, sei lá!
Não respondeu. Eu esperei. E ela não respondeu.
Como se eu tivesse errado, como se eu tivesse ferido.
Cliquei com o dedo trêmulo no botão direito do lap, '' Excluir contato ''. Sem bloquear, só excluir. Pra não ver. Pra esquecer.
Agora sim... Pra sempre, e nunca mais.
Adeus!
Adorava ir na casa dela, porque ela tinha a melhor família do universo. Os melhores pais, os melhores avós, e os melhores tios. Eram como se meu refúgio. Corria pro colinho da mãezinha quando tinha problemas com a minha. Ela sempre me recebia com aquele sorriso gostoso, os braços abertos, os melhores conselhos, e ângulos pelos quais eu jamais olharia. Adorava poder conversar sobre tudo, sem temer nada. Sem temer que contassem pros meus pais, que fizessem piadas dos meus problemas que pareciam tão infinitamente maiores que eu sem de fato serem.
Gostava de ir lá pra poder falar sem controlar o volume da voz, poder correr, gargalhar, e até nadar pelada se me desse vontade. Não eram libertinos, eram amigos. Muito mais amigos do que pais, e eu adorava aquilo. A amizade foi escapando pelo vão dos dedos conforme o tempo foi passando. Contudo, nunca perdemos o contato. Uma vez por mês a gente se falava, se atualizava, e tudo parecia nunca ter mudado. Nem um ponto, nem uma vírgula. Éramos aquelas bobinhas da quarta série novamente. Com os tênis e cadernos iguais. Uma terminando a frase que a outra começara. Como se ela nunca tivesse mudado de escola, como se tivéssemos nos visto cinco horas antes, no pátio da escola, com a lancheira na mão.
A gente sempre se entendeu melhor que qualquer outra pessoa do universo. A gente sempre se conheceu bem demais. Sempre. Mas o tempo passa, e as coisas mudam. Mudam-se sentimentos, convicções, e (porque não?) pessoas inteiras.
(Porque?)
Não que eu fizesse dela pessoa melhor, ou pior. Fazia dela minha amiga, parecida comigo, somente.
Desses três anos que não mais nos vemos todos os dias, nossa proximidade atingiu seu ápice nesse que acabou de terminar. Não lembro exatamente porque. Devia ter terminado com um namorado qualquer, era pra ela que eu sempre ligava quando isso acontecia. Nos aproximamos, saíamos juntas, o orkut anunciava que éramos uma novamente.
Mas o destino resolveu interferir, e se mostrou mais zombeteiro que nunca. Em uma ligação, os respectivos e atuais namorado e sogra, conseguiram massacrar tudo o que eu sentia. Cuspir em tudo o que era nobre e despertado por aquela amizade de anos. Nunca encontrei explicação pra tudo o que foi dito naqueles poucos mais de dez minutos. Ainda que tenha perdido horas nisso. Aquele amontoado de insultos, palavrões, e ameaças. Podia imaginar meus olhos nos deles, em lágrimas. As risadas que a mais nova amiga devia estar dando. O quanto deviam todos estar achando tudo aquilo proveitoso.
Duvidei do caráter que eu sempre defendi, pela primeira vez na vida. Me senti uma idiota completa, enquanto chorava feito bebê em cólicas depois que desligaram. Me odiei por ser capaz de derramar uma lágrima que fosse por pessoas tão indignas.
Em uma semana, erroneamente pensaram-se perdoados, julgaram o acontecimento já esquecido. A '' mãezinha '' voltou a me deixar aqueles scraps com aquelas frases sem aspas que nem dela são.
Como se não fosse nada.
Mas foi.
Foi muito.
Foi tudo.
Gota d'água.
Pra sempre, e nunca mais, né?
NÃO! Tenho mania de perdoar todo mundo, mesmo que não me peçam desculpas. Mesmo que não mereçam. Hoje à tarde, envolta em um sentimento bom, fui falar com a minha grande amiga, desejar feliz ano novo, que fosse feliz nessa vida nova que não mais me inclui. E quem sabe... quem sabe voltaríamos a ser o que éramos, sei lá!
Não respondeu. Eu esperei. E ela não respondeu.
Como se eu tivesse errado, como se eu tivesse ferido.
Cliquei com o dedo trêmulo no botão direito do lap, '' Excluir contato ''. Sem bloquear, só excluir. Pra não ver. Pra esquecer.
Agora sim... Pra sempre, e nunca mais.
Adeus!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
E o mundo...
Tô cansada.
Cansada dessa merda toda que tá acontecendo. De tentar resolver tudo, abraçar o mundo com as mãos, enquanto com as pernas me seguro em um galho que já tá velho e fraco, e que quando quebrar de vez, vai me fazer cair em um precipício. Posso escutar em alto e bom som que meu pedacinho de árvore tá rachando. Tento olhar pra qualquer lugar, menos pra baixo. Mas não dá mais, eu tô de ponta cabeça, tentando salvar tudo, como sempre. Só o que enxergo é escuridão. Nem um resquício de luz que seja. Nada. Tudo que eu sinto é frio, daqueles que chega a doer, de tão frio que é. E fede. Céus, como fede.
Tento me mexer, reagir, e escuto o galho rachando mais um pouquinho. E mais um pouquinho. E mais um. Não dá pra dormir, dormir seria relaxar a mente, dar descanso pro corpo. E o meu simplesmente não pode descansar. Porque aí meu mundo vai cair das mãos, e eu vou soltar os pés do meu velho galhinho. Quero comer, mas tudo dá vontade de por pra fora. Tô com vontade de gritar, mas vai que eu grito alto demais, e acordo as pessoas que dormem tranquilas, às minhas custas? Tô com vontade de chorar, mas tenho medo da lágrima escorrer, e eu não escutar ela pingando no chão. Tenho medo de não parar nunca mais.
Aí eu vejo uma luz, como se pelo buraco da fechadura de uma porta que nem existe. Tão pequena. Mas tão intensa. Tão... tão! E ela vem se aproximando, chegando mais perto, dissipando cada vez mais aquele escuro todo. E como é bonita. Mas não para de se aproximar. Eu peço, imploro. '' Tá doendo meu olho, pára! ''. Até que me cega pra todo o resto, e eu não enxergo mais nada. Descubro então que escuridão de luz é pior que a de escuro. Quero fugir de tudo aquilo. Quero meu escuro de volta!!! Enxergar demais dói.
Sem pensar em nada, nem ninguém, abro mão de tudo, e as uso pra tampar os olhos. E meu mundo cai, mas ao contrário do que eu pensava, em fração de segundos eu escuto o barulho daquela massa pesada e redonda quicando no chão. Solto os braços, e com as mãos consigo sentir a terra firme. E como tava perto. Feito ninja daqueles filmes engraçadíssimos de tão podres do Jackie Chan, dou um mortal, e sinto meus pés firmados.
E o mundo continua quicando e quicando. Eu rio. '' Os idiotas tavam mesmo precisando de um chacoalhão pra acordar pra vida! ''. Pego ele nos braços, coloco no chão com calma, feito mãe colocando filho que acaba de pegar no sono, no berço. '' Ufa! Ela taí pra salvar a gente de novo. ''. Dou uma andada, como se analisando tudo aquilo, abaixo, e me ergo de novo, como se mirasse... E chuto, com força que nem sei de onde tiro. Tão forte, mas tão forte, que nem vejo aonde é que vão parar.
Agora sim. Despreocupada, sem ter ninguém pra cuidar, além de mim mesma, vou caminhando, cantando, feliz da vida.
Cansada dessa merda toda que tá acontecendo. De tentar resolver tudo, abraçar o mundo com as mãos, enquanto com as pernas me seguro em um galho que já tá velho e fraco, e que quando quebrar de vez, vai me fazer cair em um precipício. Posso escutar em alto e bom som que meu pedacinho de árvore tá rachando. Tento olhar pra qualquer lugar, menos pra baixo. Mas não dá mais, eu tô de ponta cabeça, tentando salvar tudo, como sempre. Só o que enxergo é escuridão. Nem um resquício de luz que seja. Nada. Tudo que eu sinto é frio, daqueles que chega a doer, de tão frio que é. E fede. Céus, como fede.
Tento me mexer, reagir, e escuto o galho rachando mais um pouquinho. E mais um pouquinho. E mais um. Não dá pra dormir, dormir seria relaxar a mente, dar descanso pro corpo. E o meu simplesmente não pode descansar. Porque aí meu mundo vai cair das mãos, e eu vou soltar os pés do meu velho galhinho. Quero comer, mas tudo dá vontade de por pra fora. Tô com vontade de gritar, mas vai que eu grito alto demais, e acordo as pessoas que dormem tranquilas, às minhas custas? Tô com vontade de chorar, mas tenho medo da lágrima escorrer, e eu não escutar ela pingando no chão. Tenho medo de não parar nunca mais.
Aí eu vejo uma luz, como se pelo buraco da fechadura de uma porta que nem existe. Tão pequena. Mas tão intensa. Tão... tão! E ela vem se aproximando, chegando mais perto, dissipando cada vez mais aquele escuro todo. E como é bonita. Mas não para de se aproximar. Eu peço, imploro. '' Tá doendo meu olho, pára! ''. Até que me cega pra todo o resto, e eu não enxergo mais nada. Descubro então que escuridão de luz é pior que a de escuro. Quero fugir de tudo aquilo. Quero meu escuro de volta!!! Enxergar demais dói.
Sem pensar em nada, nem ninguém, abro mão de tudo, e as uso pra tampar os olhos. E meu mundo cai, mas ao contrário do que eu pensava, em fração de segundos eu escuto o barulho daquela massa pesada e redonda quicando no chão. Solto os braços, e com as mãos consigo sentir a terra firme. E como tava perto. Feito ninja daqueles filmes engraçadíssimos de tão podres do Jackie Chan, dou um mortal, e sinto meus pés firmados.
E o mundo continua quicando e quicando. Eu rio. '' Os idiotas tavam mesmo precisando de um chacoalhão pra acordar pra vida! ''. Pego ele nos braços, coloco no chão com calma, feito mãe colocando filho que acaba de pegar no sono, no berço. '' Ufa! Ela taí pra salvar a gente de novo. ''. Dou uma andada, como se analisando tudo aquilo, abaixo, e me ergo de novo, como se mirasse... E chuto, com força que nem sei de onde tiro. Tão forte, mas tão forte, que nem vejo aonde é que vão parar.
Agora sim. Despreocupada, sem ter ninguém pra cuidar, além de mim mesma, vou caminhando, cantando, feliz da vida.
Limpo
Tentei tirar da cabeça meu mais corajoso post desde que decidi começar a publicar tudo o que berrava a alma, sem nunca ganhar muita atenção minha. Corajoso não foram as duas teclas (Ctrl+P) que digitei, destemida. De novo, de novo, de novo, e de novo.
(Acho que nunca editei tanto um texto assim)
Corajoso foi eu ter apontado o que eu havia escrito, pra quem eu havia escrito. O pouco que escrevo, é pitorescamente inspirado por alguma força interna minha. Dificilmente por alguém. Ás vezes até crio personagens pra aniquilar a solidão, e dar voz ao coração.
Nas poucas vezes em que escrevi com alguém em mente, eu omitia (d)a inspiração, ás vezes até de mim. Por vergonha, sei lá.
Mas não, exitante, mandei a droga do link pra extremidade final do vetor do que escrevi. Tá, que se foda, me moldei toda nova, só pra me encaixar nessa nova filosofia na qual depositei a vida, de falar só o que penso. E sempre botar fora o que sinto.
Meu medo é perder tudo. De no final das contas, não construir absolutamente nada, e por ter sido assim, escrachada, ter perdido até os tijolos da amizade. Ou ainda de acabar construindo alguma coisa, que quem sabe dure por certo período de tempo. Mas aí acaba. E aí?
Ô coração, me leia, me ouça, e atenda meu pedido, quando imploro: não mude! Pra que se um dia chegarmos ao fim, ou se nem viermos a iniciar nada, que ainda exista algo com que recomeçar.
E fim.
(Acho que nunca editei tanto um texto assim)
Corajoso foi eu ter apontado o que eu havia escrito, pra quem eu havia escrito. O pouco que escrevo, é pitorescamente inspirado por alguma força interna minha. Dificilmente por alguém. Ás vezes até crio personagens pra aniquilar a solidão, e dar voz ao coração.
Nas poucas vezes em que escrevi com alguém em mente, eu omitia (d)a inspiração, ás vezes até de mim. Por vergonha, sei lá.
Mas não, exitante, mandei a droga do link pra extremidade final do vetor do que escrevi. Tá, que se foda, me moldei toda nova, só pra me encaixar nessa nova filosofia na qual depositei a vida, de falar só o que penso. E sempre botar fora o que sinto.
Meu medo é perder tudo. De no final das contas, não construir absolutamente nada, e por ter sido assim, escrachada, ter perdido até os tijolos da amizade. Ou ainda de acabar construindo alguma coisa, que quem sabe dure por certo período de tempo. Mas aí acaba. E aí?
Ô coração, me leia, me ouça, e atenda meu pedido, quando imploro: não mude! Pra que se um dia chegarmos ao fim, ou se nem viermos a iniciar nada, que ainda exista algo com que recomeçar.
E fim.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Eu, e o meu amor, o impossível.
A noite segue escura, fria. Com medo de esquecer, ou de fazer dele só mais um, como faço com todos, decido pensar. Ocupar minha cabeça com aquele charme todo que ele esbanja, e até se gaba de ter. Mesmo sem saber se vai dar em alguma coisa. Se é que é pra dar. Penso por longos, e bons minutos em tudo o que conversamos nas então rotineiras, cinco horas diárias, e obrigatórias. Ele me diz que tenho tromba. Que já sou brotherzinha, irmã demais. Aí quando eu, disfarçada de despropositada o lembro disso, dias depois, ele alega ter esquecido que o tinha dito.
Ótimo então, se já até esqueceu, é porque nem faz mais sentido, já deixou de ser verdade. Se é que um dia foi. Acho que foi só mais uma daquelas tentativas masculinas de dizer, '' por favor criança, não vá se iludir, só quero ser seu amigo! No máximo uns beijos. No máximo. ''. Recado dado, e entendido. Mas as conversas vão ficando mais constantes, mais extensas, e diabos, cada vez mais significativas.
E ele segue provando ter aquele jeito que eu amo e não sabia, porque até então desconhecia. De me surpreender com frases do tipo, '' Caralho! Você é maravilhosa. '', enquanto eu, mesmo sem entender porque (duvidando que ele precisasse de mim como guia), o aconselho quando entra em encrenca com todos os milhares de mulheres que ele tem. Nunca me chamaram de maravilhosa, nunca fiz por merecer, é um adjetivo grande demais. E grande, é coisa que não sou.
Canta e toca violão lindo que só. Pra mim ainda. Me derreto na frente do laptop todas as vezes que ele faz essas coisas. E a barriga dói, de tanto que rio com as piadas mais podres do mundo que ele conta. Gosto quando ele não se assusta com as minhas brutalidades, e como diz pirar com minhas fotos mais feias. Como concorda comigo quando me autoproclamo princesa, e exijo ser tratada como tal, mesmo com todos esses palavrões que meu linguajar carrega. O jeito que fala de música, '' colocando mais paixão do que eu jamais coloquei pra falar sequer dos meus relacionamentos. ''.
Penso, penso e penso. Até leio o histórico do dia pra deixá-lo bem fresco na memória, pra poder dormir com o sorriso esticado que só ele coloca no meu rosto. Me deixo levar tanto por tudo aquilo, que nem vejo a direção que meus pensamentos, traiçoeiros, seguem. Os desgraçados se afastam tanto de mim, que quando eu decido parar de pensar, eles continuam indo, indo, e indo.
Como se tivessem ido longe demais pra voltar.
Fazendo-me distante, fiel, e feliz.
ps.: Não mude. Não mude.
Ótimo então, se já até esqueceu, é porque nem faz mais sentido, já deixou de ser verdade. Se é que um dia foi. Acho que foi só mais uma daquelas tentativas masculinas de dizer, '' por favor criança, não vá se iludir, só quero ser seu amigo! No máximo uns beijos. No máximo. ''. Recado dado, e entendido. Mas as conversas vão ficando mais constantes, mais extensas, e diabos, cada vez mais significativas.
E ele segue provando ter aquele jeito que eu amo e não sabia, porque até então desconhecia. De me surpreender com frases do tipo, '' Caralho! Você é maravilhosa. '', enquanto eu, mesmo sem entender porque (duvidando que ele precisasse de mim como guia), o aconselho quando entra em encrenca com todos os milhares de mulheres que ele tem. Nunca me chamaram de maravilhosa, nunca fiz por merecer, é um adjetivo grande demais. E grande, é coisa que não sou.
Canta e toca violão lindo que só. Pra mim ainda. Me derreto na frente do laptop todas as vezes que ele faz essas coisas. E a barriga dói, de tanto que rio com as piadas mais podres do mundo que ele conta. Gosto quando ele não se assusta com as minhas brutalidades, e como diz pirar com minhas fotos mais feias. Como concorda comigo quando me autoproclamo princesa, e exijo ser tratada como tal, mesmo com todos esses palavrões que meu linguajar carrega. O jeito que fala de música, '' colocando mais paixão do que eu jamais coloquei pra falar sequer dos meus relacionamentos. ''.
Penso, penso e penso. Até leio o histórico do dia pra deixá-lo bem fresco na memória, pra poder dormir com o sorriso esticado que só ele coloca no meu rosto. Me deixo levar tanto por tudo aquilo, que nem vejo a direção que meus pensamentos, traiçoeiros, seguem. Os desgraçados se afastam tanto de mim, que quando eu decido parar de pensar, eles continuam indo, indo, e indo.
Como se tivessem ido longe demais pra voltar.
Fazendo-me distante, fiel, e feliz.
ps.: Não mude. Não mude.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Delícia
Ás vezes colocam o Luigi pra me acordar. Geralmente viro bicho, fico puta. Porra, quem diabos quer ser despertado pelas lambidas aflitas de um cachorro? Eu, certamente, nunca quis.
Até hoje. Deixei que ele tentasse, e quando viu que não tinha obtido sucesso, e quem nem ia obter tão cedo, andou de um lado pro outro na cama, e acabou por deitar coladinho comigo. Tão perto que eu sentia seu coraçãozinho, batendo, ritmado. Sua cabecinha havia caído bem abaixo da minha, de modo que se tocavam.
Despertei só quando percebi que meu queixo jazia bem ao lado da lateral da carinha dele, me fazendo sentir quando seus olhinhos piscavam, na tentativa de ficarem fechados, pelo menos até que algo, ou alguém, o levasse a abri-los novamente.
Já sem sono, mas o corpo completamente adormecido, com exceção das mãos, que percorriam aquele emaranhado branco de pêlos, comecei a pensar no serzinho que tinha em mãos.
Tão frágil, tão dependente, de existência tão simples.
Resumindo-se a dormir, comer, e brincar. A única escolha que tem a fazer é se vai fazer xixi no lugar certo, ou não. Na primeira opção, ganha afago e biscoitinho, na segunda, uma perseguição furiosa pela casa, sempre seguido de três letras, repetidas até a exaustão, em tom autoritário:
- Não, não, não!
(Dependendo de quem o apanhar, óbvio)
Sem ter que escolher qual curso fazer de faculdade. Ou com qual dos quatro caras igualmente atraentes e interessantes ficar. Com qual roupa sair com o bonitinho da vez. O ligar ou não depois do melhor beijo da vida.
Pô, a mijada furtiva no lugar errado, e ocasionais fornicaçoes com o urso de pelúcia representam o ápice de sua frágil existência.
Sem ter que escolher qual curso fazer de faculdade. Ou com qual dos quatro caras igualmente atraentes e interessantes ficar. Com qual roupa sair com o bonitinho da vez. O ligar ou não depois do melhor beijo da vida. Nada!
Menos cansativo, talvez. Mas pa-té-ti-co.
Ao contrário da Lispector, eu não estou cansada da rotina de me ser.
E pior, temo nunca me cansar.
Até hoje. Deixei que ele tentasse, e quando viu que não tinha obtido sucesso, e quem nem ia obter tão cedo, andou de um lado pro outro na cama, e acabou por deitar coladinho comigo. Tão perto que eu sentia seu coraçãozinho, batendo, ritmado. Sua cabecinha havia caído bem abaixo da minha, de modo que se tocavam.
Despertei só quando percebi que meu queixo jazia bem ao lado da lateral da carinha dele, me fazendo sentir quando seus olhinhos piscavam, na tentativa de ficarem fechados, pelo menos até que algo, ou alguém, o levasse a abri-los novamente.
Já sem sono, mas o corpo completamente adormecido, com exceção das mãos, que percorriam aquele emaranhado branco de pêlos, comecei a pensar no serzinho que tinha em mãos.
Tão frágil, tão dependente, de existência tão simples.
Resumindo-se a dormir, comer, e brincar. A única escolha que tem a fazer é se vai fazer xixi no lugar certo, ou não. Na primeira opção, ganha afago e biscoitinho, na segunda, uma perseguição furiosa pela casa, sempre seguido de três letras, repetidas até a exaustão, em tom autoritário:
- Não, não, não!
(Dependendo de quem o apanhar, óbvio)
Sem ter que escolher qual curso fazer de faculdade. Ou com qual dos quatro caras igualmente atraentes e interessantes ficar. Com qual roupa sair com o bonitinho da vez. O ligar ou não depois do melhor beijo da vida.
Pô, a mijada furtiva no lugar errado, e ocasionais fornicaçoes com o urso de pelúcia representam o ápice de sua frágil existência.
Sem ter que escolher qual curso fazer de faculdade. Ou com qual dos quatro caras igualmente atraentes e interessantes ficar. Com qual roupa sair com o bonitinho da vez. O ligar ou não depois do melhor beijo da vida. Nada!
Menos cansativo, talvez. Mas pa-té-ti-co.
Ao contrário da Lispector, eu não estou cansada da rotina de me ser.
E pior, temo nunca me cansar.
Retrocedendo
Volta e meia quando tô cansada do mundo, visto um pijama, e vou deitar no meinho dos meus pais. É algo meu desde que aprendi a querer as coisas, hábito que eu cultivo. Muito se passou desde então, hoje tenho meus consideráveis 1,74 de altura. Não dá mais pra dormir a noite toda com eles. A noite de ontem foi uma dessas.
Aí no meio da madrugada, eu sou acordada de súbito pelo meu pai que fala:
- Vai pra sua cama, Chochô.
Levantei, dei uns poucos passos, tropeçando em mim mesma, feito bêbada. E me joguei no meu colchão que ele foi buscar no meu quarto e colocou ali, do lado dele.
- Boa noite mama, boa noite Téti.
Me ajeitei no colchão, e me deixei envolver por toda a doçura e simplicidade do momento.
- Não vai ser sempre assim – berra meu lado esperto, que não se deixou envolver, e nem tampouco está sonolento o bastante pra ser persuadido do contrário.
- Ah! Quer saber? Vai sim!
- Não, não vai.
Termino com a fala tirada de um dos livros da infância, - Vai sim. E tenho dito, e pronto.
Uma ultima arrumada da cabeça no travesseiro, e dormi, leve, ainda mergulhada naquele êxtase infantil.
Aí no meio da madrugada, eu sou acordada de súbito pelo meu pai que fala:
- Vai pra sua cama, Chochô.
Levantei, dei uns poucos passos, tropeçando em mim mesma, feito bêbada. E me joguei no meu colchão que ele foi buscar no meu quarto e colocou ali, do lado dele.
- Boa noite mama, boa noite Téti.
Me ajeitei no colchão, e me deixei envolver por toda a doçura e simplicidade do momento.
- Não vai ser sempre assim – berra meu lado esperto, que não se deixou envolver, e nem tampouco está sonolento o bastante pra ser persuadido do contrário.
- Ah! Quer saber? Vai sim!
- Não, não vai.
Termino com a fala tirada de um dos livros da infância, - Vai sim. E tenho dito, e pronto.
Uma ultima arrumada da cabeça no travesseiro, e dormi, leve, ainda mergulhada naquele êxtase infantil.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
VEM!
Sou submissa à superstição de pular as sete ondas que me persegue desde que me conheço por gente.
Decidi meu ano, enquanto percorria o pequeno trecho que separava a praia do meu apartamento, e sentia a água salgada pingando do saião (tinha acabado de pular as benditas), e escorrendo os pés, simultânea à água, igualmente salgada, que pingava dos olhos, e escorria a face. Me deixei cair na areia, a brisa do mar refrescar a mente e o coração, e os ocasionais pingos de chuva lavarem a alma.
Prometi me apaixonar, todos os então 364 dias (o primeiro já despontava, pelo menos era o que diziam as contagens das multidões da orla) que tinha pela frente. Sempre mais, e sempre por mim. Pra me achar forte e super heroína, e não me deixar desorientar por qualquer problema que saltar na minha frente. Quanto menos por qualquer bonitinho que me aparecer no decorrer do ano.
Prometi estudar como quem estuda pra passar pra medicina. Mesmo sem saber se é isso que eu quero realmente. E equilibrar, o não deixar ser dominada pelos estudos, com o não desviar o foco deles.
Prometi viver todos os dias destemida das minhas emoções, de demonstrá-las, expô-las, berrá-las. E me afastar de qualquer idiota que as temer.
Deixar fluir. Mas tentar pensar antes de agir, pra variar um pouco. Sem perder completamente, a inconsequência que consiste em me ser.
Me esforçar pra entender defeitos como uma daquelas peculiaridades que tanto gosto nas pessoas. Conviver melhor com elas, e com seus respectivos. Entender que a minha visão de certo e errado difere da visão dos outros, o que não torna nenhum dos dois errados, ou certos. São pontos de vista.
Comprar menos, e doar mais.
Parar com os palavrões! E freiar a língua sempre que der. Vai ver eles estão certos mesmo, vai ver eu tenho mesmo o dom de destruir pessoas com palavras.
Tentar ser mais flor, que espinho.
No mais, vou aproveitar cada segundinho de existência que Deus decidir me dar. E só.
Decidi meu ano, enquanto percorria o pequeno trecho que separava a praia do meu apartamento, e sentia a água salgada pingando do saião (tinha acabado de pular as benditas), e escorrendo os pés, simultânea à água, igualmente salgada, que pingava dos olhos, e escorria a face. Me deixei cair na areia, a brisa do mar refrescar a mente e o coração, e os ocasionais pingos de chuva lavarem a alma.
Prometi me apaixonar, todos os então 364 dias (o primeiro já despontava, pelo menos era o que diziam as contagens das multidões da orla) que tinha pela frente. Sempre mais, e sempre por mim. Pra me achar forte e super heroína, e não me deixar desorientar por qualquer problema que saltar na minha frente. Quanto menos por qualquer bonitinho que me aparecer no decorrer do ano.
Prometi estudar como quem estuda pra passar pra medicina. Mesmo sem saber se é isso que eu quero realmente. E equilibrar, o não deixar ser dominada pelos estudos, com o não desviar o foco deles.
Prometi viver todos os dias destemida das minhas emoções, de demonstrá-las, expô-las, berrá-las. E me afastar de qualquer idiota que as temer.
Deixar fluir. Mas tentar pensar antes de agir, pra variar um pouco. Sem perder completamente, a inconsequência que consiste em me ser.
Me esforçar pra entender defeitos como uma daquelas peculiaridades que tanto gosto nas pessoas. Conviver melhor com elas, e com seus respectivos. Entender que a minha visão de certo e errado difere da visão dos outros, o que não torna nenhum dos dois errados, ou certos. São pontos de vista.
Comprar menos, e doar mais.
Parar com os palavrões! E freiar a língua sempre que der. Vai ver eles estão certos mesmo, vai ver eu tenho mesmo o dom de destruir pessoas com palavras.
Tentar ser mais flor, que espinho.
No mais, vou aproveitar cada segundinho de existência que Deus decidir me dar. E só.
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