sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

And be loved.

Até que ponto meus amores eram apenas vestígios de um fogo cuja existência eu sequer posso comprovar, apenas meu corpo revestido de carência e meus sentimentos expostos e disponíveis pra quem quisesse ver e resgatar? Não sei. Sei que amei. Muito e o tempo todo. Sempre de um jeito diferente, uma hora com as mãos, com os lábios e somente em outras poucas, com o coração. Meu peito ardia com os sinais indiscretos de sentimentos que muitas vezes nem existiam, deveras vezes inventados, só pra que eu tivesse quem desejar antes de dormir e com quem sonhar durante o sono...
Dos meus amores e desamores extraí os mais necessários aprendizados... A maioria, acredito eu, em nome da minha incansável mania de ser minimalista no reparar e interpretar as coisas. Fato que falhei em metade das interpretações, mas mesmo destas, aprendi alguma coisa. De tudo aprendi alguma coisa. E agora o tempo me assusta novamente, dando suas caras apressadas em mais um ano que se inicia, quando eu sequer vi partir o que se foi. Não fiz votos, promessas, ou resoluções pra este, como fiz pra todos os outros... Mas não preciso tê-los feito pra ter certeza de que vou me apaixonar. Com a mesma intensidade que me apaixonei aos doze anos pelo primeiro amor. Com a mesma sinceridade que me entreguei ano passado. Com a mesma coragem que aos catorze.
Não sei pelo que, nem em que momento, mas as paixões sempre vem e sempre me carregam, neste ano não há de ser diferente.
E não sei pelo que anseio mais, pelas paixões, ou pelo aprendizado que delas sempre tiro.