quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

... e pro meu diabinho !

Faz tudo errado, do seu jeito, que eu gosto, amor . Enrosco ! Cada vez mais .
Já não te vejo como um barbado de vinte e poucos, explosivo, e por vezes, mais inconstante e infantil que eu .
Já não importa o que você faça, o que você diga, sua boca vicia .
Continua assim, não se mexa . Só me mova, me conduza, ao êxtase que tudo o que é teu me traz .
Briga sim, me cobre o que eu não te dou, e que nem tampouco você está disposto a oferecer . Apareça nos momentos mais impróprios, me ligue quando eu menos estiver esperando . Me deixe zonza com teus beijos '' entre portas '', entre pernas, e abraços . Acelerado !
Me traz aquele ardor carente e suplicante, das suas mãos nas minhas, naquele segundo dia .
No resto deles eu vou ser só sua magrela . Agora, aprendi a dividir, cacete . Adoro essa sua pretensão, de achar que eu vou mesmo, cancelar meus amigos de anos, e meus planos de horas, porque você me ligou, simplesmente .
Ninguém me desperta emoções como você . Desgraçado ! Só não o amor, óbvio . Também porque seria demais, né não ? Passo do ódio sufocante à desejo fatal em segundos, com todos essas brigas que você tem sozinho .
Minha cabeça gira, pira, com o fato de não termos compromisso algum, além da ausência do mesmo .
Amo poder ser desenfreada, ser bicho, escrachada e flor, delicada . Ser mulher, pra fazer-me frágil, quebrável . Amo poder ser tudo, e em absoluto, não precisar ser nada .
Me provoca assim, que eu gosto . Me torce, me aperta .
Idiota, você tem tudo o que eu sempre quis: NADA !
Não tem aquela beleza óbvia que eu odeio, tem é aquele charme, aquela mão lisa, e todas aquelas suas vestimentas que eu abominava .
Não me mima, não me mela, não me cobre de mensagens e o diabo que os demais encontraram - e encontram até hoje - pra me pentelhar . Tem é o equilíbrio, não se ausenta, mas nunca fica o suficiente pra que eu enjoe .

Agora, se quer ir, que vá .

Delícia .
E fim . ''

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