O caminho é mais tortuoso do que aparenta, e todas as flores tem espinhos. O clima é o mais instável possível, já foram presenciadas noites tempestuosas sendo seguidas de manhãs de sol intenso e tardes com neve. Minhas noites de tempestados assustantam - muito - contudo, abraçando apertado e fundo o medo passa. Pra todas as manhãs ensolaradas há uma brisa fresaca que vem dos mares de minhas terras sem litoral, e não se sente calor irritante, nem se sua exageradamente. As tardes nevoadas inspiram romantismos e revigoram amores.
Todos os pontos tem nós, e nós se dão até em pingo d'água. Aqui se criam meninas como se princesas, e não admitem que as tratem de maneira menos reverente. Acostumou-se a ganhr tudo no grito, e no grito tudo se ganha. Nunca se sabe bem o que se quer, e o que se pode querer, mas quando muito se sabe - e quer - consegue-se. Certezas não são permitidas. Inexistem. E é essa a única lei da região. Inexorável.
Não se morre de amores, mas só deles se vive. Muito se decepciona e sofre, mas as dores não duram mais que 24h, e no mácimo dão ''pano pra manga das minhas escritas''. Músicas regem vidas e beijos constroem poesias. Pros dias mais difíceis; canções. Pro fáceis; mãos. Em dias de solo fértil, planejam-se plantios e colheitas, mas sequer se sai de casa nesses tempos. Temem-se semeações indevidas. O medo contrasta com a ousadia constantemente. Corações se unem em olhares e se separam, como se unidos em laços frouxos, quando se percebe que os prejuízos possivelmente superarão os investimentos.
E dificilmente se investe. Sempre alto se investe. Ama-se feito virgem. Beija-se como amante. Com muito pouco se surpreende, e de quase nada se arrepende e compadece. O bom e velho clichê de viver o presente se faz realidade fatal, mas teme-se e o muito se anseia o amanhã.
E ele nunca vem marcado por arrependimentos.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Já não eram mais os mesmos. Em algum lugar do tempo se perderam um do outro.
Ainda que muito tentasse ela já não mais enxergava nele o homem por quem tantas vezes se apaixonara. Ele não fazia questão de se deixar ver... Suas almas se encontravam como antes só quando com bocas encaixadas tocavam-se com mãos, pernas e olhares. Mas nem nisso enxergavam mais beleza e benção. Em um conjunto instável e admiravelmente amável de minutos foi que o velho amor voltara à tona. Aquele sentimento rico que tantas vezes inspirara as escritas pobres e bregas dela. Já ele não era um homem de muitos dons e, se era, não os deixava transparecer. Com exceção daquele que ele usava pra conduzi-la ao êxtase e à sentimentos essencialmente adolescentes.
Mas as conversas agora eram como se mecanizadas, e nele já não se podia ler aquele desejo incansável por ela e a força inesgotável para permanecer - requisito obrigatório à todos que sequer perto dela quisessem ficar - parecia ter se esvaido. Ela andava mais complicada que nunca e não demonstrava mínima vontade de se descomplicar. Ainda assim, o que tinham era superior e invejável aos olhos de terceiros. Se amavam! Essa devia ser só uma daquelas crises de casais... Porque com eles não?
Até que depois de certo tempo se viram, e as dúvidas viraram certeza quando a presença só fez salientar as diferenças e a indisposição de ambos. Mal se beijaram e mal ela se sentia por nada sentir. O orgulho nele berrava estourando garganta quando ele foi embora... Não deveria ter ido, entregou-a à pensamentos livres, sem seu toque para freiá-los. Não deveria tê-la deixado. Deveria ter ficado. Pra reacender o fogo que dentro dela, por ele, tanto e sempre queimara.
Já era tarde... Deixara.
Ainda que muito tentasse ela já não mais enxergava nele o homem por quem tantas vezes se apaixonara. Ele não fazia questão de se deixar ver... Suas almas se encontravam como antes só quando com bocas encaixadas tocavam-se com mãos, pernas e olhares. Mas nem nisso enxergavam mais beleza e benção. Em um conjunto instável e admiravelmente amável de minutos foi que o velho amor voltara à tona. Aquele sentimento rico que tantas vezes inspirara as escritas pobres e bregas dela. Já ele não era um homem de muitos dons e, se era, não os deixava transparecer. Com exceção daquele que ele usava pra conduzi-la ao êxtase e à sentimentos essencialmente adolescentes.
Mas as conversas agora eram como se mecanizadas, e nele já não se podia ler aquele desejo incansável por ela e a força inesgotável para permanecer - requisito obrigatório à todos que sequer perto dela quisessem ficar - parecia ter se esvaido. Ela andava mais complicada que nunca e não demonstrava mínima vontade de se descomplicar. Ainda assim, o que tinham era superior e invejável aos olhos de terceiros. Se amavam! Essa devia ser só uma daquelas crises de casais... Porque com eles não?
Até que depois de certo tempo se viram, e as dúvidas viraram certeza quando a presença só fez salientar as diferenças e a indisposição de ambos. Mal se beijaram e mal ela se sentia por nada sentir. O orgulho nele berrava estourando garganta quando ele foi embora... Não deveria ter ido, entregou-a à pensamentos livres, sem seu toque para freiá-los. Não deveria tê-la deixado. Deveria ter ficado. Pra reacender o fogo que dentro dela, por ele, tanto e sempre queimara.
Já era tarde... Deixara.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
If.
Se eu te olhasse na alma, e pedisse que ficasse, que mudasse, ficarias? E se eu dissesse - mais uma vez - que assim desse seu jeito eu não quero, o que farias? Dirias que nada temos pra terminar, e que talvez por isso não farias nada? E se eu então me apressasse em te beijar, deixando que tudo se encaixasse num suspiro contente e profundo...? Assim você acordaria pra vida? Pra nós? Ou nem assim...?
Temo que você só desperte pra isso tudo mais tarde... E te conheço, bebê, seu orgulho não vai permitir que laves o rosto e as lágrimas e venhas até mim, dizendo que muito sente e qualquer coisa por nós dois.
Vivi muitas outras vidas, e mil vezes a minha nesse tempo em que estivemos separados. Já sei o que quero, e o que não. O que dá pra ser, e mais tarde. Queria você, mas pra agora. Não amanhã...
Mas isso foi só até as diferenças entrarem na frente e berrarem alto e forte que não dá.
Temo que você só desperte pra isso tudo mais tarde... E te conheço, bebê, seu orgulho não vai permitir que laves o rosto e as lágrimas e venhas até mim, dizendo que muito sente e qualquer coisa por nós dois.
Vivi muitas outras vidas, e mil vezes a minha nesse tempo em que estivemos separados. Já sei o que quero, e o que não. O que dá pra ser, e mais tarde. Queria você, mas pra agora. Não amanhã...
Mas isso foi só até as diferenças entrarem na frente e berrarem alto e forte que não dá.
domingo, 18 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Stay!
Vejo tantas pessoas se perdendo, simplesmente por tentarem tão desesperadamente se encontrar - ou encontrar alguém. As percebo na inocente e às vezes até inconsciente busca pela tampa da panela, a metade da laranja... E todos os demais mitos impossivelmente idiotas que a sociedade inventou só pra que em nossas mentes ficasse cravada a ideia que temos sim, um alguém perfeito pra nós.
E é assistindo aos demais em suas buscas incansáveis que caio em mim e vejo o quanto o que temos é especial e maior que tudo. Sabe, não precisei procurar pra te encontrar, simplesmente aconteceu. Foi com um sorriso lindo em uma festinha idiota que te vi a primeira vez, e ali eu te encontrei. Sem procurar. O fato de aqui estarmos, juntos novamente, é a maior prova de que há sim, por trás de tudo isso, uma força irrefreável que nos une, força infinitamente superior em módulo e intensidade que a que tenta nos separar.
Não te procurei. E te encontrei, de novo. E é mais uma vez amor. Não sei bem o que temos, o que teremos, e também não quero saber. Que o futuro fique a cargo do destino, das tais forças e da guerra que bem sei que travam entre si. Somos o completo oposto um do outro, mas talvez seja aí que more a nossa delícia. Nas diferenças. É com meu jeito arrogante e briguento que eu tento provar que tanto gosto de você, é só saber enxergar. Ranque a minha máscara de arrogância e verás o que sinto. E é belo. É belo e puro o que sinto.
Fica aqui até mais tarde.
Não sei de muita coisa, mas o pouco que eu sei, eu tenho realmente certeza. E eu tenho dormido - já há algumas noites - com a certeza gritando bem alto e forte no peito que o amanhã vai ser bem melhor que hoje.
E eu amo nosso presente.
E é assistindo aos demais em suas buscas incansáveis que caio em mim e vejo o quanto o que temos é especial e maior que tudo. Sabe, não precisei procurar pra te encontrar, simplesmente aconteceu. Foi com um sorriso lindo em uma festinha idiota que te vi a primeira vez, e ali eu te encontrei. Sem procurar. O fato de aqui estarmos, juntos novamente, é a maior prova de que há sim, por trás de tudo isso, uma força irrefreável que nos une, força infinitamente superior em módulo e intensidade que a que tenta nos separar.
Não te procurei. E te encontrei, de novo. E é mais uma vez amor. Não sei bem o que temos, o que teremos, e também não quero saber. Que o futuro fique a cargo do destino, das tais forças e da guerra que bem sei que travam entre si. Somos o completo oposto um do outro, mas talvez seja aí que more a nossa delícia. Nas diferenças. É com meu jeito arrogante e briguento que eu tento provar que tanto gosto de você, é só saber enxergar. Ranque a minha máscara de arrogância e verás o que sinto. E é belo. É belo e puro o que sinto.
Fica aqui até mais tarde.
Não sei de muita coisa, mas o pouco que eu sei, eu tenho realmente certeza. E eu tenho dormido - já há algumas noites - com a certeza gritando bem alto e forte no peito que o amanhã vai ser bem melhor que hoje.
E eu amo nosso presente.
domingo, 11 de outubro de 2009
Stupidity - II
Com tanto homem no mundo, porque eu fui escolher ficar com o mesmo? Porque, ainda que cercada de homens maravilhosos e interessantes, fui escolher ir pra casa com o bonitinho? Pra ver se eu sentia aquele arrepiozinho patético e adolescente que eu sempre sentia quando ele me tocava? Não, sou e posso mais que isso. Porque então?
Se conheço por inteiro seu mecanismo de defesa, de fuga, de funcionamento, de fala... (A lista é imensa.) Se sei como funcionamos, porque sempre brigamos, e porque vamos sempre brigar... Somos diferentes, simplesmente. Brigamos por conta disso, e muito. E gostoso. Contudo, você insiste em ver nisso um defeito e acaba se zangando de verdade, e o que era pra ser uma discussãozinha de fim de noite acaba virando um possível término.
Já estive aqui antes. Conheço esse seu jeito. É incrível, - e terível - mas você não mudou na-da. Continua com esse seu orgulho impecável. Muito mais perder bons meses de possível felicidade doce - e turbulenta -, à ferir por um segundinho sequer esse seu ego de merda, né? Afinal, o que temos pode ser encontrado em qualquer esquina, nosso beijo pode ser dado em qualquer festa, e o arrepio você pode causar em qualquer uma, né?
NÃO!
Seu burro!!! Não vê que o que temos é diferente e exclusivo? Que as nossas gracinhas são só nossas gracinhas. Que não é em qualquer beijo que se encaixam bocas. E que não é em qualquer menina que seu toque causa arrepios.
Não brinques com o que temos. Pode ser que logo não tenhamos mais.
Deixe que nosso apelidinho íntimo e brega siga sendo apenas nosso apelidinho íntimo e brega, não uma ironia.
Seja meu homem, coração.
Ou não.
Se conheço por inteiro seu mecanismo de defesa, de fuga, de funcionamento, de fala... (A lista é imensa.) Se sei como funcionamos, porque sempre brigamos, e porque vamos sempre brigar... Somos diferentes, simplesmente. Brigamos por conta disso, e muito. E gostoso. Contudo, você insiste em ver nisso um defeito e acaba se zangando de verdade, e o que era pra ser uma discussãozinha de fim de noite acaba virando um possível término.
Já estive aqui antes. Conheço esse seu jeito. É incrível, - e terível - mas você não mudou na-da. Continua com esse seu orgulho impecável. Muito mais perder bons meses de possível felicidade doce - e turbulenta -, à ferir por um segundinho sequer esse seu ego de merda, né? Afinal, o que temos pode ser encontrado em qualquer esquina, nosso beijo pode ser dado em qualquer festa, e o arrepio você pode causar em qualquer uma, né?
NÃO!
Seu burro!!! Não vê que o que temos é diferente e exclusivo? Que as nossas gracinhas são só nossas gracinhas. Que não é em qualquer beijo que se encaixam bocas. E que não é em qualquer menina que seu toque causa arrepios.
Não brinques com o que temos. Pode ser que logo não tenhamos mais.
Deixe que nosso apelidinho íntimo e brega siga sendo apenas nosso apelidinho íntimo e brega, não uma ironia.
Seja meu homem, coração.
Ou não.
sábado, 10 de outubro de 2009
No, we can't!
Não quero. Não posso. Não vou.
Ou quero - e muito. Posso. Mas ainda sim, não vou.
Não quero ser isso que vejo todos os dias. Dependente. Constante.
Ou quero. Mas a independência sempre fala mais alto ao meu ouvido. E a inconstância? A inconstânica é a única constante que levo comigo.
Não posso ser isso que você tanto quer e procura em mim. Disponível. Presente.
Ou posso. Mas ser assim, tão incansavelmente indisponível é a coisa que mais gosto em mim. E sobre essa de ser mais presente? Já diria meu pai: doce demais enjoa!
Não vou mudar. Virar esse tipinho que você tá acostumado à ter em mãos.
Ou talvez vá. Mas nunca por muito tempo... O tipinho que você tanto gosta pra mim é motivo de deboche. E nada pior do que rir de si.
Fica assim, fica assim.
Não me cobre. Não me olhe diferente. Não mude seu tom quando eu ferir suas expectativas. Isso vai acontecer o tempo todo. Isso é, se formos levar isso adiante...
E se sim, bem... Se não, amém!
O destino tem sido meu único guia. E graças a Deus por isso!
Ou quero - e muito. Posso. Mas ainda sim, não vou.
Não quero ser isso que vejo todos os dias. Dependente. Constante.
Ou quero. Mas a independência sempre fala mais alto ao meu ouvido. E a inconstância? A inconstânica é a única constante que levo comigo.
Não posso ser isso que você tanto quer e procura em mim. Disponível. Presente.
Ou posso. Mas ser assim, tão incansavelmente indisponível é a coisa que mais gosto em mim. E sobre essa de ser mais presente? Já diria meu pai: doce demais enjoa!
Não vou mudar. Virar esse tipinho que você tá acostumado à ter em mãos.
Ou talvez vá. Mas nunca por muito tempo... O tipinho que você tanto gosta pra mim é motivo de deboche. E nada pior do que rir de si.
Fica assim, fica assim.
Não me cobre. Não me olhe diferente. Não mude seu tom quando eu ferir suas expectativas. Isso vai acontecer o tempo todo. Isso é, se formos levar isso adiante...
E se sim, bem... Se não, amém!
O destino tem sido meu único guia. E graças a Deus por isso!
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
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