sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Merry Chistmas !

Terminei meu natal da mesma forma que o comecei, sozinha.
O dia começou já não começou bem, fui acordada pela minha irmã e namorado com sua felicidade irritante, de risadas e brincadeiras cansativas, que sempre resultam em um dos dois emburrado em um canto. Mas foi eu abrir a porta do quarto, e ver o sol que já brilhava lá fora. Coloquei um biquíni, meu melhor sorriso, e desci, determinada a não deixar que nada mais fizesse infeliz uma parcela minha sequer.
O sol ardia na pele, enquanto a Zélia cantava suas melhores canções pra eu ser feliz. Fiz pela milésima vez uma retrospectiva do que passou nesse ano e meus planos pra 2009. Queimei até o sol dizer chega, e resolver se esconder atrás das nuvens. Fiz pose pro surfista bonitão que tava sentado logo ali, mas até isso me cansou. Arrumei minhas coisas da forma menos charmosa possível, e subi. Almocei nem lembro o que, tomei um banho, me arrumei toda riquinha, e fui andar de bicicleta. Logo meu pai me chamou, falou que era hora de entrar em contado com a civilização. Guardei a bonitinha e subi faceira, ninguém tava pronto, deu tempo de dar uma dormidinha. Finalmente, fomos. Conversei com uns amigos, recebi noticias de quem eu mais ansiava receber... e voltamos.
Tava chovendo, desde a hora em que saímos, mas eu não me deixei abater por aquela chuvinha idiota, peguei a bonitinha, e fui andar nela novamente. Dessa vez, na orla. Não tinha mais ninguém na praia, com exceção de uma família de gordinhos por quem passei umas três vezes, enquanto ia de uma extremidade da praia à outra. Li um pouco, escutei música outro. E logo minha mãe chamou pra irmos comer. Decidimos por abolir a ceia do nosso natal desse ano. O que foi esquisitíssimo, mas o esquisito tem me soado normal ultimamente. Comi apressada, e recebi a pior noticia do dia, a louça era minha. Cacete! Odeio lavar louça. Mas ta, fui de bom grado. Limpei tudo, e quando eu terminei todos já estavam devidamente em suas camas, os casaizinhos de namorados davam seus boas-noites que sempre duravam até quase de manhã.
Eu fui escovar meus dentes, esqueci de acender a luz, aí senti uma lágrima cair, e escorrer, devagar, por todo o meu rosto, e ir descendo, até eu perceber o que estava acontecendo, e limpá-la. Depois veio outra, e outra, e mais outra. Pensei que eu nunca fosse parar de chorar. Chorei pelas lembranças do passado, e por aquelas que eu queria lembrar mas minha péssima memória me impedia. Eu queria ter alguma coisa doce pela qual chorar, alguma lembrança de quando todos nos dávamos bem. Pra consolar esse presente assolador. Não achei nenhuma, chorei mais ainda. Chorei por cada pedacinho de felicidade que me foi arrancado das mãos, cada sorriso que tiraram do rosto. E foi assim, até que eu decidi parar. Não ia me levar a lugar algum mesmo.
Acendi a luz, escovei meus dentes, e deitei.
Sozinha.

E ansiosa por outro dia.

2 comentários:

Unknown disse...

=D

  disse...

o escuro causa reaçoes inusuitadas né.. rsrsrs