Engraçado como a ausência do amor, da dor, e da minha sempre presente instabilidade e inconstância, me tira todas as palavras . Como se o pouco de mim que é inspirado, só fosse despertado mediante grandes feitos, tragédias, ou qualquer coisinha que tire meu fôlego .
Vai ver eu virei dependente de amor, vai ver eu tô carente de dor !
Engraçado como eu conquistei independência, auto-suficiência, nesse pouco menos de meio ano que passou desde meu último namorinho . Algumas coisas que nunca imaginei ser capaz de vencer, eu tenho vencido . Algumas coisas que eu sempre quis, eu já não tô mais querendo .
Engraçado como a vida tem se encaminhado, me guiado até o inesperado, me levando a sentir o inexplicável, me levando a não sentir . Não que eu tenha me tornado imune à todas as muitas tentações que companhias masculinas representam, nem de longe .
Vai ver só me tornei imune à uma única .
A tentação me apareceu ontem, e muito bem representada .
A tendência seria à minha pendência,
( se bem que não havia nada mais à pender, estávamos um nojo )
consequente da minha antiga dependência .
Seria normal, claro que seria . Mas não foi . E nada melhor que para um dominguinho pacato, algumas das minhas anormalidades . Adorei nossos contornos unidos, vistos por cima da água, adorei as contorções que suas ondas produziam nos nossos corpos . Recordei de mim, nostalgicamente, há uns três anos atrás ... e o que eu não daria por uma oportunidade como aquela . E lá estava . Lá estava ela . Aparentemente à minha disposição .
Impecavelmente visível, desejável .
Gosto disso . De me sentir imbatível . Indiferente à ele ( s ) .
Gosto porque sei que é tudo o que eu não sou .
Meus sonhos reproduziram o que provavelmente se sucederia, e não se sucedeu .
O que estava destinado a acontecer, e não aconteceu .
Ótimo assim !
( pelo menos pra mim .. )
2 comentários:
3 anos atrás, casa da Neguinha linda.Uma "menina" precoce tão falante quanto eu, uma situação estranhíssima a princípio, um churrasco com pessoas até então desconhecidas (para mim), e uma tentativa incorrigível de tentar interagir com a turma daquele que viria a ser a pessoa mais importante da minha vida. Valeu a pena! Por tudo, e principalmente pela ótima companhia que tive aquele dia (Você, Chlô!), na frente do portão da casa da Jeh, minutos de conversa e conifssoes a fio se desenrolavam pela noite, enquanto todo mundo aproveitava ao máximo (afinal, todo mundo muito amigo há muito tempo), eu do alto dos meu 15 anos de idade, sofria de uma síndrome de vergonha e falta de jeito sem tamanho por saber que era a "novata" do grupo. Tô certa de que da mesma maneira te fiz companhia, e de algum modo foi a melhor troca até hoje do tempo em que a gente se conhece!
Acho que entendi seu post.
Chlô, sua linda!
Ta ótimo teu blog, tô lendo, tô gostando, e tô continuando ...
Beijo!
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