Tentei tirar da cabeça meu mais corajoso post desde que decidi começar a publicar tudo o que berrava a alma, sem nunca ganhar muita atenção minha. Corajoso não foram as duas teclas (Ctrl+P) que digitei, destemida. De novo, de novo, de novo, e de novo.
(Acho que nunca editei tanto um texto assim)
Corajoso foi eu ter apontado o que eu havia escrito, pra quem eu havia escrito. O pouco que escrevo, é pitorescamente inspirado por alguma força interna minha. Dificilmente por alguém. Ás vezes até crio personagens pra aniquilar a solidão, e dar voz ao coração.
Nas poucas vezes em que escrevi com alguém em mente, eu omitia (d)a inspiração, ás vezes até de mim. Por vergonha, sei lá.
Mas não, exitante, mandei a droga do link pra extremidade final do vetor do que escrevi. Tá, que se foda, me moldei toda nova, só pra me encaixar nessa nova filosofia na qual depositei a vida, de falar só o que penso. E sempre botar fora o que sinto.
Meu medo é perder tudo. De no final das contas, não construir absolutamente nada, e por ter sido assim, escrachada, ter perdido até os tijolos da amizade. Ou ainda de acabar construindo alguma coisa, que quem sabe dure por certo período de tempo. Mas aí acaba. E aí?
Ô coração, me leia, me ouça, e atenda meu pedido, quando imploro: não mude! Pra que se um dia chegarmos ao fim, ou se nem viermos a iniciar nada, que ainda exista algo com que recomeçar.
E fim.
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