domingo, 3 de maio de 2009

Care.

Leveza de alma e autenticidade são duas das muitas coisas que eu procurei levar comigo a vida inteira.
Mas chega uma hora que não dá. Que até a leveza pesa. Que ser autêntica se torna impossível. Os momentos cada vez mais imploram que você mascare seus sentimentos, que você esqueça que tem uma alma, e que pense mais nos outros, menos em si. Concordo com o que algumas pessoas (uma em especial) dizem, sobre eu nunca pensar em terceiros. Talvez por isso essas últimas semanas me têm sido insuportáveis. Pela primeira vez na vida penso nos outros. E esqueço de mim. Pela primeira vez na vida olho pra fora, e não só pra dentro. E como eu bem previa (e tinha te avisado) não tem ninguém me olhando. Ninguém aqui perguntando se eu quero que levantem meu cabelo, que molhem minha nuca com água fria porque minha pressão de viver tá alta demais. Ninguém pra me dar um punhado de sal pra eu calar esse azedo de limão que não sai dos meus dias, fazer a contagem regressiva de três algarismos e virar a tequila. Se bem que eu já tô de porre da vida. Tô cansada de gorfar e ter que me cuidar. Me fazer um chá pra tirar o embrulho do estômago. Apagar a luz e me fazer cafuné, que é pra ver se eu consigo dormir bem, ou quem sabe só tirar um cochilo...

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