Com tanto homem no mundo, porque eu fui escolher ficar com o mesmo? Porque, ainda que cercada de homens maravilhosos e interessantes, fui escolher ir pra casa com o bonitinho? Pra ver se eu sentia aquele arrepiozinho patético e adolescente que eu sempre sentia quando ele me tocava? Não, sou e posso mais que isso. Porque então?
Se conheço por inteiro seu mecanismo de defesa, de fuga, de funcionamento, de fala... (A lista é imensa.) Se sei como funcionamos, porque sempre brigamos, e porque vamos sempre brigar... Somos diferentes, simplesmente. Brigamos por conta disso, e muito. E gostoso. Contudo, você insiste em ver nisso um defeito e acaba se zangando de verdade, e o que era pra ser uma discussãozinha de fim de noite acaba virando um possível término.
Já estive aqui antes. Conheço esse seu jeito. É incrível, - e terível - mas você não mudou na-da. Continua com esse seu orgulho impecável. Muito mais perder bons meses de possível felicidade doce - e turbulenta -, à ferir por um segundinho sequer esse seu ego de merda, né? Afinal, o que temos pode ser encontrado em qualquer esquina, nosso beijo pode ser dado em qualquer festa, e o arrepio você pode causar em qualquer uma, né?
NÃO!
Seu burro!!! Não vê que o que temos é diferente e exclusivo? Que as nossas gracinhas são só nossas gracinhas. Que não é em qualquer beijo que se encaixam bocas. E que não é em qualquer menina que seu toque causa arrepios.
Não brinques com o que temos. Pode ser que logo não tenhamos mais.
Deixe que nosso apelidinho íntimo e brega siga sendo apenas nosso apelidinho íntimo e brega, não uma ironia.
Seja meu homem, coração.
Ou não.
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