sábado, 10 de outubro de 2009

No, we can't!

Não quero. Não posso. Não vou.
Ou quero - e muito. Posso. Mas ainda sim, não vou.

Não quero ser isso que vejo todos os dias. Dependente. Constante.
Ou quero. Mas a independência sempre fala mais alto ao meu ouvido. E a inconstância? A inconstânica é a única constante que levo comigo.
Não posso ser isso que você tanto quer e procura em mim. Disponível. Presente.
Ou posso. Mas ser assim, tão incansavelmente indisponível é a coisa que mais gosto em mim. E sobre essa de ser mais presente? Já diria meu pai: doce demais enjoa!
Não vou mudar. Virar esse tipinho que você tá acostumado à ter em mãos.
Ou talvez vá. Mas nunca por muito tempo... O tipinho que você tanto gosta pra mim é motivo de deboche. E nada pior do que rir de si.

Fica assim, fica assim.
Não me cobre. Não me olhe diferente. Não mude seu tom quando eu ferir suas expectativas. Isso vai acontecer o tempo todo. Isso é, se formos levar isso adiante...
E se sim, bem... Se não, amém!
O destino tem sido meu único guia. E graças a Deus por isso!

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