Sempre fui o tipo de pessoa que ia. Nunca consegui permanecer por muito tempo entre o não e o sim. E, normalmente, pulava pro sim. Sem pensar por muito tempo, sem precisar sentir muitas coisas. É instintivo, sabe? O sim, quero dizer. A recusa é sempre mais difícil. Pode ser que em algum momento você se encontre diante de alguém que disse o sim que você não soube dizer. E se arrependa. Ou se alegre. Se arrepender de algo que você fez é mais fácil, eu acho. Você experimenta as sensações, a ansiedade, a adrenalina, a delícia e, só depois, quem sabe, a solidão. Mas você teve algo em mãos. Seus braços foram aquecidos e sua mente ocupada por algo concreto, não pela especulação de algo que nunca veio a ser.
Foi sempre o que me fez dizer sim. A possibilidade de me arrepender depois. Dezoito anos de escolhas erradas depois, vejo que dizer não é bacana. (Embora por vezes seja tão conservador quanto dizer bacana.) Ao dizer um não, um novo leque de possibilidades é colocado a sua frente. É diferente do sim. (Einstein! rs) Com o sim você tem aquilo e nada mais. Não sabe o que perdeu. Você tem a experiência, mas nunca vai conhecer todas as outras que poderia ter tido.
Não dá pra dizer não pra tudo, também. Dizer sim reserva sua beleza... O segredo é saber qual a escolha certa a fazer.
Já disse isso pelo menos uma vez a todas as pessoas que conheço, e é meio uma regra de fé e vida que levo comigo... Cada escolha, uma renúncia. Você diz não pra algo aqui, e algo imediatamente passa a te esperar ali. Sua vida não para na recusa. Sua vida começa na decisão. E é por isso que hoje, mais uma vez, anuncio publicamente que me recuso, e digo sim pra Jesus! Minha primeira escolha certa que, espero, resulte em uma sucessão de asserções.
2 comentários:
:))
sempre achei que chover fizesse bem a quem escreve... hehe
ps. tô rascunhando, rascunhando.
lindaaaaa! eu quero tanto te escrever sobre esse assunto... lendo o seu blog eu sei exatamente o que fazer; me ajuda?
a vida do lado de cá anda mais que corrida... te escrever está na minha listinha de prioridades, viu?
te amo.
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