segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Variável

Tem sempre aquele momento antes da decisão. (E tem sempre uma decisão.) O momento em que você decide se vai ou não atravessar a rua em que pode, ou não, ser atropelado. Em que escolhe, ou não, se apaixonar. Se vai viver, ou não, com medo. Se vai fugir, ou ficar, quando os problemas aparecerem. Namorar, ou abraçar a solteirice. Sair, e correr quinze tipos de riscos diferentes por segundo, ou ficar. Há sempre uma variável. O mundo é cheio de possibilidades esperando pra se concretizar.
Sempre fui o tipo de pessoa que ia. Nunca consegui permanecer por muito tempo entre o não e o sim. E, normalmente, pulava pro sim. Sem pensar por muito tempo, sem precisar sentir muitas coisas. É instintivo, sabe? O sim, quero dizer. A recusa é sempre mais difícil. Pode ser que em algum momento você se encontre diante de alguém que disse o sim que você não soube dizer. E se arrependa. Ou se alegre. Se arrepender de algo que você fez é mais fácil, eu acho. Você experimenta as sensações, a ansiedade, a adrenalina, a delícia e, só depois, quem sabe, a solidão. Mas você teve algo em mãos. Seus braços foram aquecidos e sua mente ocupada por algo concreto, não pela especulação de algo que nunca veio a ser.
Foi sempre o que me fez dizer sim. A possibilidade de me arrepender depois. Dezoito anos de escolhas erradas depois, vejo que dizer não é bacana. (Embora por vezes seja tão conservador quanto dizer bacana.) Ao dizer um não, um novo leque de possibilidades é colocado a sua frente. É diferente do sim. (Einstein! rs) Com o sim você tem aquilo e nada mais. Não sabe o que perdeu. Você tem a experiência, mas nunca vai conhecer todas as outras que poderia ter tido.
Não dá pra dizer não pra tudo, também. Dizer sim reserva sua beleza... O segredo é saber qual a escolha certa a fazer.
Já disse isso pelo menos uma vez a todas as pessoas que conheço, e é meio uma regra de fé e vida que levo comigo... Cada escolha, uma renúncia. Você diz não pra algo aqui, e algo imediatamente passa a te esperar ali. Sua vida não para na recusa. Sua vida começa na decisão. E é por isso que hoje, mais uma vez, anuncio publicamente que me recuso, e digo sim pra Jesus! Minha primeira escolha certa que, espero, resulte em uma sucessão de asserções.

2 comentários:

Ana Paula Saltão disse...

:))

sempre achei que chover fizesse bem a quem escreve... hehe

ps. tô rascunhando, rascunhando.

priscila disse...

lindaaaaa! eu quero tanto te escrever sobre esse assunto... lendo o seu blog eu sei exatamente o que fazer; me ajuda?

a vida do lado de cá anda mais que corrida... te escrever está na minha listinha de prioridades, viu?

te amo.