Uma das minhas maiores dificuldades em me ligar afetivamente é que, no começo, faço de tudo pra agradar. E pra isto faço uso dos mais diversos exemplos... Copio posturas de pessoas que julgo estarem em relacionamentos mais estáveis do que eu jamais estive. Roubo algumas frases e atitudes de algum romance que já vi ou assisti. Testo palavras e ações - e repito as que melhor agradarem o público... E funciona.
Mas, como minha mãe sempre me alertou, sou (de fato) muito diferente do resto do mundo. Então, embora a mudança seja efetiva e me faça feliz também, dura pouco tempo. Só até eu olhar pra dentro e não me reconhecer. (Num mundo de grandes egos, auto-(re)conhecimento é tudo.)
Pra mim é suficiente. Aí volto ao meu estado natural de uma forma tão abrupta que causo vertigens em mim e em quem quer que estiver próximo o bastante pra perceber a mudança. E pronto. Tem-se as dissensões. Isto aconteceu várias vezes ao longo da minha vida - arrisco dizer que em todos os meus relacionamentos - e, tenho certeza, se deve ao fato de a vida toda eu ter buscado agradar a pessoa errada. Estivesse eu buscando agradar à Deus, buscando fazer de meu caráter uma cópia do de Cristo, não enfrentaria essas dificuldades. Não porque agradaria a todos, haja vista que nem o próprio Cristo o fez. Mas por que qualquer semelhança que eu viesse a ter com Jesus limparia minha visão pra que eu enxergasse o então fardo de agradar os outros como uma manifestação do amor em sua mais pura essência.
No dia em que eu conseguir enxergar assim, agir dessa forma, terei parado com minha incessante e incansável (posto que jamais verei seu fim) busca de agradar os outros.
E, ainda que desagrade a alguns, estarei em paz em nome da certeza de estar, finalmente, agradando a Pessoa certa.
Um comentário:
LINDA! Com certeza estará agradando a pessoa certa =)
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