Tudo que levo e tenho é confusão. Mas uma revolução que começa e termina em mim, sem nunca criar forças suficientes pra se fazer externa. Meus mais altos barulhos só tem som dentro do meu peito. Meus maiores orgulhos e conclusões são meus, só meus. E permanecerão assim. Toda eficiente explosão mental acontece no interior da alma e não precisa de arauto. Acontece. O externo (e anunciado, posto que toda exposição é um anúncio) é apenas consequência disto. Do fogo que queima o segundo antes de agir. Do passado que a memória evoca sempre que me vejo diante de alguma coisa (qualquer coisa).
Por ser toda silêncios, nunca acreditei em pessoas barulhentas, em seus risos altos, seus choros agudos, suas felicidades eternas e perfeitamente estampadas. Não há sorriso que não se canse e/ou se entristeça. Não há mente lúcida que não se perca. Desacredito em constâncias - humanas, pelo menos. (Constância, pra mim, é exclusividade divina.) Todo mundo é um pouco triste. Toda aglomeração carrega sua solidão.
Os sempre felizes fazem questão de parecer. Faço questão de ser. Não espere que eu haja de maneira diferente do que eu sentir, quiser e me parecer certo. E isto não é fórmula de felicidade, se é que existe tal coisa. Talvez eu nem saiba o que é ser feliz ainda... É só sinceridade, coerência.
E o agir ser coerente com a vontade, e vontade alinhada com a razão, é paz.
Um comentário:
amei o blog!
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