quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Para Hernandes, da contabilidade, em resposta

Ah, Hernandes... O que você pretendia com todas aquelas palavras, hein? Já não lhe disse repetidas vezes pra não fazer esse tipo de coisa porque meu coração não aguenta muito? Agora eu fico aqui, sem conseguir me concentrar nas minhas revistas, no atender telefones, entregar recados... É bem provável que eu perca meu emprego deste jeito, poxa. Mas já chega de te punir e repreender, você sabe como detesto fazer isso, né?
Sempre fui uma incrédula do amor, de futuros planejados, mãos dadas e compromissos, e você tem me mudado inteira, meu amor. Não sei se as mudanças são necessárias, ou se vieram em boa hora, sei que tenho sido muito mais feliz, mas também não sei por quanto tempo ficarei assim. Posso prometer guardar meus melhores sorrisos pra você, enquanto você quiser ficar, e que Deus permita que você nunca queira ir. Não que minha existência seja alimentada pela sua presença, minha felicidade é que é.
Obrigada por tudo. Por aquele dia em que você me pediu desculpas ao telefone por ter feito uma coisa que lhe pareceu correta na hora, mas que muito me magoou. Por parar o carro naquele lugar que reclamei como nosso, que é preu poder falar com você olhando aquela árvore com as flores amarelas. Por não soltar a minha mão quando os problemas chegaram e eu não tinha sequer forças pra te prender em mim. Por entender meu cansaço, meu sono, meus piores dias, minhas risadas sem motivos, meu cantar desafinado e minhas descargas de energia.
Eu te amo também, mas você já sabia disso, né?

Beijos sempre nossos,
Glória, da recepção.

Ps.: Minha casa às vinte horas hoje?
Ps.2: Agora só são dois dias pra um mês, meu bem. O que me lembra outra coisa; mil desculpas pela demora em responder... Esses feriados acabam comigo.

Um comentário:

cândido gomes disse...

vamos ter uma tréplica? aguardo.