Não dá pra fugir muito do que vem depois disso.
Não tem depois disso.
Vivi por você. E continuarei assim, até depois da vida, se assim você me permitir. Te amo e meu amor e, todas as minhas canções e poesias que ficariam perfeitas na sua voz ficam implícitas. Meu amor toma voz aonde o seu sol nasce. E isso me faz feliz. Me faz feliz porque é ali aonde eu queria estar. É pra lá que eu vou. Lá que eu me escondo. Permaneço. E sempre.
Não preciso dos melhores beijos, dos melhores sorrisos, das melhores festas e dos seus melhores amigos. Uma tarde. Uma vida. Quatro paredes. E você. E eu. E basta. Basta porque é ali que encontro minha paz. Basta porque é no nosso desassossego, nas nossas ausências e inconstâncias que eu te encontro, me encontro, e nos faço feliz.
Fica aqui até mais tarde, preu te mostrar como o sol nasce bonito na minha janela. Olha meu vestido novo, minhas sandálias, meu perfume, e meus olhares. São sempre os mesmos, as novidades já não são novidades, somos e seremos sempre, você, e eu. E como na música, contra o resto do mundo. E tudo bem assim, porque se assim não fosse, não seríamos - só de pensar nisso tenho calafrios.
Não vou me preocupar com a sua roupa, ou com a sua voz saindo berrada pela garganta pra outros ouvidos, nem com o impacto que eu sei que a mesma vai ter nas mulheres. Não vou me preocupar com o dia em que você vier, só quero que você venha. De polo, bermuda e mãos trêmulas, como quando eu te vi pela primeira vez. É esse o vídeo que eu fico passando na minha cabeça over and over again. Sabia?
Só dá nós dois aqui. Pra mim. E basta. E sempre.
(E tanto, acrescentaria o poeta.)
Um comentário:
mto bom³ (elevado a tres, entendeu?)
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