sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Rumores

Em cada texto uma pessoa. Em cada foto um suposto. Em cada saída um suspeito. E cada gesto, um suplício.
Se sigo meu caminho com relativa tranquilidade é porque já o conheço por inteiro. Passei bom tempo ferindo meu corpo e alma com os espinhos do caminho, mas não mais... Não sei se o tempo me garantiu resistência, ou se depois de muito andar, já caminho em campos limpos... Só sei que nada mais pesa. E isso basta. Fui eliminando o excesso de bagagem enquanto andava, e o que trago comigo hoje é o essencial. (Ou não.)
Como eu cheguei aqui, ou porque eu cheguei aqui, pouco importa... O que importa é aonde estou, e o quanto isso me agrada. E muito me agrada. Sinto falta de certos pedaços meus que me foram roubados enquanto andava, mas espero que as pessoas que agora os possuem estejam fazendo bom proveito deles...
Se pudesse reaver alguns, acho que só a inocência pueril, o brilho nos olhos pelo primeiro amor, e a paz que não se faz constante já há algum tempo. Sem mais.

Um comentário:

Anônimo disse...
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