Quando eu abro os olhos são os seus que me penetram o olhar e isso me comove. Chego a desconfiar de minha própria existência... Não posso ser tão feliz assim. Nenhum ser humano no mundo poderia comportar tanta felicidade. Impossível. Além de que, tamanha felicidade simplesmente não é entregue à uma única pessoa. Não de mão, e lábios, beijados como me foi entregue.
Mas aí você me aperta e eu sinto com a pele que de fato existo. E experimento um êxtase ainda maior e mais profundo por isso - se é que se determina tamanho e profundide pra esse tipo de sentimento. Fecho meus olhos novamente, mas não por ter adormecido, sim por não haver em mim vontade alguma de abri-los. Pra quê? Pra me chocar (mais uma vez) com a realidade que mora fora dos meus olhos fechados por seus beijos? Não quero confrontar a realidade. Eu quero é morrer com a sua boca na minha. E eu poderia. Poderia morrer exatamente naquela hora. Ali. Com a sua boca na minha. Já teria, então, experimentado a felicidade plena que o mundo inteiro anuncia mas que só o calor de seu corpo soube me proporcionar.
Quem sabe se eu abrir meus olhos um pouquinho, e me concentrar somente nos seus - fechados -, e em suas sobrancelhas grossas o mundo não me machuque tanto. E eu tento isso. E nem mesmo o mundo é capaz de me ferir a alma naquele momento.
... Meu coração acelera disparado pra me lembrar que parte dele ainda vive e suspira dentro de mim, que nem todo ele lhe pertence. E então eu mergulho mais uma vez no seu abraço e em tudo que é bom e inspirado por você.
Um comentário:
Mulherzinha, para vc parar de reclamar envio a cantada do dia. rss
Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estiver triste, porque nunca se sabe quem pode se apaixonar por teu sorriso.
G G Marquez.
rsss
bjs
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