domingo, 19 de julho de 2009

Good night, sleep tight.

Querer-te na minha vida pra agora nada me acrescentaria, senão frustração, mas meu coração repele qualquer sentimento lógico que eu tiver conseguido agregar desde que estamos separados. E é nessa falta de lógica que mora o perigo, por ser justamente ali que eu tenho encontrado abrigo. Minha mais doce ilusão.
Há tempos só sei de você o pouco que as pessoas deixam escapar, e por assim ser, às vezes me descubro te imaginando ao meu lado - lugar de onde nunca deverias ter saído - que é pra ver se tenho notícias suas... De tanto treinar, já quase posso sentir seu toque me acalmando e o seu abraço no meu corpo... Te imagino comigo nas mais diversas situações... Ontem, por exemplo, você passou a noite em claro comigo assistindo filme. E ficou me sorrindo aberto com os olhos, e torto com os lábios (como sempre fazia), a noite inteira. Me acordou com um beijo e eu vesti meu melhor sorriso por isso. Só fui tirá-lo agora pouco, quando me dei conta de minha estupidez e pateticismo. Quase começo a sentir pena de mim, tamanha é minha fragilidade, mas só até me dar conta que a responsável por tudo isso é a minha memória seletiva.
... Se eu pudesse ter alguma lembrança ruim sua, de alguma das nossas brigas, do seu ciúmes bobo, sua voz se exaltando ao telefone, ou sua cara de indignação quando eu realmente não queria aceitar meu erro. Mas não... Minha inocência é tanta que eu só me lembro de você atendendo o telefone com ''oi meu amôzinho''. Daquele chaveiro que você não me deu. Da sua cama quebrada. Seu violão pra você tocar pra mim com cara de apaixonado, e até daquela blusa que você me deu e que eu ainda não usei.

E por essas lembranças boas, talvez até acrescidas da sua falta de vontade, que você dorme comigo essa noite.

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