Ultimamente tenho amado tanto, que até o amor me dói. Meu corpo é todo sensações, meu peito é sempre aberto e meus olhos enxergam o resto do mundo por uma película azul (por que azul é céu e amor!). Tanta exposição e sensibilidade machuca hora ou outra. Mas amor não só fere como cura. Tão logo se abrem minhas feridas, abre-se meu sorriso também.
Sofrer (assim) por amor é saudável. Constrói. E faz sofrer porque tanto amor nasce pra confundir o mundo com suas intenções e afetos. E em suas reações adversas ao que sinto é que nasce o pesar. (Nelas é que ele morre também.) Ser mal compreendido nunca roubou a essência de nada. Pelo menos não sozinho. Tire o amor dos olhos, deixe-se atingir pela inveja e desafetos alheios, importe-se o bastante pra mudar o que não precisa ser mudado e, aí sim, a falta de compreensão será um problema. Se o sentimento for real, se o amor for verdadeiro, o que não puder construir não poderá te destruir.
O amor é um assalto... Leva seu apego à infelicidade sem dar aviso prévio. Te tira do chão pq felicidade excessiva e inesperada é pra quem tem cabeça forte e coração nas nuvens. E se você não se apaixonar pelo amor o bastante, é bem capaz que ele se vá... Assim como veio, de surpresa. Numa tarde de janeiro. Dezoito anos de infelicidade e desamor depois.
2 comentários:
Voce quando escreve, nunca me decepciona. Em todos os seus textos eu consigo encontrar um pouco de mim. Muito bom! Sem demagogia.
Chlo, super inspiração! Lindo.
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